Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 22 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Automóveis

automoveis@dgabc.com.br | 4435-8337

Alternativa ao petróleo

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Grande ABC tem apenas 451 veículos híbridos ou elétricos; tecnologia é opção a combustível tradicional


Nilton Valentim

01/06/2018 | 07:35


Com a greve dos caminhoneiros e os postos com as bombas secas, imediatamente surge a ideia de alternativas aos combustíveis minerais ou ao etanol, derivado da cana-de-açúcar. A eletricidade parece ser a melhor saída. Entretanto, os números mostram que tal opção ainda está longe de cair no gosto popular. Pelas cidades do Grande ABC circulam aproximadamente 1,8 milhão de veículos. Neste universo, apenas 451 deles são elétricos ou híbridos (com um motor a combustão e outro movido a energia elétrica).

Um dos inibidores é o preço. Todos os modelos híbridos do mercado estão acima dos R$ 100 mil. O mais conhecido deles é o Prius, da Toyota, que hoje custa R$ 126,6 mil. A Ford oferece o Fusion Hybrid, que vale R$ 160,9 mil. 

Na divisão por cidades, segundo os dados do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), São Bernardo – onde estão as fábricas da Toyota e da Ford – é a que possui o maior número de híbridos, são 370 unidades. Santo André vem na sequência, com 42, seguida por São Caetano (21), Mauá (nove), Diadema (cinco) e Ribeirão Pires (quatro). Em Rio Grande da Serra não há exemplares.

Proprietários de veículos híbridos não estão totalmente imunes à falta dos combustíveis tradicionais. Entretanto, contam com maior autonomia e necessitam parar menos nas bombas. Além disso, despejam bem menos poluentes no ar. No caso do Prius, há um motor a combustão de 98 cavalos e outro elétrico de 72 cv. Com isso, o carro de origem japonesa faz 18,9 km/l na cidade e 17 km/l em rodovias. A maior distância em ciclo urbano se explica pelo fato de o carro possuir sistema de freios que acumula a energia cinética gerada pelas frenagens e a transforma em elétrica, alimentando a bateria híbrida.

No caso do Fusion, a combinação do motor 2.0 a gasolina e o elétrico gera 190 cv. Com isso, o carro da Ford faz 16,8 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada.

DEPENDÊNCIA 

Com a crise gerada pela greve dos caminhoneiros, a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) divulgou nota na última semana em que pede mudança na matriz energética do País para diminuir a dependência dos derivados de petróleo.

“Essa é uma questão estratégica. O País não pode ficar vulnerável aos caprichos das cotações do petróleo, provocadas por fatores externos fora do controle das autoridades nacionais”, diz o texto assinado pelo presidente da ABVE, Ricardo Guggisberg.

Ele ainda destaca que “os brasileiros também não aceitam pagar mais um subsídio ao diesel – que pode chegar a R$ 5 bilhões até o fim deste ano! – para livrarem-se da mais recente chantagem imposta pelas estruturas corporativas associadas à velha indústria do petróleo”. E diz que chegou a hora de abrir caminho para veículos movidos a energia limpa e que não está submetida a caprichos internacionais. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Alternativa ao petróleo

Grande ABC tem apenas 451 veículos híbridos ou elétricos; tecnologia é opção a combustível tradicional

Nilton Valentim

01/06/2018 | 07:35


Com a greve dos caminhoneiros e os postos com as bombas secas, imediatamente surge a ideia de alternativas aos combustíveis minerais ou ao etanol, derivado da cana-de-açúcar. A eletricidade parece ser a melhor saída. Entretanto, os números mostram que tal opção ainda está longe de cair no gosto popular. Pelas cidades do Grande ABC circulam aproximadamente 1,8 milhão de veículos. Neste universo, apenas 451 deles são elétricos ou híbridos (com um motor a combustão e outro movido a energia elétrica).

Um dos inibidores é o preço. Todos os modelos híbridos do mercado estão acima dos R$ 100 mil. O mais conhecido deles é o Prius, da Toyota, que hoje custa R$ 126,6 mil. A Ford oferece o Fusion Hybrid, que vale R$ 160,9 mil. 

Na divisão por cidades, segundo os dados do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), São Bernardo – onde estão as fábricas da Toyota e da Ford – é a que possui o maior número de híbridos, são 370 unidades. Santo André vem na sequência, com 42, seguida por São Caetano (21), Mauá (nove), Diadema (cinco) e Ribeirão Pires (quatro). Em Rio Grande da Serra não há exemplares.

Proprietários de veículos híbridos não estão totalmente imunes à falta dos combustíveis tradicionais. Entretanto, contam com maior autonomia e necessitam parar menos nas bombas. Além disso, despejam bem menos poluentes no ar. No caso do Prius, há um motor a combustão de 98 cavalos e outro elétrico de 72 cv. Com isso, o carro de origem japonesa faz 18,9 km/l na cidade e 17 km/l em rodovias. A maior distância em ciclo urbano se explica pelo fato de o carro possuir sistema de freios que acumula a energia cinética gerada pelas frenagens e a transforma em elétrica, alimentando a bateria híbrida.

No caso do Fusion, a combinação do motor 2.0 a gasolina e o elétrico gera 190 cv. Com isso, o carro da Ford faz 16,8 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada.

DEPENDÊNCIA 

Com a crise gerada pela greve dos caminhoneiros, a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) divulgou nota na última semana em que pede mudança na matriz energética do País para diminuir a dependência dos derivados de petróleo.

“Essa é uma questão estratégica. O País não pode ficar vulnerável aos caprichos das cotações do petróleo, provocadas por fatores externos fora do controle das autoridades nacionais”, diz o texto assinado pelo presidente da ABVE, Ricardo Guggisberg.

Ele ainda destaca que “os brasileiros também não aceitam pagar mais um subsídio ao diesel – que pode chegar a R$ 5 bilhões até o fim deste ano! – para livrarem-se da mais recente chantagem imposta pelas estruturas corporativas associadas à velha indústria do petróleo”. E diz que chegou a hora de abrir caminho para veículos movidos a energia limpa e que não está submetida a caprichos internacionais. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;