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Família perde na Justiça ação contra padaria e vai recorrer

Pedido de indenização de R$ 30 mil por danos moral e material foi negado ontem


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

02/11/2017 | 07:00


 O TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo derrubou, ontem, decisão favorável a uma família de São Caetano contra a Padaria Canôa em processo por danos morais e materiais após a Vigilância Sanitária do município encontrar no estabelecimento, em março de 2015, material para três exames de fezes guardados em geladeira, junto com carne destinada ao consumo de clientes. Três dias antes do ocorrido, ao menos 26 pessoas confirmaram que passaram mal após comer lanches no estabelecimento.

Durante audiência virtual realizada ontem, a Justiça deu provimento ao recurso impetrado pela padaria, localizada em São Caetano, para revogar decisão favorável a pagamento de indenização de R$ 30 mil, concedida em primeira instância pela juíza Ana Lúcia Fusaro, em duas oportunidades, nos dias 25 de janeiro e 11 de fevereiro, ambas no ano passado.

Na sentença, o relator Flavio Abramovici justifica a anulação da indenização com base na não comprovação de que “os autores adquiriram e consumiram produtos alimentícios contaminados, tampouco o nexo causal entre o defeito dos produtos e os sintomas apresentados” pela família – dois adultos e uma criança.

“O sentimento que tenho é que somos lixo. Como pode eles deixarem um estabelecimento desse tipo impune?”, questiona um dos integrantes da família, que teria sofrido intoxicação com o lanche fornecido pela padaria. Ele optou por preservar a identidade e também da mulher e filha, envolvidas no processo, por medo de retaliações.

Segundo ele, o advogado da família deve recorrer da decisão. “Não podemos aceitar essa situação. A padaria nos colocou em risco.”

O Diário não conseguiu contato, até o fechamento desta edição, com proprietários da Padaria Canôa nem com o advogado responsável pela defesa do estabelecimento.

 



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Família perde na Justiça ação contra padaria e vai recorrer

Pedido de indenização de R$ 30 mil por danos moral e material foi negado ontem

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

02/11/2017 | 07:00


 O TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo derrubou, ontem, decisão favorável a uma família de São Caetano contra a Padaria Canôa em processo por danos morais e materiais após a Vigilância Sanitária do município encontrar no estabelecimento, em março de 2015, material para três exames de fezes guardados em geladeira, junto com carne destinada ao consumo de clientes. Três dias antes do ocorrido, ao menos 26 pessoas confirmaram que passaram mal após comer lanches no estabelecimento.

Durante audiência virtual realizada ontem, a Justiça deu provimento ao recurso impetrado pela padaria, localizada em São Caetano, para revogar decisão favorável a pagamento de indenização de R$ 30 mil, concedida em primeira instância pela juíza Ana Lúcia Fusaro, em duas oportunidades, nos dias 25 de janeiro e 11 de fevereiro, ambas no ano passado.

Na sentença, o relator Flavio Abramovici justifica a anulação da indenização com base na não comprovação de que “os autores adquiriram e consumiram produtos alimentícios contaminados, tampouco o nexo causal entre o defeito dos produtos e os sintomas apresentados” pela família – dois adultos e uma criança.

“O sentimento que tenho é que somos lixo. Como pode eles deixarem um estabelecimento desse tipo impune?”, questiona um dos integrantes da família, que teria sofrido intoxicação com o lanche fornecido pela padaria. Ele optou por preservar a identidade e também da mulher e filha, envolvidas no processo, por medo de retaliações.

Segundo ele, o advogado da família deve recorrer da decisão. “Não podemos aceitar essa situação. A padaria nos colocou em risco.”

O Diário não conseguiu contato, até o fechamento desta edição, com proprietários da Padaria Canôa nem com o advogado responsável pela defesa do estabelecimento.

 

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