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Feirões irritam concessionários


Wagner Oliveira Do Diário do Grande ABC

20/11/2010 | 07:17


Os consecutivos feirões nos fins de semana estão criando desentendimento entre as montadoras e concessionárias - irritadas com a perda de lucro. "A busca pelo mercado está virando uma coisa maluca", afirmou Sérgio Reze, presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). "Buscar participação é legítimo, morrer por isso é insano."

Por enquanto, o ‘choro' das revendas não sensibiliza os fabricantes, que até o fim do ano devem intensificar as promoções de fins de semana visando emplacar o maior número possível de veículos. Entre hoje e amanhã, por exemplo, Volkswagen e Nissan realizam feirões em pontos específicos de São Paulo e também em toda a sua rede de revendedores.

"Os novos tempos são assim mesmo: a concorrência é muito mais dura. As margens caíram não só para os revendedores como também para a indústria, que tem de oferecer muito mais por menos", afirma o diretor comercial da Citroën, Domingos Boragina Neto. "Além disso, vamos assistir ao crescimento da concorrência asiática, que já está fazendo do Brasil uma de suas bases estratégicas."

As promoções são parte da estratégia dos fabricantes para atingir a meta de vendas de 3,4 milhões de unidades previstas pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) para 2010. Se o número for alcançado, o Brasil estabelece novo recorde e se firma como o quarto maior consumidor do mundo.

As montadoras esperam que, com o 13º salário nas mãos, os consumidores tomem a decisão de trocar ou comprar o primeiro carro zero-quilômetro. Tradicionalmente, as vendas ocorrem fortemente até o fim da primeira quinzena. Depois disso, os negócios só são retomados em janeiro.

De acordo com o consultor da ADK, Paulo Roberto Gabossa, as montadoras usam como atrativos redução de juros, incorporação de itens, como ar-condicionado, e alongamento do prazo dos financiamentos.

"Há um claro benefício para o consumidor, que hoje paga preço menor pelo mesmo veículo quando da isenção do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) concedido até o primeiro trimestre deste ano", lembra.

Os estoques nos pátios das concessionárias e das montadoras atualmente são suficientes para abastecer o varejo por 30 dias no atual ritmo de vendas do mercado - em torno de 14 mil unidades por dia. "A produção dá conta da demanda e pode nos levar a atingir vendas recordes neste ano", afirmou o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini.

Além dos veículos nacionais, o Brasil deve absorver neste ano cerca de 600 mil veículos produzidos no Exterior - a maioria importado pelos próprios fabricantes, que fazem intercâmbio entre Argentina e México, principalmente.

Como o ritmo do mercado está mais forte que em outros anos, parte das montadoras pode adiar para janeiro a realização de férias coletivas em dezembro para a manutenção das máquinas e atualizações na linha de produção.



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Feirões irritam concessionários

Wagner Oliveira Do Diário do Grande ABC

20/11/2010 | 07:17


Os consecutivos feirões nos fins de semana estão criando desentendimento entre as montadoras e concessionárias - irritadas com a perda de lucro. "A busca pelo mercado está virando uma coisa maluca", afirmou Sérgio Reze, presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). "Buscar participação é legítimo, morrer por isso é insano."

Por enquanto, o ‘choro' das revendas não sensibiliza os fabricantes, que até o fim do ano devem intensificar as promoções de fins de semana visando emplacar o maior número possível de veículos. Entre hoje e amanhã, por exemplo, Volkswagen e Nissan realizam feirões em pontos específicos de São Paulo e também em toda a sua rede de revendedores.

"Os novos tempos são assim mesmo: a concorrência é muito mais dura. As margens caíram não só para os revendedores como também para a indústria, que tem de oferecer muito mais por menos", afirma o diretor comercial da Citroën, Domingos Boragina Neto. "Além disso, vamos assistir ao crescimento da concorrência asiática, que já está fazendo do Brasil uma de suas bases estratégicas."

As promoções são parte da estratégia dos fabricantes para atingir a meta de vendas de 3,4 milhões de unidades previstas pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) para 2010. Se o número for alcançado, o Brasil estabelece novo recorde e se firma como o quarto maior consumidor do mundo.

As montadoras esperam que, com o 13º salário nas mãos, os consumidores tomem a decisão de trocar ou comprar o primeiro carro zero-quilômetro. Tradicionalmente, as vendas ocorrem fortemente até o fim da primeira quinzena. Depois disso, os negócios só são retomados em janeiro.

De acordo com o consultor da ADK, Paulo Roberto Gabossa, as montadoras usam como atrativos redução de juros, incorporação de itens, como ar-condicionado, e alongamento do prazo dos financiamentos.

"Há um claro benefício para o consumidor, que hoje paga preço menor pelo mesmo veículo quando da isenção do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) concedido até o primeiro trimestre deste ano", lembra.

Os estoques nos pátios das concessionárias e das montadoras atualmente são suficientes para abastecer o varejo por 30 dias no atual ritmo de vendas do mercado - em torno de 14 mil unidades por dia. "A produção dá conta da demanda e pode nos levar a atingir vendas recordes neste ano", afirmou o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini.

Além dos veículos nacionais, o Brasil deve absorver neste ano cerca de 600 mil veículos produzidos no Exterior - a maioria importado pelos próprios fabricantes, que fazem intercâmbio entre Argentina e México, principalmente.

Como o ritmo do mercado está mais forte que em outros anos, parte das montadoras pode adiar para janeiro a realização de férias coletivas em dezembro para a manutenção das máquinas e atualizações na linha de produção.

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