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Bandidos promovem mais dois ataques contra alvos policiais


Do Diário OnLine

06/11/2003 | 00:33


A onda de ataques contra alvos policiais de São Paulo continua. Na noite desta quarta-feira, pelo menos dois novos atentados foram promovidos por bandidos armados, na rodovia Raposo Tavares (zona Oeste de São Paulo) e em Santos (litoral paulista). Mais um policial militar ficou ferido – no incidente da Raposo. Já passa de 20 o número de atentados promovidos desde domingo passado. O saldo da onda de violência atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC) contabiliza dois policiais mortos e 11 feridos – oito PMs e três guardas civis municipais.

Armados com uma metralhadora, dois bandidos numa motocicleta abriram fogo contra o posto da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) localizado no quilômetro 18 da Raposo Tavares. O soldado Alexandre Barros ficou ferido com os estilhaços do vidro quebrado pelos disparos. Ele recebeu atendimento médico e não corre risco de perder a vida. O outro soldado que estava no posto nada sofreu. Logo depois do ataque, policiais cercaram a área em busca dos agressores.

Em Santos, cinco bandidos em bicicletas abriram fogo contra o prédio da Delegacia de Infância e Juventude, no centro da cidade. Não há registro de feridos.

No final da tarde desta quarta-feira, a polícia evitou um provável ataque que ocorreria na zona Norte da capital. Sete homens armados com pistolas e metralhadoras foram presos graças a uma denúncia anônima. O grupo promoveria um atentado contra uma base da PM na região.

Regalias - As autoridades de São Paulo atribuem os ataques à insatisfação de líderes do PCC com o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), imposto em penitenciárias de segurança máxima – unidades que abrigam os principais líderes da facção criminosa.

O pivô da onda de ataques seria uma lista de reivindicações apresentada por Júlio César Guedes de Moraes ('Julinho Carambola') e Sandro Henrique da Silva Santos ('Gulu') à direção do presídio de Presidente Bernardes – considerado o mais rígido e seguro de todo o país. Como o governo paulista se recusou a acatar as reivindicações, o PCC teria ordenado uma série de ataques contra alvos policiais em todo o Estado.

O diretor do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), o delegado Godofredo Bittencourt Filho, revelou nesta quarta-feira que a onda de ataques contra alvos policiais deve continuar até sábado, conforme indicam escutas telefônicas da polícia.



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Bandidos promovem mais dois ataques contra alvos policiais

Do Diário OnLine

06/11/2003 | 00:33


A onda de ataques contra alvos policiais de São Paulo continua. Na noite desta quarta-feira, pelo menos dois novos atentados foram promovidos por bandidos armados, na rodovia Raposo Tavares (zona Oeste de São Paulo) e em Santos (litoral paulista). Mais um policial militar ficou ferido – no incidente da Raposo. Já passa de 20 o número de atentados promovidos desde domingo passado. O saldo da onda de violência atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC) contabiliza dois policiais mortos e 11 feridos – oito PMs e três guardas civis municipais.

Armados com uma metralhadora, dois bandidos numa motocicleta abriram fogo contra o posto da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) localizado no quilômetro 18 da Raposo Tavares. O soldado Alexandre Barros ficou ferido com os estilhaços do vidro quebrado pelos disparos. Ele recebeu atendimento médico e não corre risco de perder a vida. O outro soldado que estava no posto nada sofreu. Logo depois do ataque, policiais cercaram a área em busca dos agressores.

Em Santos, cinco bandidos em bicicletas abriram fogo contra o prédio da Delegacia de Infância e Juventude, no centro da cidade. Não há registro de feridos.

No final da tarde desta quarta-feira, a polícia evitou um provável ataque que ocorreria na zona Norte da capital. Sete homens armados com pistolas e metralhadoras foram presos graças a uma denúncia anônima. O grupo promoveria um atentado contra uma base da PM na região.

Regalias - As autoridades de São Paulo atribuem os ataques à insatisfação de líderes do PCC com o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), imposto em penitenciárias de segurança máxima – unidades que abrigam os principais líderes da facção criminosa.

O pivô da onda de ataques seria uma lista de reivindicações apresentada por Júlio César Guedes de Moraes ('Julinho Carambola') e Sandro Henrique da Silva Santos ('Gulu') à direção do presídio de Presidente Bernardes – considerado o mais rígido e seguro de todo o país. Como o governo paulista se recusou a acatar as reivindicações, o PCC teria ordenado uma série de ataques contra alvos policiais em todo o Estado.

O diretor do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), o delegado Godofredo Bittencourt Filho, revelou nesta quarta-feira que a onda de ataques contra alvos policiais deve continuar até sábado, conforme indicam escutas telefônicas da polícia.

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