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Moradores do bairro Paulicéia reclamam de esgoto

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Renato Castroneves
Especial para o Diário

06/11/2010 | 09:08


Os moradores da Rua Júlio de Mesquita, no bairro Paulicéia, em São Bernardo, convivem há duas semanas com a passagem de esgoto a céu aberto na porta das casas.

Um bueiro localizado na esquina da via com a Rua Lapa marca o início do vazamento. A água suja percorre as duas guias do caminho público por aproximadamente 800 metros.

O problema começou após o término das obras de canalização da rede de esgoto e águas pluviais. A instalação dos canos na rua aconteceu durante os primeiros seis meses do ano.

Uma placa de publicidade, instalada pela Prefeitura na Avenida César Magnani, indica que obras de microdrenagem no bairro foram iniciadas em novembro do ano passado. As intervenções, estimadas em R$ 4,3 milhões, estão marcadas para terminar no próximo mês.

Para os moradores, o entupimento da nova rede é responsável pelo vazamento. "Sempre tivemos problemas com enchente, mas depois que terminaram a obra não precisa nem chover para termos esgoto passando em frente de casa", disse o aposentado Francisco Pedroso de Oliveira, 71 anos.

Na esquina com a Rua Libero Badaró, a enxurrada toma conta de todo o cruzamento. Veículos que trafegam pelo local espirram esgoto nos pedestres. Cerca de 50 metros adiante, na altura do número 246, uma cratera no asfalto - com cerca de cinco metros de comprimento, 80 centímetros de largura e 40 centímetros de altura - está repleta por um líquido escuro.

A dona de bar Maria Felícia da Conceição, 52, contou que o problema tem afastado os clientes. "Estou tendo prejuízo por causa disso aí (vazamento). Quem vai querer tomar cerveja do lado de um local fedido?", questionou.

As bocas de lobo da via estão fechadas com concreto. A medida dificulta ainda mais o escoamento de água.

INOPERÂNCIA - Idilene Maria Soares, 45, mudou para a Rua Júlio de Mesquita há dois anos. O mal cheiro e a presença de fezes desanimam a moradora. "Procurei a Prefeitura (São Bernardo) e a Sabesp mais de 20 vezes e nunca resolvem o problema. Seis meses de obra para nada é demais para a gente."

A Prefeitura informou que está executando microdrenagem na via e aguarda autorização da Petrobras para transpor um duto e canalizar águas pluviais.

A administração explicou que a responsabilidade do esgoto é da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).



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Moradores do bairro Paulicéia reclamam de esgoto

Renato Castroneves
Especial para o Diário

06/11/2010 | 09:08


Os moradores da Rua Júlio de Mesquita, no bairro Paulicéia, em São Bernardo, convivem há duas semanas com a passagem de esgoto a céu aberto na porta das casas.

Um bueiro localizado na esquina da via com a Rua Lapa marca o início do vazamento. A água suja percorre as duas guias do caminho público por aproximadamente 800 metros.

O problema começou após o término das obras de canalização da rede de esgoto e águas pluviais. A instalação dos canos na rua aconteceu durante os primeiros seis meses do ano.

Uma placa de publicidade, instalada pela Prefeitura na Avenida César Magnani, indica que obras de microdrenagem no bairro foram iniciadas em novembro do ano passado. As intervenções, estimadas em R$ 4,3 milhões, estão marcadas para terminar no próximo mês.

Para os moradores, o entupimento da nova rede é responsável pelo vazamento. "Sempre tivemos problemas com enchente, mas depois que terminaram a obra não precisa nem chover para termos esgoto passando em frente de casa", disse o aposentado Francisco Pedroso de Oliveira, 71 anos.

Na esquina com a Rua Libero Badaró, a enxurrada toma conta de todo o cruzamento. Veículos que trafegam pelo local espirram esgoto nos pedestres. Cerca de 50 metros adiante, na altura do número 246, uma cratera no asfalto - com cerca de cinco metros de comprimento, 80 centímetros de largura e 40 centímetros de altura - está repleta por um líquido escuro.

A dona de bar Maria Felícia da Conceição, 52, contou que o problema tem afastado os clientes. "Estou tendo prejuízo por causa disso aí (vazamento). Quem vai querer tomar cerveja do lado de um local fedido?", questionou.

As bocas de lobo da via estão fechadas com concreto. A medida dificulta ainda mais o escoamento de água.

INOPERÂNCIA - Idilene Maria Soares, 45, mudou para a Rua Júlio de Mesquita há dois anos. O mal cheiro e a presença de fezes desanimam a moradora. "Procurei a Prefeitura (São Bernardo) e a Sabesp mais de 20 vezes e nunca resolvem o problema. Seis meses de obra para nada é demais para a gente."

A Prefeitura informou que está executando microdrenagem na via e aguarda autorização da Petrobras para transpor um duto e canalizar águas pluviais.

A administração explicou que a responsabilidade do esgoto é da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

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