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Greve de funcionários da Ribeirão Pires e Eaosa continua hoje

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Categoria reivindica pagamento de salário, que está atrasado há dez dias; outras três empresas que estavam paralisadas retomaram atividades ontem


Nelson Donato
Especial para o Diário

17/11/2016 | 07:00


 Funcionários da Eaosa (Empresa Auto-ônibus Santo André) e Ribeirão Pires, que operam 14 linhas de ônibus intermunicipais no Grande ABC, continuam hoje a greve iniciada pela categoria na sexta-feira, por falta de pagamento de salário. As duas empresas atuam com frota de 100 ônibus.

Outras três companhias que também estavam paralisadas – Triângulo, Riacho Grande e Imigrantes – voltaram a operar no fim da tarde de ontem, dia em que a paralisação geral contou com a participação de 50 motoristas e cobradores das empresa e afetou cerca de 45 mil pessoas.

As 26 linhas das cinco empresas de ônibus pertencem ao empresário Baltazar José de Souza. O grupo tem apresentado desde o início do ano série de problemas, incluindo constantes atrasos de salários e benefícios.

“Já estamos sem salários há dez dias e não se deram ao trabalho de nos dar nenhum tipo de satisfação”, reclamou o vice-presidente do Sintetra (Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC), Valentim Eusébio Pinto.

Um funcionário da Eaosa, que preferiu não se identificar, disse que a proposta apresentada aos trabalhadores no fim da tarde não foi aceita. “Falaram de pagar só uma empresa, a Ribeirão Pires, e a outra não. Estamos aguardando o pagamento total dos funcionários.”

Para reduzir os transtornos ocasionados pela greve ontem, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo) convocou as viações ABC, Publix e Mobi Brasil para reforçarem sua frota no sistema de ônibus intermunicipal. A estatal informou que “autuará as empresas paralisadas por cada partida não realizada”, mas não mencionou o valor da penalidade. O órgão destacou ainda que acompanha as negociações e “espera que as empresas voltem a operar o mais rápido possível.”

Como alternativa a EMTU sugere aos passageiros que utilizem a Linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) ou as linhas metropolitanas da empresa Rigras, que cruzam o município de Ribeirão Pires.

Enquanto as outras empresas estavam paralisadas, quem trafega por São Bernardo tinha como opção as linhas da Mobi Brasil, que circulam normalmente por Mauá, Santo André, São Bernardo, Diadema e pela Capital.

Apesar das alternativas, a paralisação é alvo de reclamação dos usuários, que precisam se programar para encontrar a melhor opção para se locomover até o destino desejado. Morador de Mauá, o autônomo Vitor Sebastião Cândido, 57 anos, afirma que para se deslocar para outras cidades precisa andar cerca de três quilômetros até a estação no Centro da cidade. “É complicado. Moro no Guapituba e a única opção intermunicipal é a Eaosa. Quando eles paralisam tenho que mudar minha rotina, ou simplesmente abdicar de um possível trabalho.”

Cândido reclama da qualidade do serviço ofertado pela empresa. “Os ônibus são muito velhos e sempre quebram. Outro problema é que às vezes demoram mais de meia hora para passar aqui pela Avenida Capitão João.”

Esta é a quarta vez nos últimos quatro meses que funcionários das empresas viárias de Baltazar José de Souza entram em greve. No segundo semestre de 2016, apenas em agosto não houve paralisações. O empresário não foi localizado para comentar o assunto.

A EMTU trabalha em nova licitação para contratar empresas para operar a Área 5, responsável pelo transporte intermunicipal do Grande ABC.



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Greve de funcionários da Ribeirão Pires e Eaosa continua hoje

Categoria reivindica pagamento de salário, que está atrasado há dez dias; outras três empresas que estavam paralisadas retomaram atividades ontem

Nelson Donato
Especial para o Diário

17/11/2016 | 07:00


 Funcionários da Eaosa (Empresa Auto-ônibus Santo André) e Ribeirão Pires, que operam 14 linhas de ônibus intermunicipais no Grande ABC, continuam hoje a greve iniciada pela categoria na sexta-feira, por falta de pagamento de salário. As duas empresas atuam com frota de 100 ônibus.

Outras três companhias que também estavam paralisadas – Triângulo, Riacho Grande e Imigrantes – voltaram a operar no fim da tarde de ontem, dia em que a paralisação geral contou com a participação de 50 motoristas e cobradores das empresa e afetou cerca de 45 mil pessoas.

As 26 linhas das cinco empresas de ônibus pertencem ao empresário Baltazar José de Souza. O grupo tem apresentado desde o início do ano série de problemas, incluindo constantes atrasos de salários e benefícios.

“Já estamos sem salários há dez dias e não se deram ao trabalho de nos dar nenhum tipo de satisfação”, reclamou o vice-presidente do Sintetra (Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC), Valentim Eusébio Pinto.

Um funcionário da Eaosa, que preferiu não se identificar, disse que a proposta apresentada aos trabalhadores no fim da tarde não foi aceita. “Falaram de pagar só uma empresa, a Ribeirão Pires, e a outra não. Estamos aguardando o pagamento total dos funcionários.”

Para reduzir os transtornos ocasionados pela greve ontem, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo) convocou as viações ABC, Publix e Mobi Brasil para reforçarem sua frota no sistema de ônibus intermunicipal. A estatal informou que “autuará as empresas paralisadas por cada partida não realizada”, mas não mencionou o valor da penalidade. O órgão destacou ainda que acompanha as negociações e “espera que as empresas voltem a operar o mais rápido possível.”

Como alternativa a EMTU sugere aos passageiros que utilizem a Linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) ou as linhas metropolitanas da empresa Rigras, que cruzam o município de Ribeirão Pires.

Enquanto as outras empresas estavam paralisadas, quem trafega por São Bernardo tinha como opção as linhas da Mobi Brasil, que circulam normalmente por Mauá, Santo André, São Bernardo, Diadema e pela Capital.

Apesar das alternativas, a paralisação é alvo de reclamação dos usuários, que precisam se programar para encontrar a melhor opção para se locomover até o destino desejado. Morador de Mauá, o autônomo Vitor Sebastião Cândido, 57 anos, afirma que para se deslocar para outras cidades precisa andar cerca de três quilômetros até a estação no Centro da cidade. “É complicado. Moro no Guapituba e a única opção intermunicipal é a Eaosa. Quando eles paralisam tenho que mudar minha rotina, ou simplesmente abdicar de um possível trabalho.”

Cândido reclama da qualidade do serviço ofertado pela empresa. “Os ônibus são muito velhos e sempre quebram. Outro problema é que às vezes demoram mais de meia hora para passar aqui pela Avenida Capitão João.”

Esta é a quarta vez nos últimos quatro meses que funcionários das empresas viárias de Baltazar José de Souza entram em greve. No segundo semestre de 2016, apenas em agosto não houve paralisações. O empresário não foi localizado para comentar o assunto.

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