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Lauro fala em austeridade, mas corta secretaria inativa


Leandro Baldini
Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

12/11/2015 | 07:00


O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), anunciou ontem que vai extinguir a chefia de Gabinete – que tem status de secretaria – para enxugar gastos da máquina pública. Porém, a Pasta que será encerrada hoje funciona com apenas um funcionário, já que o titular da Educação e primo do prefeito, Marcos Michels (PV), responde interinamente pelo setor e não acumula os salários (integrante do primeiro escalão ganha R$ 10.533 por mês).

O departamento está sem comandante efetivo desde o primeiro semestre, quando o vereador Márcio da Farmácia (PV) deixou a função por problemas de saúde. A área está vinculada ao gabinete do prefeito, espaço esse que, em princípio, não sofrerá reduções – serão mantidos os assessores especiais Laércio Soares (PCdoB) e Cacá Vianna (PV) e comissionados que recebem para articular política no Paço.

“Estou assumindo a Secretaria de Governo, cortando essa Pasta. Estou fazendo o que é possível e não sei o que vai acontecer”, discursou Lauro, após agenda na sede do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, e se equivocando a respeito da nomenclatura do setor. Como não há chefe de Gabinete, a área contava apenas com secretária à disposição, cujo vencimento é de cerca de R$ 2.000 mensais.

Esse será o primeiro corte efetivo no número de secretarias no governo, contrariando discurso que Lauro ostentou nas ruas em 2012. À época, o então candidato oposicionista afirmou que trabalharia, se eleito, com no máximo 15 Pastas – com a redução da chefia de Gabinete, ainda haverá 17 setores de destaque.

A chefia de Gabinete caiu em desuso no governo quando Laércio assumiu a função de diálogo com a Câmara. O primeiro responsável por essa ponte foi o ex-prefeito de Rio Grande da Serra Adler Kiko Teixeira (PSB), que deixou o posto quando se candidatou a deputado federal – hoje ele está brigado com Lauro. Depois passou pela área o sogro do prefeito, Francisco José Rocha (PSDB, atual secretário de Finanças).

O anúncio ocorreu uma semana depois de o Diário mostrar que a Prefeitura deve fechar o ano de 2015 com deficit de R$ 70 milhões, projeção essa informada por Chico Rocha. “As administrações que falarem que não fecharão no vermelho são mentirosas. A economia no País está um desastre, assim como a nossa arrecadação. A nossa cidade vive de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e em setembro tivemos o pior resultado desde 2002”, discorreu Lauro. Contabilidade do município apresentada por Chico Rocha mostrou que Diadema deixará de arrecadar em torno de R$ 100 milhões com o ICMS, já a expectativa inicial era obter R$ 300 milhões.

Outra medida anunciada por Lauro foi a devolução do prédio onde fica situada a sede da Secretaria de Defesa Social, na Rua João de Almeida, no Centro. “Estamos saindo dos prédios alugados.

Passamos a otimizar os espaços. Na Defesa Social, pagávamos um aluguel mensal de R$ 26 mil”, comentou o chefe do Executivo, sem informar, no entanto, onde será alocada a nova estrututura e quando ocorrerá a mudança. 



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Lauro fala em austeridade, mas corta secretaria inativa

Leandro Baldini
Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

12/11/2015 | 07:00


O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), anunciou ontem que vai extinguir a chefia de Gabinete – que tem status de secretaria – para enxugar gastos da máquina pública. Porém, a Pasta que será encerrada hoje funciona com apenas um funcionário, já que o titular da Educação e primo do prefeito, Marcos Michels (PV), responde interinamente pelo setor e não acumula os salários (integrante do primeiro escalão ganha R$ 10.533 por mês).

O departamento está sem comandante efetivo desde o primeiro semestre, quando o vereador Márcio da Farmácia (PV) deixou a função por problemas de saúde. A área está vinculada ao gabinete do prefeito, espaço esse que, em princípio, não sofrerá reduções – serão mantidos os assessores especiais Laércio Soares (PCdoB) e Cacá Vianna (PV) e comissionados que recebem para articular política no Paço.

“Estou assumindo a Secretaria de Governo, cortando essa Pasta. Estou fazendo o que é possível e não sei o que vai acontecer”, discursou Lauro, após agenda na sede do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, e se equivocando a respeito da nomenclatura do setor. Como não há chefe de Gabinete, a área contava apenas com secretária à disposição, cujo vencimento é de cerca de R$ 2.000 mensais.

Esse será o primeiro corte efetivo no número de secretarias no governo, contrariando discurso que Lauro ostentou nas ruas em 2012. À época, o então candidato oposicionista afirmou que trabalharia, se eleito, com no máximo 15 Pastas – com a redução da chefia de Gabinete, ainda haverá 17 setores de destaque.

A chefia de Gabinete caiu em desuso no governo quando Laércio assumiu a função de diálogo com a Câmara. O primeiro responsável por essa ponte foi o ex-prefeito de Rio Grande da Serra Adler Kiko Teixeira (PSB), que deixou o posto quando se candidatou a deputado federal – hoje ele está brigado com Lauro. Depois passou pela área o sogro do prefeito, Francisco José Rocha (PSDB, atual secretário de Finanças).

O anúncio ocorreu uma semana depois de o Diário mostrar que a Prefeitura deve fechar o ano de 2015 com deficit de R$ 70 milhões, projeção essa informada por Chico Rocha. “As administrações que falarem que não fecharão no vermelho são mentirosas. A economia no País está um desastre, assim como a nossa arrecadação. A nossa cidade vive de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e em setembro tivemos o pior resultado desde 2002”, discorreu Lauro. Contabilidade do município apresentada por Chico Rocha mostrou que Diadema deixará de arrecadar em torno de R$ 100 milhões com o ICMS, já a expectativa inicial era obter R$ 300 milhões.

Outra medida anunciada por Lauro foi a devolução do prédio onde fica situada a sede da Secretaria de Defesa Social, na Rua João de Almeida, no Centro. “Estamos saindo dos prédios alugados.

Passamos a otimizar os espaços. Na Defesa Social, pagávamos um aluguel mensal de R$ 26 mil”, comentou o chefe do Executivo, sem informar, no entanto, onde será alocada a nova estrututura e quando ocorrerá a mudança. 

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