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Minas atrasam chegada de ajuda em Umm Qsar


Da AFP

27/03/2003 | 11:44


A descoberta de minas sob a água na entrada do porto da cidade de Umm Qsar (sul) atrasou em 24 horas esta quinta-feira a chegada do barco britânico "Sir Galahead" que leva água, comida e gêneros de primeira necessidade para os habitantes do Sul do Iraque.

"Na últimas horas, descobrimos pelos menos duas minas sob a água, na entrada do canal que leva a este porto e a chegada de ajuda foi atrasada em 24 horas. O 'Sir Galahead' vai atracar provavelmente na sexta-feira à tarde", disse o capitão da Marinha americana Michael Tillotson, autoridade de controle do porto, a única saída para o mar no Iraque.

Segundo ele, as minas tinham a capacidade de destruir o casco de um barco sem problemas. Desde que os marines americanos tomaram controle do porto, há cinco dias, foram identificadas várias minas e artefatos explosivos em terra e mar, algumas graças à ajuda de golfinhos especialmente treinados.

Muitas delas estavam camufladas embaixo de rede de pescadores, outras dentro de barcos ou em armazéns portuários. Algumas flutuavam escondidas entre as algas e outros objetos não identificados, explicou. Enquanto se realizava esta entrevista, várias explosões próximas mostravam o trabalho dos especialistas no porto de Umm Qsar.

"Quando vemos as dimensões deste porto acredito que será uma verdadeira vitória que ele retome sua atividade dentro de dois dias e que já receba barcos carregados de alimentos na sexta-feira", garantiu Tillotson, explicando que além das minas, os militares controlam a presença de milicianos e do contrabando na região.

Segundo fontes militares britânicas, os primeiros beneficiados pela ajuda carregada pelo "Sir Galahead" serão os moradores de Umm Qsar e os povoados vizinhos.

"Depois veremos se nos dirigimos ao norte (de Umm Qsar), em direção a Basra, mas nossa prioridade é esta região, onde a população é xiita e está esquecida pelo regime iraquiano (sunita) há muitos anos", explicaram em um acampamento instalado no coração da cidade. O capitão explicou que 60% da ajuda humanitária para o Iraque entrará pelo porto de Umm Qsar.

Devido ao corte de eletricidade provocado pelos bombardeios, esta cidade e seus povoados próximos ficaram uma semana sem fornecimento de água, conduzida pela energia. "Nossos filhos estão bebendo água dos charcos, dos pequenos riachos", explicou um dos médicos de Umm Qsar.

Ele, assim como muitos outros cidadãos, foi ao acampamento militar britânico pedir água ao amanhecer. Carregando galões vazios em velhas bicicletas, crianças e maiores esperaram horas até receber alguma notícia dos soldados.

Correram boatos de que os cidadãos teriam de pagar pela água ou que o próximo caminhão só chegaria em dois dias, fazendo aumentar a indignação deste iraquianos, sujos, empobrecidos e cobertos de farrapos.

No interior deste quartel, anteriormente a sede oficial de um organismo oficial iraquiano onde um grande retrato de Saddam Hussein continua intacto, há água corrente no momento e caminhões-pipa esperavam para encher seus tanques e distribui-la à população durante o dia, explicaram oficiais britânicos.

"As infecções estão se multiplicando. Sem eletricidade também não podemos cozinhar. O governo iraquiano nos deu comida suficiente para sete meses, mas não se pode comê-la crua nem sem as geladeiras para conservá-las", lembra o médico, que pediu que seu nome não fosse revelado.

Na quarta-feira, uma caravana de ajuda humanitária organizada pelo Exército britânico cruzou a fronteira com o Kuwait com destino a Basra, com alimentos e água para alimentar a 60 mil pessoas durante o dia. Outra similar fretada pelas tropas britânicas transportou para Umm Qasar 17 caminhões carregados de garrafões de água.

"Vão jogá-las para nós como aos cachorros. Esta não é a forma de distribuir ajuda, temos que organizá-la melhor para que chegue para todo mundo", garantiu Mussaui Farazda, outro dos habitantes da cidade que esperava ansiosamente a chegada da água.

Além disso, três caminhões frigoríficos do Crescente Vermelho kuwaitiano distribuíram comida e água para os habitantes de Safwan, cidade vizinha de Umm Qasar, que fica a 20 km ao Leste e suas autoridade pretendem voltar à região todos os dias.



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Minas atrasam chegada de ajuda em Umm Qsar

Da AFP

27/03/2003 | 11:44


A descoberta de minas sob a água na entrada do porto da cidade de Umm Qsar (sul) atrasou em 24 horas esta quinta-feira a chegada do barco britânico "Sir Galahead" que leva água, comida e gêneros de primeira necessidade para os habitantes do Sul do Iraque.

"Na últimas horas, descobrimos pelos menos duas minas sob a água, na entrada do canal que leva a este porto e a chegada de ajuda foi atrasada em 24 horas. O 'Sir Galahead' vai atracar provavelmente na sexta-feira à tarde", disse o capitão da Marinha americana Michael Tillotson, autoridade de controle do porto, a única saída para o mar no Iraque.

Segundo ele, as minas tinham a capacidade de destruir o casco de um barco sem problemas. Desde que os marines americanos tomaram controle do porto, há cinco dias, foram identificadas várias minas e artefatos explosivos em terra e mar, algumas graças à ajuda de golfinhos especialmente treinados.

Muitas delas estavam camufladas embaixo de rede de pescadores, outras dentro de barcos ou em armazéns portuários. Algumas flutuavam escondidas entre as algas e outros objetos não identificados, explicou. Enquanto se realizava esta entrevista, várias explosões próximas mostravam o trabalho dos especialistas no porto de Umm Qsar.

"Quando vemos as dimensões deste porto acredito que será uma verdadeira vitória que ele retome sua atividade dentro de dois dias e que já receba barcos carregados de alimentos na sexta-feira", garantiu Tillotson, explicando que além das minas, os militares controlam a presença de milicianos e do contrabando na região.

Segundo fontes militares britânicas, os primeiros beneficiados pela ajuda carregada pelo "Sir Galahead" serão os moradores de Umm Qsar e os povoados vizinhos.

"Depois veremos se nos dirigimos ao norte (de Umm Qsar), em direção a Basra, mas nossa prioridade é esta região, onde a população é xiita e está esquecida pelo regime iraquiano (sunita) há muitos anos", explicaram em um acampamento instalado no coração da cidade. O capitão explicou que 60% da ajuda humanitária para o Iraque entrará pelo porto de Umm Qsar.

Devido ao corte de eletricidade provocado pelos bombardeios, esta cidade e seus povoados próximos ficaram uma semana sem fornecimento de água, conduzida pela energia. "Nossos filhos estão bebendo água dos charcos, dos pequenos riachos", explicou um dos médicos de Umm Qsar.

Ele, assim como muitos outros cidadãos, foi ao acampamento militar britânico pedir água ao amanhecer. Carregando galões vazios em velhas bicicletas, crianças e maiores esperaram horas até receber alguma notícia dos soldados.

Correram boatos de que os cidadãos teriam de pagar pela água ou que o próximo caminhão só chegaria em dois dias, fazendo aumentar a indignação deste iraquianos, sujos, empobrecidos e cobertos de farrapos.

No interior deste quartel, anteriormente a sede oficial de um organismo oficial iraquiano onde um grande retrato de Saddam Hussein continua intacto, há água corrente no momento e caminhões-pipa esperavam para encher seus tanques e distribui-la à população durante o dia, explicaram oficiais britânicos.

"As infecções estão se multiplicando. Sem eletricidade também não podemos cozinhar. O governo iraquiano nos deu comida suficiente para sete meses, mas não se pode comê-la crua nem sem as geladeiras para conservá-las", lembra o médico, que pediu que seu nome não fosse revelado.

Na quarta-feira, uma caravana de ajuda humanitária organizada pelo Exército britânico cruzou a fronteira com o Kuwait com destino a Basra, com alimentos e água para alimentar a 60 mil pessoas durante o dia. Outra similar fretada pelas tropas britânicas transportou para Umm Qasar 17 caminhões carregados de garrafões de água.

"Vão jogá-las para nós como aos cachorros. Esta não é a forma de distribuir ajuda, temos que organizá-la melhor para que chegue para todo mundo", garantiu Mussaui Farazda, outro dos habitantes da cidade que esperava ansiosamente a chegada da água.

Além disso, três caminhões frigoríficos do Crescente Vermelho kuwaitiano distribuíram comida e água para os habitantes de Safwan, cidade vizinha de Umm Qasar, que fica a 20 km ao Leste e suas autoridade pretendem voltar à região todos os dias.

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