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Os desafios em ser diplomata

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ingresso na carreira é por meio do concurso público


Tauana Marin

16/03/2014 | 07:00


Em determinado momento, temos a difícil missão de escolher qual carreira seguir. E há opções que não estão no topo da lista, mas que podem ser ótimas escolhas. A diplomacia é exemplo. Há quem diga que é a carreira do momento, já que as mudanças nas relações internacionais estão ocorrendo de maneira acelerada e intensa.

Desde 1946, o ingresso na carreira é por meio de concurso público realizado pelo Instituto Rio Branco (encarregado da seleção, treinamento e aperfeiçoamento), com quatro fases. Sendo aprovado, o candidato ingressa na carreira como terceiro secretário. A profissão é estruturada em seis funções, chegando a ministro de primeira classe (embaixador), o que leva, no mínimo, 20 anos.

O diplomata é servidor público federal, funcionário do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) com a responsabilidade de auxiliar o presidente da República na formulação e execução da política externa. O concursado pode trabalhar em Brasília ou em um dos escritórios regionais (Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Manaus e Recife).

O salário inicial é de R$ 14.290,72. No Exterior, os diplomatas são remunerados de acordo com o custo de vida do país, além de terem auxílio-moradia. Os interessados precisam ter idade mínima de 18 anos e ter diploma de Ensino Superior (independentemente da graduação), entre outros pré-requisitos.

Mas engana-se quem acha que se tornar diplomata é fácil. É preciso pegar pesado nos estudos e frequentar cursos preparatórios, como o Clio, que foca em carreira diplomática e tem unidades em São Paulo (Liberdade e Avenida Paulista). O prazo para que o candidato esteja apto a prestar o concurso é relativo, mas pode ir de seis meses há vários anos. Isso porque o grau de exigência é muito alto.

Português, redação, Economia, Inglês, Espanhol, Francês, História do Brasil, História Mundial, Geografia, Política Internacional, Noções de Direito e Direito Internacional Público são algumas das disciplinas que precisam ser dominadas pelo candidato. Aprovado, o futuro diplomata ingressará em curso de formação no próprio Instituto Rio Branco.

 PREPARAÇÃO - De acordo com o coordenador pedagógico da rede Curso Clio, Tanguy Baghdadi, o ideal é que aquele que queria seguir a carreira diplomática inicie a preparação ao mesmo tempo da faculdade. “Nesse caso serão quatro anos, em média, de estudo intenso.” Hoje, a maioria dos aprovados são formados em Direito, Relações Internacionais ou Comunicação. Em média, mesmo com tanto empenho, a aprovação no concurso vem após dois anos e meio de estudo, lembrando que, o diploma de graduação é pré-requisito para ingressar na carreira.  Outra dica é fazer provas de anos anteriores. “As questões de Português e Inglês têm grande peso no concurso, além, é claro, de ter noções básica de Direito, Relações Internacionais, Espanhol, Francês, Economia, História Geral e Brasileiro, além de Geografia”, enumera Baghdadi.

Neste ano estão abertas 18 vagas, em 2013 foram 30 postos. “Por ano a média é de 8.000 inscritos”, diz o coordenador pedagógico do Curso Clio. “Há alguns anos, mas precisamente até 2003, as provas exigiam dos candidatos conhecimentos mais elitizados, como questões voltadas à Cultura (Ópera, pinturas, peças), hoje não. Mesmo aquele que não teve tanto acesso a parte cultural, até por conta da classe social, pode sim, competir em pé de igualdade, desde que, se empenhe e estudo muito”, finaliza.



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Os desafios em ser diplomata

Ingresso na carreira é por meio do concurso público

Tauana Marin

16/03/2014 | 07:00


Em determinado momento, temos a difícil missão de escolher qual carreira seguir. E há opções que não estão no topo da lista, mas que podem ser ótimas escolhas. A diplomacia é exemplo. Há quem diga que é a carreira do momento, já que as mudanças nas relações internacionais estão ocorrendo de maneira acelerada e intensa.

Desde 1946, o ingresso na carreira é por meio de concurso público realizado pelo Instituto Rio Branco (encarregado da seleção, treinamento e aperfeiçoamento), com quatro fases. Sendo aprovado, o candidato ingressa na carreira como terceiro secretário. A profissão é estruturada em seis funções, chegando a ministro de primeira classe (embaixador), o que leva, no mínimo, 20 anos.

O diplomata é servidor público federal, funcionário do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) com a responsabilidade de auxiliar o presidente da República na formulação e execução da política externa. O concursado pode trabalhar em Brasília ou em um dos escritórios regionais (Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Manaus e Recife).

O salário inicial é de R$ 14.290,72. No Exterior, os diplomatas são remunerados de acordo com o custo de vida do país, além de terem auxílio-moradia. Os interessados precisam ter idade mínima de 18 anos e ter diploma de Ensino Superior (independentemente da graduação), entre outros pré-requisitos.

Mas engana-se quem acha que se tornar diplomata é fácil. É preciso pegar pesado nos estudos e frequentar cursos preparatórios, como o Clio, que foca em carreira diplomática e tem unidades em São Paulo (Liberdade e Avenida Paulista). O prazo para que o candidato esteja apto a prestar o concurso é relativo, mas pode ir de seis meses há vários anos. Isso porque o grau de exigência é muito alto.

Português, redação, Economia, Inglês, Espanhol, Francês, História do Brasil, História Mundial, Geografia, Política Internacional, Noções de Direito e Direito Internacional Público são algumas das disciplinas que precisam ser dominadas pelo candidato. Aprovado, o futuro diplomata ingressará em curso de formação no próprio Instituto Rio Branco.

 PREPARAÇÃO - De acordo com o coordenador pedagógico da rede Curso Clio, Tanguy Baghdadi, o ideal é que aquele que queria seguir a carreira diplomática inicie a preparação ao mesmo tempo da faculdade. “Nesse caso serão quatro anos, em média, de estudo intenso.” Hoje, a maioria dos aprovados são formados em Direito, Relações Internacionais ou Comunicação. Em média, mesmo com tanto empenho, a aprovação no concurso vem após dois anos e meio de estudo, lembrando que, o diploma de graduação é pré-requisito para ingressar na carreira.  Outra dica é fazer provas de anos anteriores. “As questões de Português e Inglês têm grande peso no concurso, além, é claro, de ter noções básica de Direito, Relações Internacionais, Espanhol, Francês, Economia, História Geral e Brasileiro, além de Geografia”, enumera Baghdadi.

Neste ano estão abertas 18 vagas, em 2013 foram 30 postos. “Por ano a média é de 8.000 inscritos”, diz o coordenador pedagógico do Curso Clio. “Há alguns anos, mas precisamente até 2003, as provas exigiam dos candidatos conhecimentos mais elitizados, como questões voltadas à Cultura (Ópera, pinturas, peças), hoje não. Mesmo aquele que não teve tanto acesso a parte cultural, até por conta da classe social, pode sim, competir em pé de igualdade, desde que, se empenhe e estudo muito”, finaliza.

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