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Vereadores justificam inoperância


Mark Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

09/11/2010 | 07:14


 

Ano eleitoral, desunião entre os pares e até mesmo desconhecimento sobre datas das reuniões. Estes são os motivos alegados pelos vereadores da região que justificam a classificação da Frente Parlamentar do Grande ABC como órgão praticamente inoperante, 15 meses após sua criação.

Na falta de interesse deflagrada entre os parlamentares, quem paga é a população da região, que perde a funcionalidade de entidade que nasceu para discutir e encontrar soluções para problemas comuns às sete cidades. De fato até foram criadas oito comissões temáticas para aprofundar o debate em, por exemplo, Saúde, Educação, Transporte, Segurança e Habitação, mas que não apresentaram resultados.

No discurso os vereadores se dividem entre os que acreditam que o órgão possa se consolidar como ferramenta importante para a sociedade e os que já perderam as esperanças de que isso ocorra.

"Não vai vingar porque não há união", crava Manoel Lopes (DEM-Mauá). O democrata deixou de participar das reuniões por sentir-se incomodado com o alto número de assessores representando os vereadores. "Se não é para fazer a coisa da forma correta, prefiro não participar. Não estou boicotando nada, mas quando se participa de algo importante não se manda assessor."

Presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Tiago Nogueira (PT-Santo André), lamenta o tempo desperdiçado para a definição do comando da frente, e, consequentemente a chance perdida de mostrar aos então candidatos ao governo do Estado e à Presidência os gargalos regionais.

"Poderíamos apresentar uma plataforma e quem sabe alguns pontos fossem incluídos nos planos de governo", pontua, pedindo que o órgão defina linha de atuação. "Temos que definir para onde queremos ir. Este período improdutivo tem de ser tomado de lição para que a frente pare de patinar."

O presidente da frente e da Câmara de São Bernardo, Otávio Manente (PPS), discorda do petista, exalta a formação das comissões e a conquista de sala para reuniões no Consórcio Intermunicipal, mas não nega a baixa adesão nos encontros, que registram participação pífia, abaixo dos 25% - ao todo são 108 vereadores nas sete cidades. "Todo movimento político deixa a desejar em algum ponto. Neste é pela falta de participação."

Na Câmara de Santo André vereadores reclamam da falta da divulgação das reuniões, responsabilidade delegada por Manente aos presidentes dos outros seis legislativos. "Soube das datas dos encontros pelos jornais. É frente de presidentes", critica Paulinho Serra (PSDB). "Eu nunca fui convidado. O pessoal fica focado na política e depois reclama que ninguém aparece", enfatiza Pinheirinho (DEM).

Para Zé Dourado (PSDB-Diadema), falta interesse por parte da maioria dos colegas. "Com a união podemos conseguir muitas coisas que sozinhos não conseguiremos", atenta, ao mostrar esperança de que o órgão vingue. "Depois das eleições todos voltam a defender seus interesses regionais



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Vereadores justificam inoperância

Mark Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

09/11/2010 | 07:14


 

Ano eleitoral, desunião entre os pares e até mesmo desconhecimento sobre datas das reuniões. Estes são os motivos alegados pelos vereadores da região que justificam a classificação da Frente Parlamentar do Grande ABC como órgão praticamente inoperante, 15 meses após sua criação.

Na falta de interesse deflagrada entre os parlamentares, quem paga é a população da região, que perde a funcionalidade de entidade que nasceu para discutir e encontrar soluções para problemas comuns às sete cidades. De fato até foram criadas oito comissões temáticas para aprofundar o debate em, por exemplo, Saúde, Educação, Transporte, Segurança e Habitação, mas que não apresentaram resultados.

No discurso os vereadores se dividem entre os que acreditam que o órgão possa se consolidar como ferramenta importante para a sociedade e os que já perderam as esperanças de que isso ocorra.

"Não vai vingar porque não há união", crava Manoel Lopes (DEM-Mauá). O democrata deixou de participar das reuniões por sentir-se incomodado com o alto número de assessores representando os vereadores. "Se não é para fazer a coisa da forma correta, prefiro não participar. Não estou boicotando nada, mas quando se participa de algo importante não se manda assessor."

Presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Tiago Nogueira (PT-Santo André), lamenta o tempo desperdiçado para a definição do comando da frente, e, consequentemente a chance perdida de mostrar aos então candidatos ao governo do Estado e à Presidência os gargalos regionais.

"Poderíamos apresentar uma plataforma e quem sabe alguns pontos fossem incluídos nos planos de governo", pontua, pedindo que o órgão defina linha de atuação. "Temos que definir para onde queremos ir. Este período improdutivo tem de ser tomado de lição para que a frente pare de patinar."

O presidente da frente e da Câmara de São Bernardo, Otávio Manente (PPS), discorda do petista, exalta a formação das comissões e a conquista de sala para reuniões no Consórcio Intermunicipal, mas não nega a baixa adesão nos encontros, que registram participação pífia, abaixo dos 25% - ao todo são 108 vereadores nas sete cidades. "Todo movimento político deixa a desejar em algum ponto. Neste é pela falta de participação."

Na Câmara de Santo André vereadores reclamam da falta da divulgação das reuniões, responsabilidade delegada por Manente aos presidentes dos outros seis legislativos. "Soube das datas dos encontros pelos jornais. É frente de presidentes", critica Paulinho Serra (PSDB). "Eu nunca fui convidado. O pessoal fica focado na política e depois reclama que ninguém aparece", enfatiza Pinheirinho (DEM).

Para Zé Dourado (PSDB-Diadema), falta interesse por parte da maioria dos colegas. "Com a união podemos conseguir muitas coisas que sozinhos não conseguiremos", atenta, ao mostrar esperança de que o órgão vingue. "Depois das eleições todos voltam a defender seus interesses regionais

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