Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 20 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Na região, crescem as abstenções e caem os brancos e nulos

Do total de eleitores de Sto.André, S.Bernardo, Diadema e Mauá, 40,4% rejeitaram os oito nomes que concorriam no segundo turno


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

02/11/2016 | 07:00


Eleitor em São Bernardo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) personificou o sentimento do eleitorado do Grande ABC no segundo turno: para não votar em branco ou anular, decidiu simplesmente não comparecer às urnas. A etapa final do pleito em Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá mostrou aumento da abstenção e redução no número de votos brancos e nulos.

Dados fornecidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apresentam que 439.302 eleitores dessas cidades não compareceram às suas seções eleitorais no domingo, aumento de 18,87% na comparação das abstenções nos mesmos municípios no primeiro turno – quando 369.574 não foram exercer o voto.

O número de adesões em branco ou nulas, por outro lado, caiu 17,99%. Na primeira etapa, 358.626 usaram desse expediente para rejeitar os prefeituráveis em Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá. No domingo, 294.110 anularam ou votaram em branco.

No geral, quatro de cada dez eleitores da região rejeitaram os nomes colocados no segundo turno nesses quatro municípios – dos 1.815.428 eleitores que teriam de retornar às seções eleitorais no domingo, 733.412 se abstiveram, anularam ou votaram em branco, o que representa 40,4% do contingente apto ao voto nas quatro cidades.

“Essa é a tendência (maior abstenção e menor número de brancos e nulos). Quem vai ao segundo turno votar, vai mais engajado, realmente quer votar em algum dos dois candidatos. Como no segundo turno há apenas duas opções, muitos que votaram em algum candidato que não chegou ao segundo turno não têm vontade de votar porque os dois candidatos não agradam. O Grande ABC não é exceção. Na verdade, segue tendência nacional”, analisa Rui Tavares Maluf, cientista político da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

A maior rejeição aos candidatos foi vista em Mauá, onde 42,27% do eleitorado se abstiveram, anularam ou votaram em branco – foi o maior contingente de brancos e nulos do País (veja quadro completo acima). No município mauaense, 67.370 moradores com direito ao voto não compareceram às seções para escolher entre Atila Jacomussi (PSB) e Donisete Braga (PT) – o socialista foi eleito.

Em São Bernardo, o petismo apoiou extraoficialmente o deputado federal Alex Manente (PPS) no duelo particular com o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), o vencedor do pleito. Lula, por sua vez, aconselhou o prefeito Luiz Marinho (PT) a se manter neutro na reta final após a derrota de Tarcisio Secoli (PT). Lula não foi votar pela primeira vez desde a redemocratização e se valeu do direito facultativo do voto a quem tem mais de 70 anos – o petista completou 71 anos na semana passada. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também não exerceu o voto no domingo.
(Colaborou Vitória Rocha) 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Na região, crescem as abstenções e caem os brancos e nulos

Do total de eleitores de Sto.André, S.Bernardo, Diadema e Mauá, 40,4% rejeitaram os oito nomes que concorriam no segundo turno

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

02/11/2016 | 07:00


Eleitor em São Bernardo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) personificou o sentimento do eleitorado do Grande ABC no segundo turno: para não votar em branco ou anular, decidiu simplesmente não comparecer às urnas. A etapa final do pleito em Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá mostrou aumento da abstenção e redução no número de votos brancos e nulos.

Dados fornecidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apresentam que 439.302 eleitores dessas cidades não compareceram às suas seções eleitorais no domingo, aumento de 18,87% na comparação das abstenções nos mesmos municípios no primeiro turno – quando 369.574 não foram exercer o voto.

O número de adesões em branco ou nulas, por outro lado, caiu 17,99%. Na primeira etapa, 358.626 usaram desse expediente para rejeitar os prefeituráveis em Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá. No domingo, 294.110 anularam ou votaram em branco.

No geral, quatro de cada dez eleitores da região rejeitaram os nomes colocados no segundo turno nesses quatro municípios – dos 1.815.428 eleitores que teriam de retornar às seções eleitorais no domingo, 733.412 se abstiveram, anularam ou votaram em branco, o que representa 40,4% do contingente apto ao voto nas quatro cidades.

“Essa é a tendência (maior abstenção e menor número de brancos e nulos). Quem vai ao segundo turno votar, vai mais engajado, realmente quer votar em algum dos dois candidatos. Como no segundo turno há apenas duas opções, muitos que votaram em algum candidato que não chegou ao segundo turno não têm vontade de votar porque os dois candidatos não agradam. O Grande ABC não é exceção. Na verdade, segue tendência nacional”, analisa Rui Tavares Maluf, cientista político da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

A maior rejeição aos candidatos foi vista em Mauá, onde 42,27% do eleitorado se abstiveram, anularam ou votaram em branco – foi o maior contingente de brancos e nulos do País (veja quadro completo acima). No município mauaense, 67.370 moradores com direito ao voto não compareceram às seções para escolher entre Atila Jacomussi (PSB) e Donisete Braga (PT) – o socialista foi eleito.

Em São Bernardo, o petismo apoiou extraoficialmente o deputado federal Alex Manente (PPS) no duelo particular com o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), o vencedor do pleito. Lula, por sua vez, aconselhou o prefeito Luiz Marinho (PT) a se manter neutro na reta final após a derrota de Tarcisio Secoli (PT). Lula não foi votar pela primeira vez desde a redemocratização e se valeu do direito facultativo do voto a quem tem mais de 70 anos – o petista completou 71 anos na semana passada. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também não exerceu o voto no domingo.
(Colaborou Vitória Rocha) 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;