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Claudecir inicia
carreira fora dos campos

Ex-jogador e eterno ídolo do São Caetano dá pontapé no
Projeto Tigrinho para se tornar técnico das categorias de base


Thiago Postigo Silva
Do Diário do Grande ABC

25/03/2012 | 07:00


Eterno ídolo da torcida do São Caetano por integrar o inesquecível time vice-campeão da Copa João Havelange de 2000, o ex-jogador Claudecir iniciou há dois meses o sonho de dirigir uma equipe de categorias de base ao aceitar trabalhar com Projeto Tigrinho, do São Bernardo Futebol Clube em parceria com a Prefeitura. O objetivo é conquistar experiência para futuramente crescer na área.

E a rotina não é simples. Ele inicia segunda-feira com conversa com a diretoria do São Bernardo sobre os rumos do trabalho, além de palpitar sobre os jogos do Tigre na Série A-2 do Campeonato Paulista. Nos outros dias da semana, trabalha em dois períodos no campo do Olaria, no bairro Baeta Neves, com jovens desde os sete até os 18 anos.

Segundo o monitor Claudecir, o intuito é começar treinar uma equipe em breve. "Eu havia sido convidado para trabalhar nas categorias de base do América de São José do Rio Preto em 2011, mas não aceitei porque achava que estava despreparado. Hoje me sinto pronto para o desafio, apesar de trabalhar aqui há dois meses", garantiu o ex-jogador. "Estou aberto a propostas. Quem sabe em 2013 não estou em algum clube?", indagou.

E a chance de realizar o sonho não está longe. O presidente de honra do São Bernardo, Edinho Montemor - também responsável pelo projeto social do clube -, destacou que existe a possibilidade de Claudecir trabalhar no próprio Tigre. O dirigente recordou que há outros monitores que são responsáveis por categorias como o Sub-13 e o Sub-15 da agremiação são-bernardense.

"No São Bernardo, o (presidente) Luiz Fernando Teixeira tem a política de aproveitar as pessoas do quadro nas categorias de base. Temos essa possibilidade sempre. Não apenas o Claudecir, como todos os monitores", destacou Edinho Montemor.

Enquanto não acerta com nenhum clube, o ex-volante põe em prática o que aprendeu nos campos. "Eu demonstro que a disciplina é fundamental na carreira de um jogador. Porém, o importante aqui é que queremos formar cidadãos. O esporte é um bom meio para livrar as pessoas do mal caminho", frisou.

As crianças aprenderam a lição. Um dos destaques das turmas de Claudecir, José Victor Chagas Santos, 12 anos, revelou que o ex-jogador colocou ordem no campo do Olaria. "Antes era uma bagunça. Rolavam várias brigas entre nós porque o professor (monitor) antigo não dava atenção", recordou. "Agora a história é outra. Ele organizou tudo, sem briga. Ele sabe comandar os trabalhos aqui", elogiou.

O adolescente Gabriel Pimentel Luz, 14, destacou as atividades dentro de campo. "Agora nós temos todo um trabalho antes de começar a jogar, como exercícios e aquecimento. Isso é muito legal", salientou Luz.

Para Claudecir, a experiência no projeto social tem sido proveitosa. "Estou muito feliz aqui. Tento passar tudo que aprendi e principalmente que eles nunca desistam de nada, se dedicando ao máximo", explicou. "Se um dia eu chegar a algum time grande (como treinador), sempre vou recordar que comecei no Projeto Tigrinho. Nunca esqueço das minhas raízes e não me esquecerei daqui", prometeu.

VOLTAR A JOGAR?

Aos 36 anos, Claudecir, que se aposentou em 2011 pelo XV de Jaú, na Série A-2 do Paulista, não descartou voltar aos gramados, mas não é esse o objetivo.

"Nunca sabemos os desejos de Deus, mas fui realizado como jogador. Passei por grandes times (veja ao lado). Recebi quatro propostas para retornar em 2012, mas não tenho mais essa ambição. Hoje estou focado para tornar-se treinador. Essa é a carreira que quero seguir", finalizou.


Ex-volante lamenta atual situação do São Caetano

Com passagens por Palmeiras, Portuguesa, Atlético-MG, Kashima Antlers-JAP, entre outros, Claudecir tem carinho pelo São Caetano, clube que defendeu por três vezes (1999-2000; 2004; e 2005-2006). Aliás, ele lamentou a atual situação do Azulão, que vai disputar em 2012 a Série B do Brasileiro pela sexta vez seguida.

"É uma pena ver que o time não consiga participar mais da Série A. Como torcedor, espero que a equipe retorne à elite para não cair no esquecimento, como aconteceu com Bragantino e Novorizontino (clubes com destaque na década de 1990)", ressaltou o ex-jogador.

Porém, para Claudecir dificilmente o Azulão terá time igual ao vice-campeão da João Havelange. "Formar um grupo daqueles será complicado. A equipe era sensacional", elogiou.

Ele ainda admitiu carinho pelos outros times em que jogou, mas garante que só existem dois no seu coração. "O São Caetano, por tudo que representa, e o São Bernardo, onde eu trabalho", justificou o político Claudecir.



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