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Motoristas criticam redução de limite de velocidade na Via Anchieta

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Desde a semana passada, condutores só podem andar a 70 km/h em trecho da pista Norte


Fabio Munhoz

12/11/2013 | 07:00


 A redução do limite de velocidade em trecho de quatro quilômetros da pista local da Via Anchieta sentido São Paulo desagradou quem utiliza o caminho diariamente. Desde segunda-feira da semana passada, o limite caiu de 90 km/h para 70 km/h entre o km 14 e o km 10, na divisa de São Bernardo com a Capital. Na pista Sul e na via expressa não foram feitas alterações.

O vendedor Fábio Garcia, 54 anos, passa pela Anchieta nos dias úteis em horários de pico. “Não deu para sentir diferença. O congestionamento é tão intenso que, de manhã, não é possível andar a mais de 30 km/h.”

Na opinião dele, a medida é inócua se não forem intensificadas ações de educação no trânsito. “O povo reduz quando vê o radar e, em seguida, pisa fundo novamente. Na Alemanha, por exemplo, a maioria das rodovias não têm limite de velocidade e, mesmo assim, o número de mortes é menor.”

No trecho cujo limite foi reduzido há apenas um equipamento fixo de fiscalização eletrônica.

A líder de atendimento Jéssica Dias, 22, concorda que a diferença é imperceptível em horários com movimentação intensa. “Fica tudo parado. Dá na mesma. Mas se o objetivo é diminuir o número de acidentes, acho que vale a pena.”

Depois da redução do limite, o analista Dario Delmolin, 24, optou por mudar o caminho. Morador de Santo André, ele trabalha no Itaim Bibi, na Capital. “Eu ia pela Anchieta e demorava duas horas para chegar ao serviço. Agora, vou para Mauá, pego o Rodoanel, saio na Rodovia dos Imigrantes e chego a São Paulo. O trajeto é maior, mas chego em 50 minutos.”

Apesar de a mudança ter entrado em vigor na semana passada, as multas para quem passar acima dos 70 km/h só começarão a ser aplicadas no dia 24. No trecho, todas as placas já foram alteradas, mas apenas uma faixa – localizada a um quilômetro do ponto inicial, no km 14 – informa sobre a alteração e a data para início das autuações.

Muitos motoristas ainda trafegam com velocidade superior à permitida. A equipe do Diário percorreu o trecho durante a tarde de ontem a exatos 70 km/h e o veículo da reportagem foi ultrapassado diversas vezes.

A decisão pela alteração foi tomada pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), em conjunto com a concessionária Ecovias e o DER (Departamento de Estradas de Rodagem).



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Motoristas criticam redução de limite de velocidade na Via Anchieta

Desde a semana passada, condutores só podem andar a 70 km/h em trecho da pista Norte

Fabio Munhoz

12/11/2013 | 07:00


 A redução do limite de velocidade em trecho de quatro quilômetros da pista local da Via Anchieta sentido São Paulo desagradou quem utiliza o caminho diariamente. Desde segunda-feira da semana passada, o limite caiu de 90 km/h para 70 km/h entre o km 14 e o km 10, na divisa de São Bernardo com a Capital. Na pista Sul e na via expressa não foram feitas alterações.

O vendedor Fábio Garcia, 54 anos, passa pela Anchieta nos dias úteis em horários de pico. “Não deu para sentir diferença. O congestionamento é tão intenso que, de manhã, não é possível andar a mais de 30 km/h.”

Na opinião dele, a medida é inócua se não forem intensificadas ações de educação no trânsito. “O povo reduz quando vê o radar e, em seguida, pisa fundo novamente. Na Alemanha, por exemplo, a maioria das rodovias não têm limite de velocidade e, mesmo assim, o número de mortes é menor.”

No trecho cujo limite foi reduzido há apenas um equipamento fixo de fiscalização eletrônica.

A líder de atendimento Jéssica Dias, 22, concorda que a diferença é imperceptível em horários com movimentação intensa. “Fica tudo parado. Dá na mesma. Mas se o objetivo é diminuir o número de acidentes, acho que vale a pena.”

Depois da redução do limite, o analista Dario Delmolin, 24, optou por mudar o caminho. Morador de Santo André, ele trabalha no Itaim Bibi, na Capital. “Eu ia pela Anchieta e demorava duas horas para chegar ao serviço. Agora, vou para Mauá, pego o Rodoanel, saio na Rodovia dos Imigrantes e chego a São Paulo. O trajeto é maior, mas chego em 50 minutos.”

Apesar de a mudança ter entrado em vigor na semana passada, as multas para quem passar acima dos 70 km/h só começarão a ser aplicadas no dia 24. No trecho, todas as placas já foram alteradas, mas apenas uma faixa – localizada a um quilômetro do ponto inicial, no km 14 – informa sobre a alteração e a data para início das autuações.

Muitos motoristas ainda trafegam com velocidade superior à permitida. A equipe do Diário percorreu o trecho durante a tarde de ontem a exatos 70 km/h e o veículo da reportagem foi ultrapassado diversas vezes.

A decisão pela alteração foi tomada pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), em conjunto com a concessionária Ecovias e o DER (Departamento de Estradas de Rodagem).

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