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Vendas de veículos caem pelo 2º mês

Ricardo Trida/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Outubro tem terceiro menor volume de 2016;
no ano, queda nos emplacamentos é de 22,28%


Vinícius Claro
Especial para o Diário

02/11/2016 | 07:17


As vendas de veículos em outubro registraram queda pelo segundo mês seguido, e atingiram o terceiro pior resultado do ano, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) divulgados ontem.

O grupo composto por automóveis, comerciais leves (utilitários e pickups), ônibus e caminhões registrou 159 mil emplacamentos no período, 908 unidades a menos que no mês anterior, uma queda de 0,57%. O montante supera apenas os meses de janeiro, tradicionalmente fraco em vendas por conta das férias escolares e das contas de início de ano, com 155,2 mil unidades, e fevereiro, que tem o Carnaval, com 146,7 mil veículos.

Em outubro de 2015, para se ter ideia, foram comercializadas 192,1 mil unidades. O resultado de 2016, portanto, é 17,22% menor.

No acumulado do ano, o número é 22,28% inferior ao mesmo período do ano passado. De janeiro a outubro foram vendidos 1,667 milhão de veículos, ante 2,146 milhões no mesmo intervalo de 2015.

O ritmo de queda, no entanto, está cada vez menor. Em janeiro, frente a igual período do ano anterior, o índice estava em 38,81% e chega ao nono mês seguido de redução.

De acordo com o economista Ricardo Balistiero, coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, a redução no percentual negativo no acumulado do ano se dá pelo desempenho ruim nos últimos dois anos. “Reduzir o ritmo de perdas, mas com queda no número de emplacamentos, não é algo exatamente positivo.”

Balistiero também afirma que o setor vai demorar para vislumbrar reações. “Quando as pessoas retomarem o emprego, elas não vão comprar carro, vão pagar dívidas. O veículo é um bem para um segundo momento.”

O economista também atribui os resultados às dificuldades de aquisição de crédito em momentos de recessão. “As famílias estão endividadas e as taxas de juros seguem muito altas. Com o cenário negativo de instabilidade no emprego, adia-se a tomada de empréstimo para comprar bem que se demora meses para pagar, o que reflete em vendas menores.”

MOTOS - O segmento de motocicletas também está colecionando dados negativos em 2016. No acumulado do ano foram emplacadas 840,9 mil unidades, número 18,87% menor que 2015, quando foram comercializadas 1,036 milhão de motos no mesmo período.


Setor de pesados atinge pior mês do ano

O segmento veículos pesados registrou em outubro o pior resultado de 2016. Foram emplacados 3.417 caminhões e 757 ônibus no mês passado. Até então, as piores marcas haviam sido atingidas para caminhões em fevereiro (3.823) e para ônibus em setembro (828).

Os dados negativos de outubro fizeram que o acumulado em dez meses continuasse aceleração iniciada em setembro. A comercialização de pesados soma retração de 31,78% ante mesmo período de 2015. Em setembro, a queda era de 31,06% em relação ao ano passado. O menor dado do ano foi alcançado em agosto (-30,79%).

De acordo com Octavio Vallejo, diretor superintendente do Sincodiv-SP (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores do Estado de São Paulo), o resultado negativo em 2016 para o transporte de passageiros pode ser atribuído pela falta de licitações de prefeituras para renovação da frota de ônibus. A movimentação é comum nos municípios em anos eleitorais, principalmente no primeiro semestre, o que não ocorreu e frustrou atores do setor. “Como as prefeituras não puderam comprar nesse período, o mercado de ônibus só deve voltar a crescer em janeiro (quando houver troca de gestão).”

A crise também acaba prejudicando o turismo, e, desta forma, a renovação de ônibus. “O setor de turismo é abatido e, naturalmente, há redução na demanda de passageiros e de empresas que poderiam fazer frete para outras”, diz Ricardo Balistiero. Quanto aos caminhões, enquanto a economia não for retomada, a necessidade de transporte de mercadorias é reduzida.
 



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Vendas de veículos caem pelo 2º mês

Outubro tem terceiro menor volume de 2016;
no ano, queda nos emplacamentos é de 22,28%

Vinícius Claro
Especial para o Diário

02/11/2016 | 07:17


As vendas de veículos em outubro registraram queda pelo segundo mês seguido, e atingiram o terceiro pior resultado do ano, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) divulgados ontem.

O grupo composto por automóveis, comerciais leves (utilitários e pickups), ônibus e caminhões registrou 159 mil emplacamentos no período, 908 unidades a menos que no mês anterior, uma queda de 0,57%. O montante supera apenas os meses de janeiro, tradicionalmente fraco em vendas por conta das férias escolares e das contas de início de ano, com 155,2 mil unidades, e fevereiro, que tem o Carnaval, com 146,7 mil veículos.

Em outubro de 2015, para se ter ideia, foram comercializadas 192,1 mil unidades. O resultado de 2016, portanto, é 17,22% menor.

No acumulado do ano, o número é 22,28% inferior ao mesmo período do ano passado. De janeiro a outubro foram vendidos 1,667 milhão de veículos, ante 2,146 milhões no mesmo intervalo de 2015.

O ritmo de queda, no entanto, está cada vez menor. Em janeiro, frente a igual período do ano anterior, o índice estava em 38,81% e chega ao nono mês seguido de redução.

De acordo com o economista Ricardo Balistiero, coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, a redução no percentual negativo no acumulado do ano se dá pelo desempenho ruim nos últimos dois anos. “Reduzir o ritmo de perdas, mas com queda no número de emplacamentos, não é algo exatamente positivo.”

Balistiero também afirma que o setor vai demorar para vislumbrar reações. “Quando as pessoas retomarem o emprego, elas não vão comprar carro, vão pagar dívidas. O veículo é um bem para um segundo momento.”

O economista também atribui os resultados às dificuldades de aquisição de crédito em momentos de recessão. “As famílias estão endividadas e as taxas de juros seguem muito altas. Com o cenário negativo de instabilidade no emprego, adia-se a tomada de empréstimo para comprar bem que se demora meses para pagar, o que reflete em vendas menores.”

MOTOS - O segmento de motocicletas também está colecionando dados negativos em 2016. No acumulado do ano foram emplacadas 840,9 mil unidades, número 18,87% menor que 2015, quando foram comercializadas 1,036 milhão de motos no mesmo período.


Setor de pesados atinge pior mês do ano

O segmento veículos pesados registrou em outubro o pior resultado de 2016. Foram emplacados 3.417 caminhões e 757 ônibus no mês passado. Até então, as piores marcas haviam sido atingidas para caminhões em fevereiro (3.823) e para ônibus em setembro (828).

Os dados negativos de outubro fizeram que o acumulado em dez meses continuasse aceleração iniciada em setembro. A comercialização de pesados soma retração de 31,78% ante mesmo período de 2015. Em setembro, a queda era de 31,06% em relação ao ano passado. O menor dado do ano foi alcançado em agosto (-30,79%).

De acordo com Octavio Vallejo, diretor superintendente do Sincodiv-SP (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores do Estado de São Paulo), o resultado negativo em 2016 para o transporte de passageiros pode ser atribuído pela falta de licitações de prefeituras para renovação da frota de ônibus. A movimentação é comum nos municípios em anos eleitorais, principalmente no primeiro semestre, o que não ocorreu e frustrou atores do setor. “Como as prefeituras não puderam comprar nesse período, o mercado de ônibus só deve voltar a crescer em janeiro (quando houver troca de gestão).”

A crise também acaba prejudicando o turismo, e, desta forma, a renovação de ônibus. “O setor de turismo é abatido e, naturalmente, há redução na demanda de passageiros e de empresas que poderiam fazer frete para outras”, diz Ricardo Balistiero. Quanto aos caminhões, enquanto a economia não for retomada, a necessidade de transporte de mercadorias é reduzida.
 

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