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Era uma vez um museu, quase ferroviário, acolhedor...

Guardamos com carinho muitas informações que coletamos em 1996 em Ribeirão Pires


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

25/03/2011 | 00:00


Guardamos com carinho muitas informações que coletamos em 1996 em Ribeirão Pires. Naquele ano escrevemos um livro, que permanece inédito, sobre o centenário da criação do Distrito de Paz de Ribeirão Pires. E nos pouco mais de seis meses em que estivemos na cidade tivemos a ousadia de convencer a rede ferroviária a permitir a instalação do Museu Família Pires no velho e histórico armazém ferroviário.

As fotos mostram o museu. Na interna, gente querida em visita ao armazém: jovens estudantes e pesquisadores experientes como Renato Costa, Jayme da Costa Patrão, secretária Neusa Figueiredo, Marleninha (a cidade deve a ela a preservação do acervo do seu museu), Paschoalino Assumpção, prefeito Valdírio Prisco, professor Claudinei Ruffini, José Duda Costa e Carlos Manias Neto.

Na segunda foto, a externa, a placa do Museu Municipal, escrita numa chapa pesadíssima, preparada pelos ferroviários amigos de então e que, para ser erguida, precisou ser suspensa por um guindaste - tudo a custo ($) zero...

Quinze anos depois, o acervo do Museu Histórico Família Pires está recolhido, à espera de dias melhores. Foram momentos mágicos aqueles passados, e é uma pena saber que a municipalidade dá de ombros para a história local, apesar de tantos abnegados.

legenda da foto: Entrada do Museu em 1996: na trave de ferro a placa pesada marca um momento que não teve seqüência

DIÁRIO HÁ 30 ANOS

Quarta-feira, 25 de março de 1981

Manchete - Poloneses convocam nova greve nacional

Trabalho - Operários da Volkswagen podem ter redução na jornada.

Santo André - Erosão engole Avenida Guarará, no Jardim Irene.

São Bernardo - Darcy Martins de Lima assume a presidência da Sociedade Amigos de Vila Paulicéia.

São Caetano - Trecho remodelado da Avenida Guido Aliberti, entre a Rua Stilac Leal e a Estrada das Lágrimas, será entregue hoje.

Fotografia (Manuel Reis) - As fotos premiadas no Salão de Santo André; Ricardo Hernandes (Diário) fica com a Medalha Fuji.

Trabalhadores

Nasce em 25 de março:

1901 - Maria Pereira, de Itatiba (SP). Servente da CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos). Residia à Rua Alegre, São Caetano.

Fonte: 1º livro geral de registro de associados do Sindicato dos Químicos do ABC.

MUNICÍPIOS PAULISTAS

Getulina. Elevado a município em 25 de março de 1935, quando se separa de Lins.

Vista Alegre do Alto. Elevado a município em 1959, quando se separa de Monte Alto.

Itirapina. Elevado a município em 25 de março de 1935, quando se separa de Rio Claro.

EM 25 DE MARÇO DE...

1950 - José Antonio de Moraes nasce em Mogi das Cruzes. Morou em Mauá. Hoje mora na Vila Esperança, em São Bernardo, e é o mais antigo operário da Emparsanco, com 25 anos de casa a serem completados em julho próximo.

1956 - Prefeitura de Santo André inaugura a escola primária de Vila Guaraciaba em prédio cedido por Paschoal José Napoleão Isoldi.

SANTOS DO DIA

Amábile Visintainer (madre Paulina), Dimas, Irineu de Sirmium, Lúcia, Desidério e Quirino.

Santa Madre Paulina (Itália 1865 - Brasil 1942). Uma santa ítalo-brasileira do Ipiranga.

Fontes: Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Vozes, 2011; site: paulinas.org.br.

FALECIMENTOS

SANTO ANDRÉ 

José Moretti, 89. Natural de Guaranésia (MG). Dia 21. Cemitério de Vila Pires.

Francisca Vassollo Navarro, 88. Natural de Capivari (SP). Dia 21.

Eurides Bianchi Laina, 78. Natural de Corumbatai (SP). Dia 21. Cemitério Curuçá.

Josué Ferreira de Moraes, 77. Natural de Angelim (PE). Dia 20. Cemitério Curuçá.

Alice Guarnetti, 72. Natural de Duartina (SP). Dia 21. Cemitério Curuçá.

SÃO BERNARDO 

Lucilia Orefice, 85. Natural de São Paulo (SP). Dia 21, em Santo André. Cemitério Jardim da Colina.

Rosa Maria Ferla, 65. Natural de São Paulo (SP). Dia 18. Cemitério dos Casa.

Marcio Alves Rodrigues, 63. Natural de Santo André. Dia 19. Cemitério do Carmo.

Eva Prospero de Sousa, 61. Natural de Curimatá (PI). Dia 19. Cemitério dos Casa.

Dulce de Brito, 60. Natural de São Caetano. Dia 18. Cemitério do Baeta.

SÃO CAETANO 

Geni Andreassa Bigaran, 60. Natural de Promissão (SP). Dia 21. Cemitério das Lágrimas.

Arnaldo Antonio Gutierrez, 62. Natural de São Caetano. Dia 19. Cemitério das Lágrimas.

BENEDITA FELISBERTA DA SILVA
(Bragança Paulista 25-3-1911 - Santo André 2-3-2011)

Dona Benedita iria completar hoje 100 anos. Jovem, trabalhou na roça e casou-se aos 19 anos com Carlos Ferreira da Silva, que tinha 60. À época chegava a ser comum, ainda, os casamentos arranjados. E foi isso que aconteceu com ela.

Tiveram três filhos: José, Elvira (hoje com 76 anos) e Nilcéia (61). Pelos cálculos da família, dona Benedita residia no Grande ABC há mais ou menos 50 anos, primeiro em Mauá, depois no Parque Novo Oratório, em Santo André.

"Ela era carinhosa, amorosa, gostava de costurar e era católica", conta a filha Nilcéia.

Dona Benedita também gostava de relembrar fatos passados. São tantos costumes diferentes que a família acredita que ela tinha mais de 100 anos de idade. Alguns dos casos relembrados:

1 - No meu tempo, no Interior, os defuntos eram carregados em redes: os ricos em redes de seda, os pobres em redes de chita.

2 - Houve uma epidemia de varíola, quando os mortos foram enterrados no mato.

3 - A lei era dura para quem matasse um cavalo: cinco anos de cadeia.

4 - Um dia fizemos uma bela macarronada com frango, mas o fel do frango não foi retirado e misturou-se à comida. Ninguém comeu, nem os cachorros.

5 - Quando nascia um menino, a família soltava 12 rojões; se fosse menina, soltava seis rojões.

Todas essas histórias dona Benedita contava às netas. Ela tinha muito medo de ciganos, tocou gaita até 20 dias antes de ser internada. Até então, nunca havia tomado remédio. Sua alimentação básica era um prato cheio de feijão com um pouco de arroz. Café tomava o dia inteiro. E até os 80 anos só tomava banho de água fria - até ser convencida a tomar com água morna.

Benedita Felisberta da Silva partiu aos 99 anos (ao menos oficiais). Está sepultada no cemitério Curuçá. Deixa nove netos, 11 bisnetos e dois tataranetos.



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Era uma vez um museu, quase ferroviário, acolhedor...

Guardamos com carinho muitas informações que coletamos em 1996 em Ribeirão Pires

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

25/03/2011 | 00:00


Guardamos com carinho muitas informações que coletamos em 1996 em Ribeirão Pires. Naquele ano escrevemos um livro, que permanece inédito, sobre o centenário da criação do Distrito de Paz de Ribeirão Pires. E nos pouco mais de seis meses em que estivemos na cidade tivemos a ousadia de convencer a rede ferroviária a permitir a instalação do Museu Família Pires no velho e histórico armazém ferroviário.

As fotos mostram o museu. Na interna, gente querida em visita ao armazém: jovens estudantes e pesquisadores experientes como Renato Costa, Jayme da Costa Patrão, secretária Neusa Figueiredo, Marleninha (a cidade deve a ela a preservação do acervo do seu museu), Paschoalino Assumpção, prefeito Valdírio Prisco, professor Claudinei Ruffini, José Duda Costa e Carlos Manias Neto.

Na segunda foto, a externa, a placa do Museu Municipal, escrita numa chapa pesadíssima, preparada pelos ferroviários amigos de então e que, para ser erguida, precisou ser suspensa por um guindaste - tudo a custo ($) zero...

Quinze anos depois, o acervo do Museu Histórico Família Pires está recolhido, à espera de dias melhores. Foram momentos mágicos aqueles passados, e é uma pena saber que a municipalidade dá de ombros para a história local, apesar de tantos abnegados.

legenda da foto: Entrada do Museu em 1996: na trave de ferro a placa pesada marca um momento que não teve seqüência

DIÁRIO HÁ 30 ANOS

Quarta-feira, 25 de março de 1981

Manchete - Poloneses convocam nova greve nacional

Trabalho - Operários da Volkswagen podem ter redução na jornada.

Santo André - Erosão engole Avenida Guarará, no Jardim Irene.

São Bernardo - Darcy Martins de Lima assume a presidência da Sociedade Amigos de Vila Paulicéia.

São Caetano - Trecho remodelado da Avenida Guido Aliberti, entre a Rua Stilac Leal e a Estrada das Lágrimas, será entregue hoje.

Fotografia (Manuel Reis) - As fotos premiadas no Salão de Santo André; Ricardo Hernandes (Diário) fica com a Medalha Fuji.

Trabalhadores

Nasce em 25 de março:

1901 - Maria Pereira, de Itatiba (SP). Servente da CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos). Residia à Rua Alegre, São Caetano.

Fonte: 1º livro geral de registro de associados do Sindicato dos Químicos do ABC.

MUNICÍPIOS PAULISTAS

Getulina. Elevado a município em 25 de março de 1935, quando se separa de Lins.

Vista Alegre do Alto. Elevado a município em 1959, quando se separa de Monte Alto.

Itirapina. Elevado a município em 25 de março de 1935, quando se separa de Rio Claro.

EM 25 DE MARÇO DE...

1950 - José Antonio de Moraes nasce em Mogi das Cruzes. Morou em Mauá. Hoje mora na Vila Esperança, em São Bernardo, e é o mais antigo operário da Emparsanco, com 25 anos de casa a serem completados em julho próximo.

1956 - Prefeitura de Santo André inaugura a escola primária de Vila Guaraciaba em prédio cedido por Paschoal José Napoleão Isoldi.

SANTOS DO DIA

Amábile Visintainer (madre Paulina), Dimas, Irineu de Sirmium, Lúcia, Desidério e Quirino.

Santa Madre Paulina (Itália 1865 - Brasil 1942). Uma santa ítalo-brasileira do Ipiranga.

Fontes: Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, Vozes, 2011; site: paulinas.org.br.

FALECIMENTOS

SANTO ANDRÉ 

José Moretti, 89. Natural de Guaranésia (MG). Dia 21. Cemitério de Vila Pires.

Francisca Vassollo Navarro, 88. Natural de Capivari (SP). Dia 21.

Eurides Bianchi Laina, 78. Natural de Corumbatai (SP). Dia 21. Cemitério Curuçá.

Josué Ferreira de Moraes, 77. Natural de Angelim (PE). Dia 20. Cemitério Curuçá.

Alice Guarnetti, 72. Natural de Duartina (SP). Dia 21. Cemitério Curuçá.

SÃO BERNARDO 

Lucilia Orefice, 85. Natural de São Paulo (SP). Dia 21, em Santo André. Cemitério Jardim da Colina.

Rosa Maria Ferla, 65. Natural de São Paulo (SP). Dia 18. Cemitério dos Casa.

Marcio Alves Rodrigues, 63. Natural de Santo André. Dia 19. Cemitério do Carmo.

Eva Prospero de Sousa, 61. Natural de Curimatá (PI). Dia 19. Cemitério dos Casa.

Dulce de Brito, 60. Natural de São Caetano. Dia 18. Cemitério do Baeta.

SÃO CAETANO 

Geni Andreassa Bigaran, 60. Natural de Promissão (SP). Dia 21. Cemitério das Lágrimas.

Arnaldo Antonio Gutierrez, 62. Natural de São Caetano. Dia 19. Cemitério das Lágrimas.

BENEDITA FELISBERTA DA SILVA
(Bragança Paulista 25-3-1911 - Santo André 2-3-2011)

Dona Benedita iria completar hoje 100 anos. Jovem, trabalhou na roça e casou-se aos 19 anos com Carlos Ferreira da Silva, que tinha 60. À época chegava a ser comum, ainda, os casamentos arranjados. E foi isso que aconteceu com ela.

Tiveram três filhos: José, Elvira (hoje com 76 anos) e Nilcéia (61). Pelos cálculos da família, dona Benedita residia no Grande ABC há mais ou menos 50 anos, primeiro em Mauá, depois no Parque Novo Oratório, em Santo André.

"Ela era carinhosa, amorosa, gostava de costurar e era católica", conta a filha Nilcéia.

Dona Benedita também gostava de relembrar fatos passados. São tantos costumes diferentes que a família acredita que ela tinha mais de 100 anos de idade. Alguns dos casos relembrados:

1 - No meu tempo, no Interior, os defuntos eram carregados em redes: os ricos em redes de seda, os pobres em redes de chita.

2 - Houve uma epidemia de varíola, quando os mortos foram enterrados no mato.

3 - A lei era dura para quem matasse um cavalo: cinco anos de cadeia.

4 - Um dia fizemos uma bela macarronada com frango, mas o fel do frango não foi retirado e misturou-se à comida. Ninguém comeu, nem os cachorros.

5 - Quando nascia um menino, a família soltava 12 rojões; se fosse menina, soltava seis rojões.

Todas essas histórias dona Benedita contava às netas. Ela tinha muito medo de ciganos, tocou gaita até 20 dias antes de ser internada. Até então, nunca havia tomado remédio. Sua alimentação básica era um prato cheio de feijão com um pouco de arroz. Café tomava o dia inteiro. E até os 80 anos só tomava banho de água fria - até ser convencida a tomar com água morna.

Benedita Felisberta da Silva partiu aos 99 anos (ao menos oficiais). Está sepultada no cemitério Curuçá. Deixa nove netos, 11 bisnetos e dois tataranetos.

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