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Sindicância da FSA é prorrogada por 30 dias

Está prevista para hoje entrega de prévia de relatório que aponta contratações irregulares


Bia Moço
Especial para o Diário

27/03/2018 | 07:00


O pente-fino que investiga todos os 450 contratos de trabalho da FSA (Fundação Santo André) foi prorrogado por mais 30 dias. Esta é a segunda vez que o grupo de profissionais responsável pelo processo, iniciado há dois meses, pede mais prazo. O tempo total pode chegar a 90 dias – até 23 de abril. A investigação tem o objetivo de identificar quantos funcionários da instituição de Ensino Superior ingressaram sem passar por concurso público, o que é proibido por lei. Um dos contratados sob suspeita é o futuro reitor, professor Francisco José Santos Milreu, que admitiu ao Diário não ter passado pelo processo.

A apuração deveria ter sido entregue à reitoria na sexta-feira – dia em que terminava o prazo de 60 dias solicitado pelo grupo. No entanto, a comissão pediu mais um mês para que possam concluir o trabalho. Em oportunidade anterior, a atual reitora da instituição, Leila Modanez, disse que a intenção era a de que o trabalho fosse concluído o mais rápido possível. Ao todo, oito pessoas – entre professores e funcionários administrativos – escolhidas pela reitora, fazem a averiguação nos documentos.

Conforme apurou o Diário, está prevista para hoje a apresentação de relatório prévio sobre a investigação das irregularidades na contratação de funcionários. Apuração preliminar já havia apontado a existência de 126 contratos com problema, sendo um deles o do professor Milreu, que assumirá a reitoria no dia 1º de abril.

Na semana passada, Milreu admitiu que ingressou na instituição em 1989 sem prestar concurso público. Isso porque, conforme o futuro reitor, na época em que foi contratado não havia exigência de concurso público – o ingresso teria passado a ser obrigatório em 1990. Um dia depois da afirmação, ele justificou, entretanto, que foi efetivado após ter realizado prova escrita, submetida à aprovação do Conselho Estadual de Educação.

O futuro de Milreu na FSA depende do resultado do processo de análise dos contratos. Embora o docente tenha mandato até 31 de março de 2022, o prefeito da cidade, Paulo Serra (PSDB), já afirmou que, caso seja comprovada a ilegalidade da atuação de Milreu na FSA, cancelará a nomeação para o cargo de reitor. Apesar das denúncias, ele obteve a maioria dos votos válidos, 44,65%.

Apesar disso, quando questionado sobre o pente-fino, Milreu garantiu que dará prosseguimento ao processo. Após o resultado da avaliação, deve ser aberta sindicância para apurar a situação de cada profissional não concursado.



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Sindicância da FSA é prorrogada por 30 dias

Está prevista para hoje entrega de prévia de relatório que aponta contratações irregulares

Bia Moço
Especial para o Diário

27/03/2018 | 07:00


O pente-fino que investiga todos os 450 contratos de trabalho da FSA (Fundação Santo André) foi prorrogado por mais 30 dias. Esta é a segunda vez que o grupo de profissionais responsável pelo processo, iniciado há dois meses, pede mais prazo. O tempo total pode chegar a 90 dias – até 23 de abril. A investigação tem o objetivo de identificar quantos funcionários da instituição de Ensino Superior ingressaram sem passar por concurso público, o que é proibido por lei. Um dos contratados sob suspeita é o futuro reitor, professor Francisco José Santos Milreu, que admitiu ao Diário não ter passado pelo processo.

A apuração deveria ter sido entregue à reitoria na sexta-feira – dia em que terminava o prazo de 60 dias solicitado pelo grupo. No entanto, a comissão pediu mais um mês para que possam concluir o trabalho. Em oportunidade anterior, a atual reitora da instituição, Leila Modanez, disse que a intenção era a de que o trabalho fosse concluído o mais rápido possível. Ao todo, oito pessoas – entre professores e funcionários administrativos – escolhidas pela reitora, fazem a averiguação nos documentos.

Conforme apurou o Diário, está prevista para hoje a apresentação de relatório prévio sobre a investigação das irregularidades na contratação de funcionários. Apuração preliminar já havia apontado a existência de 126 contratos com problema, sendo um deles o do professor Milreu, que assumirá a reitoria no dia 1º de abril.

Na semana passada, Milreu admitiu que ingressou na instituição em 1989 sem prestar concurso público. Isso porque, conforme o futuro reitor, na época em que foi contratado não havia exigência de concurso público – o ingresso teria passado a ser obrigatório em 1990. Um dia depois da afirmação, ele justificou, entretanto, que foi efetivado após ter realizado prova escrita, submetida à aprovação do Conselho Estadual de Educação.

O futuro de Milreu na FSA depende do resultado do processo de análise dos contratos. Embora o docente tenha mandato até 31 de março de 2022, o prefeito da cidade, Paulo Serra (PSDB), já afirmou que, caso seja comprovada a ilegalidade da atuação de Milreu na FSA, cancelará a nomeação para o cargo de reitor. Apesar das denúncias, ele obteve a maioria dos votos válidos, 44,65%.

Apesar disso, quando questionado sobre o pente-fino, Milreu garantiu que dará prosseguimento ao processo. Após o resultado da avaliação, deve ser aberta sindicância para apurar a situação de cada profissional não concursado.

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