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Líbano desconfia das intençoes de Israel


Do Diário do Grande ABC

05/04/2000 | 10:45


O Líbano vai anunciar as medidas que adotará depois da retirada das tropas israelenses de seu território, só quando conhecer as intençoes de Israel e os planos da ONU, disse nesta quarta-feira o primeiro-ministro Salim Hoss.

Israel anunciou que vai se retirar da regiao sul libanesa em julho, tenha ou nao conseguido um acordo com a Síria, a mais influente naçao do vizinho Líbano. Também indicou que poderia conservar alguns pontos estratégicos dentro do Líbano. Hoss afirmou que seu governo atua cautelosamente porque aprendeu a desconfiar das intençoes dos israelenses.

``Nós reservaremos nossa posiçao sobre temas relacionados aos preparativos para a retirada, até que se conheça a verdadeira posiçao israelense, e fique claro o parecer das Naçoes Unidas'', afirmou Hoss em uma declaraçao escrita.

Seus comentários sao feitos um dia após o ministro de Relaçoes Exteriores israelense David Levy se reunir em Genebra com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para tratar do plano de retirada de Israel. O estado judeu ocupa 10% do território libanês, ao longo da fronteira meridional libanesa, desde 1985, como forma de se proteger de ataques contra o norte israelense.

Levy assegurou a Annan que Israel vai cooperar com as forças de pacificaçao da ONU estacionadas no sul do Líbano durante a retirada. No entanto, nao disse se a retirada seria levada adiante seguindo a resoluçao de 1978 da ONU que prevê uma retirada total da fronteira internacionalmente reconhecida.

O governo libanês nao informou se vai utilizar forças do seu exército no sul para garantir a estabilidade na regiao. O Líbano recusou dar garantias para o período posterior à retirada israelense. Os dirigentes do estado judeu ameaçam o Líbano com represálias caso os guerrilheiros ataquem o norte de Israel após a saída de suas tropas. Hoss afirmou que a esperada retirada de Israel é ``uma vitória para a resistência libanesa e uma feia derrota para o inimigo israelense''.

Hoss, que também é titular de Relaçoes Exteriores, fez estas declaraçoes pouco antes da chegada a Beirute do secretário geral adjunto da ONU e coordenador para o Oriente Médio, Terji Roed Larson, enviado por Annan para apresentar os resultados de sua reuniao com Levy.

"O Líbano nao firmará jamais um acordo com Israel se nao se chegar ao mesmo tempo a uma soluçao com a Síria'', acrescentou, lembrando a posiçao constante dos dois países árabes de nao permitir a dissociaçao de seus conflitos com Israel.

Por sua parte, Damasco advertiu nesta quarta-feira a ONU sobre ``a armadilha'' preparada por Israel para levá-la às ``areias movediças'' do Sul do Líbano.



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Líbano desconfia das intençoes de Israel

Do Diário do Grande ABC

05/04/2000 | 10:45


O Líbano vai anunciar as medidas que adotará depois da retirada das tropas israelenses de seu território, só quando conhecer as intençoes de Israel e os planos da ONU, disse nesta quarta-feira o primeiro-ministro Salim Hoss.

Israel anunciou que vai se retirar da regiao sul libanesa em julho, tenha ou nao conseguido um acordo com a Síria, a mais influente naçao do vizinho Líbano. Também indicou que poderia conservar alguns pontos estratégicos dentro do Líbano. Hoss afirmou que seu governo atua cautelosamente porque aprendeu a desconfiar das intençoes dos israelenses.

``Nós reservaremos nossa posiçao sobre temas relacionados aos preparativos para a retirada, até que se conheça a verdadeira posiçao israelense, e fique claro o parecer das Naçoes Unidas'', afirmou Hoss em uma declaraçao escrita.

Seus comentários sao feitos um dia após o ministro de Relaçoes Exteriores israelense David Levy se reunir em Genebra com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para tratar do plano de retirada de Israel. O estado judeu ocupa 10% do território libanês, ao longo da fronteira meridional libanesa, desde 1985, como forma de se proteger de ataques contra o norte israelense.

Levy assegurou a Annan que Israel vai cooperar com as forças de pacificaçao da ONU estacionadas no sul do Líbano durante a retirada. No entanto, nao disse se a retirada seria levada adiante seguindo a resoluçao de 1978 da ONU que prevê uma retirada total da fronteira internacionalmente reconhecida.

O governo libanês nao informou se vai utilizar forças do seu exército no sul para garantir a estabilidade na regiao. O Líbano recusou dar garantias para o período posterior à retirada israelense. Os dirigentes do estado judeu ameaçam o Líbano com represálias caso os guerrilheiros ataquem o norte de Israel após a saída de suas tropas. Hoss afirmou que a esperada retirada de Israel é ``uma vitória para a resistência libanesa e uma feia derrota para o inimigo israelense''.

Hoss, que também é titular de Relaçoes Exteriores, fez estas declaraçoes pouco antes da chegada a Beirute do secretário geral adjunto da ONU e coordenador para o Oriente Médio, Terji Roed Larson, enviado por Annan para apresentar os resultados de sua reuniao com Levy.

"O Líbano nao firmará jamais um acordo com Israel se nao se chegar ao mesmo tempo a uma soluçao com a Síria'', acrescentou, lembrando a posiçao constante dos dois países árabes de nao permitir a dissociaçao de seus conflitos com Israel.

Por sua parte, Damasco advertiu nesta quarta-feira a ONU sobre ``a armadilha'' preparada por Israel para levá-la às ``areias movediças'' do Sul do Líbano.

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