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Lauro abre sindicância após ação do MP

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sem emplacar CPI, prefeito de Diadema recorre a apuração interna para investigar Regina Miki e GCMs


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

12/04/2014 | 07:17


Sem conseguir emplacar uma CPI sobre a suspeita de fraude à marcação de horas extras na GCM (Guarda Civil Municipal) de Diadema, o governo do prefeito Lauro Michels (PV) instaurou sindicância interna para apurar a conduta da secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki (PT), e dos 16 guardas-civis municipais denunciados pelo Gaeco ABC (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). O caso foi publicado com exclusividade pelo Diário.

O procedimento foi aberto pelo secretário de Defesa Social de Diadema, Eduardo José Félix de Oliveira. O afastamento dos 16 guardas, no entanto, foi adiado até pelo menos o encerramento da apuração interna, que tem 30 dias para ser concluída (pode ser prorrogada). “Precisamos apurar o caso”, resumiu Lauro.

O Gaeco ABC denunciou Regina Miki e os 16 guardas por formação de quadrilha e peculato (desvio de dinheiro público). Investigação do Ministério Público mostrou que a petista, quando era secretária de Defesa Social do município, concedeu horas extras irregulares aos servidores comissionados da corporação e consentiu com a maquiagem no espelho de ponto. O esquema, de acordo com o MP, consistia em marcar horas extras sem que o trabalho fosse efetivamente comprovado.

Numa primeira etapa da sindicância, Félix constatou que não houve nenhuma averiguação aberta à época dos fatos, de janeiro de 2007 a outubro de 2008 (fim da gestão do petista José de Filippi Júnior), a despeito de BO (Boletim de Ocorrência) lavrado sobre a ilegalidade na GCM. Durante os quatro anos de governo de Mário Reali (PT), também não foi instaurado nenhum procedimento administrativo.

Nesta semana, o governo Lauro se movimentou para instaurar CPI na Câmara. A articulação política serviria para minar potencial candidata à Prefeitura de 2016, pois grupos petistas defendem o nome de Regina como rival do verde nas urnas. Porém, nenhum pedido de investigação foi protocolado na Casa e sequer moção de repúdio feita por Atevaldo Leitão (PSDB) foi aprovada.

Administração ainda não foi notificada oficialmente da denúncia oferecida pelo Gaeco ABC à Justiça.



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Lauro abre sindicância após ação do MP

Sem emplacar CPI, prefeito de Diadema recorre a apuração interna para investigar Regina Miki e GCMs

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

12/04/2014 | 07:17


Sem conseguir emplacar uma CPI sobre a suspeita de fraude à marcação de horas extras na GCM (Guarda Civil Municipal) de Diadema, o governo do prefeito Lauro Michels (PV) instaurou sindicância interna para apurar a conduta da secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki (PT), e dos 16 guardas-civis municipais denunciados pelo Gaeco ABC (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). O caso foi publicado com exclusividade pelo Diário.

O procedimento foi aberto pelo secretário de Defesa Social de Diadema, Eduardo José Félix de Oliveira. O afastamento dos 16 guardas, no entanto, foi adiado até pelo menos o encerramento da apuração interna, que tem 30 dias para ser concluída (pode ser prorrogada). “Precisamos apurar o caso”, resumiu Lauro.

O Gaeco ABC denunciou Regina Miki e os 16 guardas por formação de quadrilha e peculato (desvio de dinheiro público). Investigação do Ministério Público mostrou que a petista, quando era secretária de Defesa Social do município, concedeu horas extras irregulares aos servidores comissionados da corporação e consentiu com a maquiagem no espelho de ponto. O esquema, de acordo com o MP, consistia em marcar horas extras sem que o trabalho fosse efetivamente comprovado.

Numa primeira etapa da sindicância, Félix constatou que não houve nenhuma averiguação aberta à época dos fatos, de janeiro de 2007 a outubro de 2008 (fim da gestão do petista José de Filippi Júnior), a despeito de BO (Boletim de Ocorrência) lavrado sobre a ilegalidade na GCM. Durante os quatro anos de governo de Mário Reali (PT), também não foi instaurado nenhum procedimento administrativo.

Nesta semana, o governo Lauro se movimentou para instaurar CPI na Câmara. A articulação política serviria para minar potencial candidata à Prefeitura de 2016, pois grupos petistas defendem o nome de Regina como rival do verde nas urnas. Porém, nenhum pedido de investigação foi protocolado na Casa e sequer moção de repúdio feita por Atevaldo Leitão (PSDB) foi aprovada.

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