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Comandante da PM na região é acusado de abuso de autoridade

Sindicância foi instaurada para apurar relato feito por dois policiais


Victor Hugo Storti
Especial para o Diário

17/11/2016 | 07:00


O comandante do CPAM-6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana), responsável pela Polícia Militar no Grande ABC, coronel Marcelo Cortez Ramos de Paula, é acusado de abuso de autoridade, agressão e por dirigir na contramão por dois policiais militares. Segundo a denúncia, os dois militares foram abordados em público pelo comandante por não estarem usando o boné do uniforme da corporação.

O caso ocorreu no dia 4 de novembro, às 6h, na frente do IML (Instituto Médico-Legal) de Santo André, localizado na Avenida Prestes Maia. Ambos estavam sem o chapéu, que faz parte do uniforme.

De acordo com o advogado dos policiais, o criminalista Marcos Manteiga, o coronel, que estava em horário de folga e vestido em trajes civis, fez uma conversão proibida e trafegou na contramão para acessar o local. “O comandante já desceu do carro particular dele xingando os dois policiais. Ele ainda os empurrou e disse que eles não mereciam vestir a farda da Polícia Militar”, contou.

Segundo Manteiga, o coronel, além de xingar e agredir os policiais, não permitiu que os dois se justificassem sobre a ausência do boné. “Embaixo da farda há um ser humano. A hierarquia não pode se sobrepor aos direitos do cidadão.”

Ainda de acordo com o advogado criminalista, os dois policiais estão trabalhando normalmente depois do ocorrido. “Eles ficaram abalados e, ao mesmo tempo, com medo porque o coronel ameaçou tirar os dois das ruas para fazerem trabalhos burocráticos.”

Manteiga disse que o caso já está sendo conduzido pela corregedoria. O advogado adiantou que já está protocolando uma ação junto ao Tribunal de Justiça Militar por injúria real, além de uma ação cível por danos morais.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a denúncia foi encaminhada ao Comando de Policiamento Metropolitano, “que instaurou uma sindicância para apurar a ocorrência”.

Procurado pela equipe de reportagem para dar sua versão sobre os fatos, o coronel Cortez afirmou que todas as acusações “são improcedentes”. Ele disse que a orientação do comando é aguardar a apuração do caso. 



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Comandante da PM na região é acusado de abuso de autoridade

Sindicância foi instaurada para apurar relato feito por dois policiais

Victor Hugo Storti
Especial para o Diário

17/11/2016 | 07:00


O comandante do CPAM-6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana), responsável pela Polícia Militar no Grande ABC, coronel Marcelo Cortez Ramos de Paula, é acusado de abuso de autoridade, agressão e por dirigir na contramão por dois policiais militares. Segundo a denúncia, os dois militares foram abordados em público pelo comandante por não estarem usando o boné do uniforme da corporação.

O caso ocorreu no dia 4 de novembro, às 6h, na frente do IML (Instituto Médico-Legal) de Santo André, localizado na Avenida Prestes Maia. Ambos estavam sem o chapéu, que faz parte do uniforme.

De acordo com o advogado dos policiais, o criminalista Marcos Manteiga, o coronel, que estava em horário de folga e vestido em trajes civis, fez uma conversão proibida e trafegou na contramão para acessar o local. “O comandante já desceu do carro particular dele xingando os dois policiais. Ele ainda os empurrou e disse que eles não mereciam vestir a farda da Polícia Militar”, contou.

Segundo Manteiga, o coronel, além de xingar e agredir os policiais, não permitiu que os dois se justificassem sobre a ausência do boné. “Embaixo da farda há um ser humano. A hierarquia não pode se sobrepor aos direitos do cidadão.”

Ainda de acordo com o advogado criminalista, os dois policiais estão trabalhando normalmente depois do ocorrido. “Eles ficaram abalados e, ao mesmo tempo, com medo porque o coronel ameaçou tirar os dois das ruas para fazerem trabalhos burocráticos.”

Manteiga disse que o caso já está sendo conduzido pela corregedoria. O advogado adiantou que já está protocolando uma ação junto ao Tribunal de Justiça Militar por injúria real, além de uma ação cível por danos morais.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a denúncia foi encaminhada ao Comando de Policiamento Metropolitano, “que instaurou uma sindicância para apurar a ocorrência”.

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