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Larvas do mosquito da dengue ainda proliferam na região


Renata Gonçalez
Do Diário do Grande ABC

23/11/2004 | 09:29


Embora tenha registrado queda significativa nos casos de dengue neste ano em relação a 2003, focos de larvas do mosquito Aedes Aegypti ainda são encontrados em 36 áreas do Grande ABC. A exceção é Rio Grande da Serra, cuja Prefeitura local afirma não existir foco algum do vetor. A quase totalidade dos locais infestados, segundo as prefeituras, fica em bairros próximos a divisas entre os municípios, o que na avaliação de profissionais envolvidos no combate à dengue justifica a importação do mosquito.

Doze das 36 áreas infestadas (um terço deste total) estão em Santo André, a única cidade que admite ter hoje mais focos do mosquito da dengue do que em 2003. De acordo com a gerente do Centro de Controle de Zoonoses do município, Andréa de Medeiros Nogueira Nunes, o aumento foi de 323 focos em 2003 para 334 neste ano (levantamento feito até setembro).

"Este aumento ocorreu porque intensificamos a busca de focos da dengue durante o verão", disse a gerente. Segundo Andréa, as larvas do Aedes Aegypti resistem nos bairros Jardim Alzira Franco, Erasmo Assunção, Parque João Ramalho, Parque Jaçatuba, Bangu, Vila Curuçá, Santa Terezinha, Vila Alpina, Vila Aquilino, Palmares, Sacadura Cabral e Vila Guiomar.

"A presença do mosquito é histórica em bairros próximos à capital, que sempre serviu de porta de entrada da dengue na região", completou a gerente, que como exemplo cita o bairro Santa Terezinha.

A interface da avenida dos Estados com a capital é também a justificativa de São Caetano para a incidência de seus focos da dengue. Os bairros mais críticos da cidade são Fundação, Prosperidade, Centro e Santa Maria.

Juntas, São Bernardo e Diadema somam 14 bairros onde ainda são encontrados criadouros do mosquito da dengue. Apenas a primeira divulgou o total encontrado neste ano, que é de 181. De acordo com o veterinário Paulo Francisco Toledo dos Santos, da Vigilância à Saúde de São Bernardo, eles estão nos bairros Taboão, Paulicéia, Jordanópolis, Planalto, Rudge Ramos, Centro e Baeta Neves. A maioria está nos dois primeiros bairros, que fazem divisa com Diadema.

A assessoria de imprensa de Diadema informou que os bairros Jardim Paineiras, Vila Nogueira, Canhema, Centro, Parque Reid, Jardim ABC e Vila São José são os que mais concentram focos da dengue. Curiosamente, alguns desses bairros são vizinhos ao Taboão e Paulicéia, em São Bernardo.

Santos, da Vigilância de São Bernardo, destacou que alguns dos focos do município tiveram origem a partir de armadilhas (pneus com água espalhados em locais estratégicos). "As armadilhas nos ajudam a identificar pontos que podem vir a desenvolver infestação." Mauá e Ribeirão Pires apontaram seis locais com focos do mosquito, que, na seqüência, são: Guapituba e Jardim Lusitano, e Jardim Esperança, Jardim Serrano, Vila Gomes e Parque Aliança.



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Larvas do mosquito da dengue ainda proliferam na região

Renata Gonçalez
Do Diário do Grande ABC

23/11/2004 | 09:29


Embora tenha registrado queda significativa nos casos de dengue neste ano em relação a 2003, focos de larvas do mosquito Aedes Aegypti ainda são encontrados em 36 áreas do Grande ABC. A exceção é Rio Grande da Serra, cuja Prefeitura local afirma não existir foco algum do vetor. A quase totalidade dos locais infestados, segundo as prefeituras, fica em bairros próximos a divisas entre os municípios, o que na avaliação de profissionais envolvidos no combate à dengue justifica a importação do mosquito.

Doze das 36 áreas infestadas (um terço deste total) estão em Santo André, a única cidade que admite ter hoje mais focos do mosquito da dengue do que em 2003. De acordo com a gerente do Centro de Controle de Zoonoses do município, Andréa de Medeiros Nogueira Nunes, o aumento foi de 323 focos em 2003 para 334 neste ano (levantamento feito até setembro).

"Este aumento ocorreu porque intensificamos a busca de focos da dengue durante o verão", disse a gerente. Segundo Andréa, as larvas do Aedes Aegypti resistem nos bairros Jardim Alzira Franco, Erasmo Assunção, Parque João Ramalho, Parque Jaçatuba, Bangu, Vila Curuçá, Santa Terezinha, Vila Alpina, Vila Aquilino, Palmares, Sacadura Cabral e Vila Guiomar.

"A presença do mosquito é histórica em bairros próximos à capital, que sempre serviu de porta de entrada da dengue na região", completou a gerente, que como exemplo cita o bairro Santa Terezinha.

A interface da avenida dos Estados com a capital é também a justificativa de São Caetano para a incidência de seus focos da dengue. Os bairros mais críticos da cidade são Fundação, Prosperidade, Centro e Santa Maria.

Juntas, São Bernardo e Diadema somam 14 bairros onde ainda são encontrados criadouros do mosquito da dengue. Apenas a primeira divulgou o total encontrado neste ano, que é de 181. De acordo com o veterinário Paulo Francisco Toledo dos Santos, da Vigilância à Saúde de São Bernardo, eles estão nos bairros Taboão, Paulicéia, Jordanópolis, Planalto, Rudge Ramos, Centro e Baeta Neves. A maioria está nos dois primeiros bairros, que fazem divisa com Diadema.

A assessoria de imprensa de Diadema informou que os bairros Jardim Paineiras, Vila Nogueira, Canhema, Centro, Parque Reid, Jardim ABC e Vila São José são os que mais concentram focos da dengue. Curiosamente, alguns desses bairros são vizinhos ao Taboão e Paulicéia, em São Bernardo.

Santos, da Vigilância de São Bernardo, destacou que alguns dos focos do município tiveram origem a partir de armadilhas (pneus com água espalhados em locais estratégicos). "As armadilhas nos ajudam a identificar pontos que podem vir a desenvolver infestação." Mauá e Ribeirão Pires apontaram seis locais com focos do mosquito, que, na seqüência, são: Guapituba e Jardim Lusitano, e Jardim Esperança, Jardim Serrano, Vila Gomes e Parque Aliança.

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