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Moisés e Melissa

Diferente de Eduardo e Mônica, da canção de Legião Urbana...


Carlos Ferrari
Do Diário do Grande ABC

12/03/2014 | 07:00


Diferente de Eduardo e Mônica, da canção de Legião Urbana, no caso deste casal “nossa amizade dá saudade não apenas no verão”, mas em todas as estações do ano. Contudo, ainda falando da música, os dois são, sim, um pouco diferentes. Vejamos: ele é de Porto Alegre, ela é de Salvador; ele é advogado, ela é socióloga, ele é ativista político internacional do movimento de pessoas com deficiência, ela é escritora e acadêmica da área de empregabilidade. Mas, espera aí, os dois são cegos! E daí?

Sem qualquer sensacionalismo, tal característica incomum ainda, infelizmente, surpreende a sociedade em geral, principalmente quando precedida de histórias tão recheadas de sucesso, que em breve ganharão novos e melhores contornos, graças ao amor entre os dois e a decisão concreta de serem os verdadeiros protagonistas de suas próprias vidas.

Escrevo hoje sobre duas referências do movimento de pessoas com deficiência que se casam no próximo sábado. Melhor dizendo, trago aqui a linda história de dois amigos que, nesta semana, será coroada com um belo novo capítulo que promete. Decidi tratar deste acontecimento primeiro para homenagear e dar minha humilde contribuição para que essa conquista do casal seja reverenciada. Segundo porque penso que Moisés e Melissa, assim como muitos outros casais ‘diferentes’, por meio desta união no civil e no religioso, reafirmam postura de autonomia e de independência que felizmente cada vez mais povoam as diferentes camadas dessa nova sociedade. Não tenho dúvidas de que somos nós os responsáveis pela concretização de um futuro que, lembrem, propagamos em nossos discursos do presente.

Lá em casa, quando recebemos o convite do casamento, nos encantamos com a beleza e o cuidado dispensado pelos noivos. Minha esposa adorou as cores, as letras e o tipo do papel. Eu, pessoalmente, achei de extremo bom gosto as duas letras M em relevo, assegurando um signo tátil para aquele chamamento para a celebração.

Já fiquei sabendo que a cerimônia contará com audiodescrição. Imaginem nós, dezenas de convidados, cegos ou não, podendo conversar sem qualquer tipo de barreira ou limitação sobre o elegante vestido da noiva ou quem sabe até falando mal da grande barriga do futuro marido.

Brincadeiras à parte, tenho certeza que o amor deste casal aquecido pelo vinho e o sol do Nordeste e do Sul do Brasil se fortalece a cada segundo, com as bênçãos e bons fluidos dos deuses da inclusão e da dignidade humana e, claro, por todas as boas energias enviadas de todos nós amigos e familiares.

Parabéns aos noivos.

Amor e união, sempre. 



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Moisés e Melissa

Diferente de Eduardo e Mônica, da canção de Legião Urbana...

Carlos Ferrari
Do Diário do Grande ABC

12/03/2014 | 07:00


Diferente de Eduardo e Mônica, da canção de Legião Urbana, no caso deste casal “nossa amizade dá saudade não apenas no verão”, mas em todas as estações do ano. Contudo, ainda falando da música, os dois são, sim, um pouco diferentes. Vejamos: ele é de Porto Alegre, ela é de Salvador; ele é advogado, ela é socióloga, ele é ativista político internacional do movimento de pessoas com deficiência, ela é escritora e acadêmica da área de empregabilidade. Mas, espera aí, os dois são cegos! E daí?

Sem qualquer sensacionalismo, tal característica incomum ainda, infelizmente, surpreende a sociedade em geral, principalmente quando precedida de histórias tão recheadas de sucesso, que em breve ganharão novos e melhores contornos, graças ao amor entre os dois e a decisão concreta de serem os verdadeiros protagonistas de suas próprias vidas.

Escrevo hoje sobre duas referências do movimento de pessoas com deficiência que se casam no próximo sábado. Melhor dizendo, trago aqui a linda história de dois amigos que, nesta semana, será coroada com um belo novo capítulo que promete. Decidi tratar deste acontecimento primeiro para homenagear e dar minha humilde contribuição para que essa conquista do casal seja reverenciada. Segundo porque penso que Moisés e Melissa, assim como muitos outros casais ‘diferentes’, por meio desta união no civil e no religioso, reafirmam postura de autonomia e de independência que felizmente cada vez mais povoam as diferentes camadas dessa nova sociedade. Não tenho dúvidas de que somos nós os responsáveis pela concretização de um futuro que, lembrem, propagamos em nossos discursos do presente.

Lá em casa, quando recebemos o convite do casamento, nos encantamos com a beleza e o cuidado dispensado pelos noivos. Minha esposa adorou as cores, as letras e o tipo do papel. Eu, pessoalmente, achei de extremo bom gosto as duas letras M em relevo, assegurando um signo tátil para aquele chamamento para a celebração.

Já fiquei sabendo que a cerimônia contará com audiodescrição. Imaginem nós, dezenas de convidados, cegos ou não, podendo conversar sem qualquer tipo de barreira ou limitação sobre o elegante vestido da noiva ou quem sabe até falando mal da grande barriga do futuro marido.

Brincadeiras à parte, tenho certeza que o amor deste casal aquecido pelo vinho e o sol do Nordeste e do Sul do Brasil se fortalece a cada segundo, com as bênçãos e bons fluidos dos deuses da inclusão e da dignidade humana e, claro, por todas as boas energias enviadas de todos nós amigos e familiares.

Parabéns aos noivos.

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