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Felicidade no universo da poesia

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aos 82 anos, Ivo de Lucas, de Santo André, encontra na escrita inspiração para vida


Vinícius Castelli

30/12/2018 | 07:00


É no colorido e fresco jardim, no fundo da casa onde mora com a mulher, Janete, no Parque das Nações, que Ivo de Lucas busca inspiração para imortalizar seus versos. O poeta e escritor de Marília, que passou a viver em Santo André a partir de 1953, registra seus pensamentos, anseios e experiências há tempos, desde a infância.

Hoje, aos 82 anos, segue com a cabeça ocupada e o coração batendo forte pela literatura. Mas tudo começou na roça ainda, quando escutava, no galpão onde secava o café colhido da lavoura de seu pai, meninas entoando cantigas populares como Ciranda, Cirandinha. Foi quando percebeu que poderia brincar com as rimas das palavras. “É um jogo de palavras. Fui fazendo meus versos ainda garoto, mas não tenho tudo guardado. Escrevo minha vida toda”, diz.

Tudo é registrado na sala dedicada somente ao universo da escrita. Nas paredes há lembranças da viagem que fez pelos locais por onde Jesus Cristo passou, como Jerusalém. Há também um cartaz do Segundo Festival de Cultura e Arte do Grande ABC, realizado pelo Diário, do qual De Lucas participou com o poema Herói Patriarca, escrito em homenagem ao seu pai.

No início, o poeta fazia tudo manualmente, com caneta e papel. Depois teve como companhia uma máquina de escrever fabricada pela Olivetti, modelo Underwood 193, uma raridade nos dias de hoje. De Lucas passou a usar o computador – apesar de não ter muita habilidade com a tecnologia – onde guarda tudo que produz nos dias de hoje. Mas a antiga companheira está sempre por perto, caso precise.

Além das poesias, ele escreve contos, como, por exemplo, A Dança das Águas, em que relata com detalhes as fontes do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, e seus visitantes. “Gosto de escrever sobre a realidade, do que está acontecendo, de festas religiosas, das pessoas pelas ruas, até mesmo do mendigo. Você o vê e pensa de onde ele veio, para onde vai, será que fará duas refeições no dia”, explica.

De Lucas tem uma publicação, o livro Família de Luca – A História do Italiano Angelo de Luca e Seus Descendentes no Brasil, resultado de viagem que realizou pela Itália em busca de suas origens e as achou em Treviso, região de Vêneto. Mas obra de poesias ele ainda não tem. Um sonho que o autor ainda deseja alcançar.

Para ele, escrever é uma atividade que só faz bem. Trabalhou no setor automobilístico por mais de duas décadas. Em seguida teve comércio, onde se dedicou até recentemente. A escrita faz com que seus dedos e cabeça estejam em constante movimentação.

“Agora, sem trabalhar, tenho mais tempo para isso. É claro que sempre tenho outras coisas para fazer. Mas assim que sinto inspiração já vou registrar lá no meu escritório. Depois dos 80 anos de idade a memória não é mais a mesma, e ficar parado é pior. Essa é uma atividade que me faz muito bem”, afirma.

De Lucas acredita que é lendo que se aprende a escrever. Confessa que não gosta da figura do escritor baiano Jorge Amado, mas adora sua obra. “O poeta é um observador da vida, da chuva, das flores, do firmamento. Quando se faz verso, ele enxerga estrelas mesmo de dia”, encerra.



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Felicidade no universo da poesia

Aos 82 anos, Ivo de Lucas, de Santo André, encontra na escrita inspiração para vida

Vinícius Castelli

30/12/2018 | 07:00


É no colorido e fresco jardim, no fundo da casa onde mora com a mulher, Janete, no Parque das Nações, que Ivo de Lucas busca inspiração para imortalizar seus versos. O poeta e escritor de Marília, que passou a viver em Santo André a partir de 1953, registra seus pensamentos, anseios e experiências há tempos, desde a infância.

Hoje, aos 82 anos, segue com a cabeça ocupada e o coração batendo forte pela literatura. Mas tudo começou na roça ainda, quando escutava, no galpão onde secava o café colhido da lavoura de seu pai, meninas entoando cantigas populares como Ciranda, Cirandinha. Foi quando percebeu que poderia brincar com as rimas das palavras. “É um jogo de palavras. Fui fazendo meus versos ainda garoto, mas não tenho tudo guardado. Escrevo minha vida toda”, diz.

Tudo é registrado na sala dedicada somente ao universo da escrita. Nas paredes há lembranças da viagem que fez pelos locais por onde Jesus Cristo passou, como Jerusalém. Há também um cartaz do Segundo Festival de Cultura e Arte do Grande ABC, realizado pelo Diário, do qual De Lucas participou com o poema Herói Patriarca, escrito em homenagem ao seu pai.

No início, o poeta fazia tudo manualmente, com caneta e papel. Depois teve como companhia uma máquina de escrever fabricada pela Olivetti, modelo Underwood 193, uma raridade nos dias de hoje. De Lucas passou a usar o computador – apesar de não ter muita habilidade com a tecnologia – onde guarda tudo que produz nos dias de hoje. Mas a antiga companheira está sempre por perto, caso precise.

Além das poesias, ele escreve contos, como, por exemplo, A Dança das Águas, em que relata com detalhes as fontes do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, e seus visitantes. “Gosto de escrever sobre a realidade, do que está acontecendo, de festas religiosas, das pessoas pelas ruas, até mesmo do mendigo. Você o vê e pensa de onde ele veio, para onde vai, será que fará duas refeições no dia”, explica.

De Lucas tem uma publicação, o livro Família de Luca – A História do Italiano Angelo de Luca e Seus Descendentes no Brasil, resultado de viagem que realizou pela Itália em busca de suas origens e as achou em Treviso, região de Vêneto. Mas obra de poesias ele ainda não tem. Um sonho que o autor ainda deseja alcançar.

Para ele, escrever é uma atividade que só faz bem. Trabalhou no setor automobilístico por mais de duas décadas. Em seguida teve comércio, onde se dedicou até recentemente. A escrita faz com que seus dedos e cabeça estejam em constante movimentação.

“Agora, sem trabalhar, tenho mais tempo para isso. É claro que sempre tenho outras coisas para fazer. Mas assim que sinto inspiração já vou registrar lá no meu escritório. Depois dos 80 anos de idade a memória não é mais a mesma, e ficar parado é pior. Essa é uma atividade que me faz muito bem”, afirma.

De Lucas acredita que é lendo que se aprende a escrever. Confessa que não gosta da figura do escritor baiano Jorge Amado, mas adora sua obra. “O poeta é um observador da vida, da chuva, das flores, do firmamento. Quando se faz verso, ele enxerga estrelas mesmo de dia”, encerra.

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