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Morando defende mandato; Paulo Serra vê fim de modelo

Atual presidente do Consórcio cita redução de gastos e aumento de eficiência; vice da entidade cita perda de foco


Raphael Rocha
Do dgabc.com.br

30/11/2018 | 07:00


Prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Orlando Morando (PSDB) defendeu seu mandato à frente da entidade regional, dizendo que pegou uma instituição deficitária e, mesmo com redução de gastos, a tornou efetiva. Já o vice-presidente do colegiado e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), argumentou que o atual modelo do Consórcio se esgotou e que é necessário debater outra forma de pautar os assuntos regionais.

As declarações foram feitas um dia depois de os prefeitos de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), e de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (sem partido), efetivarem a desfiliação do grupo. Ambos se juntaram ao chefe do Executivo de Diadema, Lauro Michels (PV), que abandonou o Consórcio no ano passado.

“Cumpri missão importantíssima e com muita honra e orgulho encerro meu mandato em 31 de dezembro. Peguei um Consórcio deficitário, ineficiente e gastão. Reduzi o repasse das prefeituras para um terço do que era”, ponderou Morando. “Reinventamos o Consórcio, prova é a abertura do escritório de Brasília, que nos permitiu acesso à União Europeia. Reafirmo a importância do Consórcio de buscar de forma coesa medidas que possam trazer soluções coletivas entre as cidades.”

O tucano declarou achar “estranhas” as justificativas de Auricchio e Maranhão para deixarem a entidade – ambos reclamaram dos valores que tinham de repassar para manter a estrutura ativa. “Foram decisões pessoais. Estranha porque ambos foram presidentes do Consórcio em época que o Consórcio era muito mais caro para o município do que custa hoje (Auricchio presidiu o grupo em 2009 e Maranhão, em 2015). Eles presidiram a entidade quando ela custava três vezes mais. Precisamos entender por que não tiveram medidas saneadoras quando dirigiram a entidade.”

Até 2017, as prefeituras repassavam 0,5% da receita corrente líquida ao ano para o Consórcio. Esse índice foi reduzido para 0,25% e, depois, para 0,17%.

Na visão de Paulo Serra, o atual modelo “se esgotou”. “Meu papel será conversar com todos os prefeitos para pensarmos em novo modelo. Não vi prefeito se manifestar contra a importância da política regional. Vi custo alto, baixa efetividade, não de hoje, algo que vem se estendendo no tempo. Consórcio perdeu foco também, se tornou espécie de oitava prefeitura. Esse modelo não existe mais. Não faz sentido sem ter três cidades. Mas não podemos abandonar a ideologia regional.”

O tucano andreense não confirmou se vai pedir desfiliação da entidade, apenas declarou que na terça-feira, quando está marcada assembleia mensal dos prefeitos, debaterá esse novo modelo de discussão regional que defende.
(Colaboraram Bia Moço e Daniel Macário) 



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Morando defende mandato; Paulo Serra vê fim de modelo

Atual presidente do Consórcio cita redução de gastos e aumento de eficiência; vice da entidade cita perda de foco

Raphael Rocha
Do dgabc.com.br

30/11/2018 | 07:00


Prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Orlando Morando (PSDB) defendeu seu mandato à frente da entidade regional, dizendo que pegou uma instituição deficitária e, mesmo com redução de gastos, a tornou efetiva. Já o vice-presidente do colegiado e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), argumentou que o atual modelo do Consórcio se esgotou e que é necessário debater outra forma de pautar os assuntos regionais.

As declarações foram feitas um dia depois de os prefeitos de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), e de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (sem partido), efetivarem a desfiliação do grupo. Ambos se juntaram ao chefe do Executivo de Diadema, Lauro Michels (PV), que abandonou o Consórcio no ano passado.

“Cumpri missão importantíssima e com muita honra e orgulho encerro meu mandato em 31 de dezembro. Peguei um Consórcio deficitário, ineficiente e gastão. Reduzi o repasse das prefeituras para um terço do que era”, ponderou Morando. “Reinventamos o Consórcio, prova é a abertura do escritório de Brasília, que nos permitiu acesso à União Europeia. Reafirmo a importância do Consórcio de buscar de forma coesa medidas que possam trazer soluções coletivas entre as cidades.”

O tucano declarou achar “estranhas” as justificativas de Auricchio e Maranhão para deixarem a entidade – ambos reclamaram dos valores que tinham de repassar para manter a estrutura ativa. “Foram decisões pessoais. Estranha porque ambos foram presidentes do Consórcio em época que o Consórcio era muito mais caro para o município do que custa hoje (Auricchio presidiu o grupo em 2009 e Maranhão, em 2015). Eles presidiram a entidade quando ela custava três vezes mais. Precisamos entender por que não tiveram medidas saneadoras quando dirigiram a entidade.”

Até 2017, as prefeituras repassavam 0,5% da receita corrente líquida ao ano para o Consórcio. Esse índice foi reduzido para 0,25% e, depois, para 0,17%.

Na visão de Paulo Serra, o atual modelo “se esgotou”. “Meu papel será conversar com todos os prefeitos para pensarmos em novo modelo. Não vi prefeito se manifestar contra a importância da política regional. Vi custo alto, baixa efetividade, não de hoje, algo que vem se estendendo no tempo. Consórcio perdeu foco também, se tornou espécie de oitava prefeitura. Esse modelo não existe mais. Não faz sentido sem ter três cidades. Mas não podemos abandonar a ideologia regional.”

O tucano andreense não confirmou se vai pedir desfiliação da entidade, apenas declarou que na terça-feira, quando está marcada assembleia mensal dos prefeitos, debaterá esse novo modelo de discussão regional que defende.
(Colaboraram Bia Moço e Daniel Macário) 

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