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ONG leva iluminação a bairro carente

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Entidade Litro de Luz trouxe benefício à Vl.Moraes, em S.Bernardo, antes às escuras


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

14/11/2016 | 07:00


De uma garrafa PET que poderia estar boiando em um rio ou jogada em lixo qualquer sai a luz que ilumina o caminho dos moradores da Vila Moraes, em São Bernardo. O objeto é um dos materiais que a ONG Litro de Luz utiliza para desenvolver postes de luz que funcionam com energia solar e são instalados em comunidades carentes. Além da garrafa, a estrutura é composta por painel solar, bateria, lâmpada LED e cano PVC.

Bairro em área de manancial e habitado por aproximadamente 500 famílias, conta com quase nada de infraestrutura – somente ligação de água, que chegou no mês passado. As ruas são de terra e a energia elétrica no interior das casas é na base do ‘gato’. Até outubro de 2015, sair à noite era caminhar às cegas, tamanha a escuridão. Até que em novembro daquele ano, quem lá vive enxergou a luz no fim do túnel, com a chegada dos voluntários da ONG.

“Atualmente estão instalados 40 postes. E no próximo fim de semana concluiremos a instalação de mais dez. A atuação do Litro de Luz já impactou a vida de mais de 2.000 pessoas da região”, conta o diretor de tecnologia da Litro de Luz, Rodrigo Silveira, 32 anos.

A ONG opera em 21 países e a ideia nasceu do brasileiro Alfredo Moser, em 2002. Ele usou garrafas PET abastecidas com água e alvejante. A luz do Sol passava por um buraco no teto, refratava na água e iluminava o ambiente. Em 2011, o filipino Illac Diaz aderiu à iniciativa para ajudar famílias carentes de seu país e, assim, foi criado o movimento global Litter of Light (na tradução do inglês, Litro de Luz).

A energia captada pela luz solar acende as lâmpadas LED à noite, que se apagam pela manhã.
De acordo com Silveira, em média, cada poste custa em torno de R$ 400 e os recursos vêm por meio de doação de empresas e a realização de projetos de voluntariado corporativo, como em maio deste ano, quando, junto com a empresa de aluguel de acomodações ao redor do mundo AirBnb, instalaram dez dos 40 postes na Vila Moraes. A ONG ensina a criação e manutenção aos moradores.

As lembranças que a dona de casa Maria do Carmo Dias Oliveira, 63, tem do bairro antes da ação são, literalmente, obscuras. “Era tenebroso, tínhamos muito medo de sair de casa à noite. Para nós, essa iluminação é uma dádiva, que nem sabemos como agradecer.”

Mais do que o caminho, a luz também iluminou horizontes. “Queria voltar a estudar, mas não tinha como sair de casa à noite. Agora voltei, foi um incentivo”, fala a líder comunitária Monica Melchiades Leonardo, 45.

A Vila Moraes é a primeira comunidade da região onde a ONG atua. “Estamos estudando outros locais para a realização de projetos e a previsão é que no começo de 2017 a gente divulgue quais serão contemplados. Por enquanto, nosso principal projeto é a ação na Amazônia, que está prevista para março e levará nossos lampiões e postes a comunidades ribeirinhas”, diz Silveira.  



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ONG leva iluminação a bairro carente

Entidade Litro de Luz trouxe benefício à Vl.Moraes, em S.Bernardo, antes às escuras

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

14/11/2016 | 07:00


De uma garrafa PET que poderia estar boiando em um rio ou jogada em lixo qualquer sai a luz que ilumina o caminho dos moradores da Vila Moraes, em São Bernardo. O objeto é um dos materiais que a ONG Litro de Luz utiliza para desenvolver postes de luz que funcionam com energia solar e são instalados em comunidades carentes. Além da garrafa, a estrutura é composta por painel solar, bateria, lâmpada LED e cano PVC.

Bairro em área de manancial e habitado por aproximadamente 500 famílias, conta com quase nada de infraestrutura – somente ligação de água, que chegou no mês passado. As ruas são de terra e a energia elétrica no interior das casas é na base do ‘gato’. Até outubro de 2015, sair à noite era caminhar às cegas, tamanha a escuridão. Até que em novembro daquele ano, quem lá vive enxergou a luz no fim do túnel, com a chegada dos voluntários da ONG.

“Atualmente estão instalados 40 postes. E no próximo fim de semana concluiremos a instalação de mais dez. A atuação do Litro de Luz já impactou a vida de mais de 2.000 pessoas da região”, conta o diretor de tecnologia da Litro de Luz, Rodrigo Silveira, 32 anos.

A ONG opera em 21 países e a ideia nasceu do brasileiro Alfredo Moser, em 2002. Ele usou garrafas PET abastecidas com água e alvejante. A luz do Sol passava por um buraco no teto, refratava na água e iluminava o ambiente. Em 2011, o filipino Illac Diaz aderiu à iniciativa para ajudar famílias carentes de seu país e, assim, foi criado o movimento global Litter of Light (na tradução do inglês, Litro de Luz).

A energia captada pela luz solar acende as lâmpadas LED à noite, que se apagam pela manhã.
De acordo com Silveira, em média, cada poste custa em torno de R$ 400 e os recursos vêm por meio de doação de empresas e a realização de projetos de voluntariado corporativo, como em maio deste ano, quando, junto com a empresa de aluguel de acomodações ao redor do mundo AirBnb, instalaram dez dos 40 postes na Vila Moraes. A ONG ensina a criação e manutenção aos moradores.

As lembranças que a dona de casa Maria do Carmo Dias Oliveira, 63, tem do bairro antes da ação são, literalmente, obscuras. “Era tenebroso, tínhamos muito medo de sair de casa à noite. Para nós, essa iluminação é uma dádiva, que nem sabemos como agradecer.”

Mais do que o caminho, a luz também iluminou horizontes. “Queria voltar a estudar, mas não tinha como sair de casa à noite. Agora voltei, foi um incentivo”, fala a líder comunitária Monica Melchiades Leonardo, 45.

A Vila Moraes é a primeira comunidade da região onde a ONG atua. “Estamos estudando outros locais para a realização de projetos e a previsão é que no começo de 2017 a gente divulgue quais serão contemplados. Por enquanto, nosso principal projeto é a ação na Amazônia, que está prevista para março e levará nossos lampiões e postes a comunidades ribeirinhas”, diz Silveira.  

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