Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 20 de Setembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Região tem o 3º pior saldo comercial do ano

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mesmo com dólar valorizado, tanto as
exportações como as importações caíram


Vinicius Claro
Especial para o Diário

14/11/2016 | 07:00


A balança comercial do Grande ABC em outubro registrou saldo (exportações menos importações) de US$ 52,3 milhões, o terceiro pior de 2016, perdendo apenas para setembro (US$ 30 milhões) e janeiro (US$ 31 milhões). É o primeiro mês de alta na balança comercial após três meses de queda. Em junho, a região atingiu o recorde anual, em US$ 173,6 milhões.

O viés de queda no saldo é motivado pelo aumento nas importações – que atingiu o maior índice do ano em setembro –, e da queda nas exportações, em declínio há quatro meses. De acordo com o coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, os últimos meses têm sido impactados pela valorização do dólar, na casa dos R$ 3,20, o que encarece as importações.

Mesmo tornando as exportações mais atrativas, o Grande ABC não teve alta nas vendas ao Exterior, devido a movimento de redução na atividade comercial mundial nos últimos meses, segundo Maskio. Em setembro, o saldo no acumulado do ano era 99% maior que em 2015. No mês passado, o índice estava 63% maior, já que o resultado de outubro, de US$ 52,3 bilhões, foi menor ante o mesmo mês do ano passado, de US$ 133,5 bilhões.

Conforme o coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, com a economia desaquecida, o mais importante é ter uma balança comercial positiva, mas este não é necessariamente bom resultado. Com o saldo muito perto de atingir US$ 1 bilhão em 2016 (de janeiro a outubro, o montante chega a US$ 999,2 milhões), ele destaca que se trata de dado importante para mostrar o potencial da região. “O número assusta um pouco, mas não vejo como grande problema ou virtude. Mostra o peso que o Grande ABC tem, mesmo em cenário de crise, e que continua sendo celeiro e polo industrial, com mercado consumidor de renda elevada se comparado ao resto do País.”

Maskio avalia que o crescimento do saldo, neste caso, é reflexo da redução da atividade econômica interna, que reduz a necessidade de importações. “Melhor seria que o saldo tivesse aumentado por conta do incremento nas exportações”, pondera.

 

Estados Unidos se tornam segundo maior parceiro do Grande ABC

Em outubro, foi registrada mudança no ranking de principais compradores de produtos fabricados no Grande ABC. O México, que ocupava o segundo lugar no acumulado do ano, perdeu o posto para os Estados Unidos no mês passado.

Assim, o mercado norte-americano se consolida como o segundo principal parceiro comercial da região, ocupando o segundo lugar tanto em exportações (US$ 355,91 milhões) como importações (US$ 422,07). No saldo, o Grande ABC gastou US$ 66,1 milhões em negociações com a Terra do Tio Sam. Para os especialistas, nada deve mudar, por ora, com a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

O principal mercado consumidor da região, porém, continua sendo a Argentina, para onde já foi exportado US$ 1,5 bilhão em 2016. Sandro Maskio considera que o novo acordo bilateral de automóveis com o mercado argentino é positivo, mas destaca que a região sempre foi grande fornecedora dos hermanos. “A Argentina é parceira de longa data, atrelada ao próprio acordo do Mercosul, dos anos 1990. Isso acontece também pela proximidade geográfica. Há histórico de intensa negociação nos últimos 15 anos.”

A principal fonte de itens adquiridos pelo Grande ABC é a Alemanha, sendo que foram importados US$ 486 milhões neste ano. Ele considera que o fato de as matrizes de Mercedes-Benz, Volkswagen e Basf estarem em solo germânico fortalece isso. “A Alemanha também é grande produtora de tecnologia e nós temos essa dependência.”



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Região tem o 3º pior saldo comercial do ano

Mesmo com dólar valorizado, tanto as
exportações como as importações caíram

Vinicius Claro
Especial para o Diário

14/11/2016 | 07:00


A balança comercial do Grande ABC em outubro registrou saldo (exportações menos importações) de US$ 52,3 milhões, o terceiro pior de 2016, perdendo apenas para setembro (US$ 30 milhões) e janeiro (US$ 31 milhões). É o primeiro mês de alta na balança comercial após três meses de queda. Em junho, a região atingiu o recorde anual, em US$ 173,6 milhões.

O viés de queda no saldo é motivado pelo aumento nas importações – que atingiu o maior índice do ano em setembro –, e da queda nas exportações, em declínio há quatro meses. De acordo com o coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, os últimos meses têm sido impactados pela valorização do dólar, na casa dos R$ 3,20, o que encarece as importações.

Mesmo tornando as exportações mais atrativas, o Grande ABC não teve alta nas vendas ao Exterior, devido a movimento de redução na atividade comercial mundial nos últimos meses, segundo Maskio. Em setembro, o saldo no acumulado do ano era 99% maior que em 2015. No mês passado, o índice estava 63% maior, já que o resultado de outubro, de US$ 52,3 bilhões, foi menor ante o mesmo mês do ano passado, de US$ 133,5 bilhões.

Conforme o coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, com a economia desaquecida, o mais importante é ter uma balança comercial positiva, mas este não é necessariamente bom resultado. Com o saldo muito perto de atingir US$ 1 bilhão em 2016 (de janeiro a outubro, o montante chega a US$ 999,2 milhões), ele destaca que se trata de dado importante para mostrar o potencial da região. “O número assusta um pouco, mas não vejo como grande problema ou virtude. Mostra o peso que o Grande ABC tem, mesmo em cenário de crise, e que continua sendo celeiro e polo industrial, com mercado consumidor de renda elevada se comparado ao resto do País.”

Maskio avalia que o crescimento do saldo, neste caso, é reflexo da redução da atividade econômica interna, que reduz a necessidade de importações. “Melhor seria que o saldo tivesse aumentado por conta do incremento nas exportações”, pondera.

 

Estados Unidos se tornam segundo maior parceiro do Grande ABC

Em outubro, foi registrada mudança no ranking de principais compradores de produtos fabricados no Grande ABC. O México, que ocupava o segundo lugar no acumulado do ano, perdeu o posto para os Estados Unidos no mês passado.

Assim, o mercado norte-americano se consolida como o segundo principal parceiro comercial da região, ocupando o segundo lugar tanto em exportações (US$ 355,91 milhões) como importações (US$ 422,07). No saldo, o Grande ABC gastou US$ 66,1 milhões em negociações com a Terra do Tio Sam. Para os especialistas, nada deve mudar, por ora, com a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

O principal mercado consumidor da região, porém, continua sendo a Argentina, para onde já foi exportado US$ 1,5 bilhão em 2016. Sandro Maskio considera que o novo acordo bilateral de automóveis com o mercado argentino é positivo, mas destaca que a região sempre foi grande fornecedora dos hermanos. “A Argentina é parceira de longa data, atrelada ao próprio acordo do Mercosul, dos anos 1990. Isso acontece também pela proximidade geográfica. Há histórico de intensa negociação nos últimos 15 anos.”

A principal fonte de itens adquiridos pelo Grande ABC é a Alemanha, sendo que foram importados US$ 486 milhões neste ano. Ele considera que o fato de as matrizes de Mercedes-Benz, Volkswagen e Basf estarem em solo germânico fortalece isso. “A Alemanha também é grande produtora de tecnologia e nós temos essa dependência.”

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;