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'Anaconda': Procuradoria pede prorrogação de prisão



04/11/2003 | 00:56


A Procuradoria da República pediu nesta segunda-feira a prorrogação, por mais cinco dias, da prisão temporária dos oito acusados de integrar a quadrilha de corrupção na Justiça Federal. O requerimento foi feito pela procuradora da República Janice Agostinho Barreto Ascari, que despachou com a desembargadora Therezinha Cazerta, do Tribunal Regional Federal (TRF). O pedido foi aceito.

O Ministério Público Federal (MPF) quer manter na cadeia os delegados federais José Augusto Bellini e Jorge Luiz Bezerra da Silva (aposentado), os advogados Affonso Passarelli Filho, Sérgio Chiamarelli Júnior e Carlos Alberto da Costa Silva, o agente da PF César Herman Rodriguez, além de Wagner Rocha - acusado de ser o intermediário de empresários no esquema.

Nesta segunda-feira, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pirataria decidiu que convocará para depor os juízes federais João Carlos da Rocha Mattos, Ali Mazloum e Casem Mazloum - acusados de integrar o suposto esquema criminoso.

"Não há motivo para não atendermos ao chamado da CPI", disse Casem. A convocação será feita por causa do depoimento prestado nesta segunda-feira em São Paulo pelo ex-delegado federal Gilberto Américo. Ele procurou a CPI para dizer que é vítima de uma conspiração comandada pelos irmãos Mazloum para barrar as investigações sobre contrabando de mercadorias e evasão de divisas.

Américo acusou os magistrados de manterem relações suspeitas com o investidor Renato Alencar Arraes e o doleiro Antônio Oliveira Claramunt, o "Toninho Barcelona" - que esteve foragido até a semana passada, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu uma ordem de prisão contra ele.

"Por que, após seis anos, esse delegado vem fazer acusações à uma CPI? Por que ele não nos representou na Corregedoria, na época que se disse perseguido?" questionou Casem. Segundo ele, Ali Mazloum condenou Arraes a três anos e oito meses de prisão. Da mesma forma, os irmão nunca julgaram nenhum caso contra "Toninho Barcelona".

Antes de convocar os juízes, a CPI quer reunir mais evidências de possíveis irregularidades. Para isso, vão requisitar todo o inquérito envolvendo ‘Toninho Barcelona’, além de ouvir outras testemunhas citadas no depoimento desta segunda-feira. O presidente da comissão, deputado Luiz Antônio de Medeiros (PL-SP), disse ainda que pedirá ao presidente do STF, ministro Maurício Corrêa, que interceda para afastar os três juízes.

No comando da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Delecoie), Américo investigava, em 1998, as operações do investidor Arraes, acusado de sumir com US$ 60 milhões de outros aplicadores. Em meio à apuração, Américo foi preso por ordem do juiz Ali Mazloum, segundo o qual o então delegado estaria sonegando documentos a adulterando provas. Américo ficou preso por 72h. "Fui vítima de conspiração."

No depoimento, Américo lembrou ainda que os presos pela Operação Anaconda, da PF, estavam ligados "direta ou indiretamente" à sua prisão. Sobrou também para os desembargadores da primeira turma do Tribunal Regional Federal (TRF), que, segundo ele, era conhecida à época como "primeiro bando". Entre as inúmeras acusações, Américo sugeriu também que a quantidade de inquéritos contra o crime organizado diminuiu após sua saída da PF.

Com informações da TV Globo



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'Anaconda': Procuradoria pede prorrogação de prisão


04/11/2003 | 00:56


A Procuradoria da República pediu nesta segunda-feira a prorrogação, por mais cinco dias, da prisão temporária dos oito acusados de integrar a quadrilha de corrupção na Justiça Federal. O requerimento foi feito pela procuradora da República Janice Agostinho Barreto Ascari, que despachou com a desembargadora Therezinha Cazerta, do Tribunal Regional Federal (TRF). O pedido foi aceito.

O Ministério Público Federal (MPF) quer manter na cadeia os delegados federais José Augusto Bellini e Jorge Luiz Bezerra da Silva (aposentado), os advogados Affonso Passarelli Filho, Sérgio Chiamarelli Júnior e Carlos Alberto da Costa Silva, o agente da PF César Herman Rodriguez, além de Wagner Rocha - acusado de ser o intermediário de empresários no esquema.

Nesta segunda-feira, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pirataria decidiu que convocará para depor os juízes federais João Carlos da Rocha Mattos, Ali Mazloum e Casem Mazloum - acusados de integrar o suposto esquema criminoso.

"Não há motivo para não atendermos ao chamado da CPI", disse Casem. A convocação será feita por causa do depoimento prestado nesta segunda-feira em São Paulo pelo ex-delegado federal Gilberto Américo. Ele procurou a CPI para dizer que é vítima de uma conspiração comandada pelos irmãos Mazloum para barrar as investigações sobre contrabando de mercadorias e evasão de divisas.

Américo acusou os magistrados de manterem relações suspeitas com o investidor Renato Alencar Arraes e o doleiro Antônio Oliveira Claramunt, o "Toninho Barcelona" - que esteve foragido até a semana passada, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu uma ordem de prisão contra ele.

"Por que, após seis anos, esse delegado vem fazer acusações à uma CPI? Por que ele não nos representou na Corregedoria, na época que se disse perseguido?" questionou Casem. Segundo ele, Ali Mazloum condenou Arraes a três anos e oito meses de prisão. Da mesma forma, os irmão nunca julgaram nenhum caso contra "Toninho Barcelona".

Antes de convocar os juízes, a CPI quer reunir mais evidências de possíveis irregularidades. Para isso, vão requisitar todo o inquérito envolvendo ‘Toninho Barcelona’, além de ouvir outras testemunhas citadas no depoimento desta segunda-feira. O presidente da comissão, deputado Luiz Antônio de Medeiros (PL-SP), disse ainda que pedirá ao presidente do STF, ministro Maurício Corrêa, que interceda para afastar os três juízes.

No comando da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Delecoie), Américo investigava, em 1998, as operações do investidor Arraes, acusado de sumir com US$ 60 milhões de outros aplicadores. Em meio à apuração, Américo foi preso por ordem do juiz Ali Mazloum, segundo o qual o então delegado estaria sonegando documentos a adulterando provas. Américo ficou preso por 72h. "Fui vítima de conspiração."

No depoimento, Américo lembrou ainda que os presos pela Operação Anaconda, da PF, estavam ligados "direta ou indiretamente" à sua prisão. Sobrou também para os desembargadores da primeira turma do Tribunal Regional Federal (TRF), que, segundo ele, era conhecida à época como "primeiro bando". Entre as inúmeras acusações, Américo sugeriu também que a quantidade de inquéritos contra o crime organizado diminuiu após sua saída da PF.

Com informações da TV Globo

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