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Por Paulistão, Água Santa pode se mudar para Mauá

Orlando Filho/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mauaense sugere fusão, mas presidente do Netuno vê estratégia como último recurso


Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

12/11/2015 | 07:00


Caso a FPF (Federação Paulista de Futebol) não se sensibilize com a situação do Água Santa, que luta para colocar o Estádio do Inamar em condições de receber jogos da elite estadual em 2016, existe a possibilidade de o clube deixar Diadema, ao menos provisoriamente, e chamar de casa outra cidade. O Grêmio Mauaense se colocou à disposição para se fundir com o Netuno para que a equipe consiga utilizar a estrutura do Estádio Pedro Benedetti, em Mauá, na Primeira Divisão.

“Ficamos sensibilizados com a situação do Água Santa. Liguei para o Paulo (Sirqueira, presidente do Netuno) e disponibilizei o Estádio Pedro Benedetti e a estrutura do Mauaense para uma possível união de patrimônio para que eles consigam disputar o Paulistão”, explicou Marco Antônio Capuano, o Quinho, presidente da Locomotiva.

“Temos que avaliar com calma todas as possibilidades e optar pela melhor. Se for o último recurso, nós vamos fazer (a mudança) e ver a logística, se é Mauá ou não. Vamos buscar uma opção que atenda à necessidade do Água Santa. Queremos a vaga de qualquer maneira”, confirmou Sirqueira.

O caso não é inédito no futebol brasileiro. Em maio de 2013, a diretoria do Audax, que havia subido para a elite paulista, colocou o clube à venda. Assim, em setembro daquele ano, o Grêmio Osasco, à época na Série A-2, comprou a equipe e efetuou a fusão patrimonial, garantindo vaga no Paulistão. A partir da junção, a agremiação ficou conhecida como Grêmio Osasco Audax.

Porém, no caso do Netuno, é o inverso – o Mauaense teria de comprar o clube de Diadema e transferir a sede para Mauá para que o Estádio Pedro Benedetti fosse utilizado. Todos os laudos do local estão em dia e, segundo a FPF, a praça esportiva pode receber até 11.986 torcedores, sendo que o mínimo para o Paulistão é de 10 mil. No entanto, estruturas como cabines de imprensa e vestiários precisariam passar por ampliação para atender às exigências para a disputa da elite.

Além da Locomotiva, outros clubes do Grande ABC se sensibilizaram com a situação do Netuno, prestaram solidariedade e se colocaram à disposição, como o São Caetano, por meio do presidente Nairo Ferreira de Souza, e o São Bernardo, via Luiz Fernando Teixeira, mandatário do clube.

(colaborou Anderson Fattori)

Ato reúne 200 na Praça da Moça

No fim da tarde de ontem, foi realizado ato em prol do Água Santa na Praça da Moça, em Diadema, com cerca de 200 pessoas, segundo estimativa do Diário, já que não havia nenhum policiamento presente ao local para dar uma posição oficial. A expectativa da organização era de reunir entre 1.000 e 2.000 pessoas.

Marcado nas redes sociais, o evento contou com a presença de autoridades, como o secretário de Esporte e Lazer do município, Antonio Marcos Ferreira da Silva, o Marquinhos, os vereadores Zé Dourado (PSDB), Maninho (PT) e Doutor Albino (PV), integrantes das torcidas organizadas Aquáticos e Tubarão Azul, além de outros munícipes.

Durante a maior parte do ato, caminhão de som repetia à exaustão os dizeres “Somos periferia sim. Conquistamos o nosso espaço e merecemos ver o Água Santa na Primeira Divisão do Campeonato Paulista”, enquanto integrantes das organizadas agitavam bandeiras e tocavam os tradicionais instrumentos de bateria.

“O povo quer mostrar sua solidariedade ao clube e dizer que a população de Diadema está junto da equipe. É uma demonstração de carinho pelo time e pela cidade”, afirmou Marquinhos.

Ao menos um funcionário do clube também marcou presença na Praça da Moça. Mordomo da equipe, Adiel Mendes, 46 anos, conhecido como Índio, fez questão de ir ao local e demonstrar seu apoio pela equipe na qual trabalha desde 2012.

“Chegamos (na elite) e não vejo o porquê de perdermos no tapetão. É importante a população de Diadema se mobilizar em prol da entidade. Vamos brigar até o fim”, comentou. “Não tenho palavras e não sei dimensionar isso (indefinição). Perder espaço no tapetão é complicado”, desabafou ele, que no período de férias do profissional está atendendo a equipe sub-20 do Netuno.



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Por Paulistão, Água Santa pode se mudar para Mauá

Mauaense sugere fusão, mas presidente do Netuno vê estratégia como último recurso

Felipe Simões
Do Diário do Grande ABC

12/11/2015 | 07:00


Caso a FPF (Federação Paulista de Futebol) não se sensibilize com a situação do Água Santa, que luta para colocar o Estádio do Inamar em condições de receber jogos da elite estadual em 2016, existe a possibilidade de o clube deixar Diadema, ao menos provisoriamente, e chamar de casa outra cidade. O Grêmio Mauaense se colocou à disposição para se fundir com o Netuno para que a equipe consiga utilizar a estrutura do Estádio Pedro Benedetti, em Mauá, na Primeira Divisão.

“Ficamos sensibilizados com a situação do Água Santa. Liguei para o Paulo (Sirqueira, presidente do Netuno) e disponibilizei o Estádio Pedro Benedetti e a estrutura do Mauaense para uma possível união de patrimônio para que eles consigam disputar o Paulistão”, explicou Marco Antônio Capuano, o Quinho, presidente da Locomotiva.

“Temos que avaliar com calma todas as possibilidades e optar pela melhor. Se for o último recurso, nós vamos fazer (a mudança) e ver a logística, se é Mauá ou não. Vamos buscar uma opção que atenda à necessidade do Água Santa. Queremos a vaga de qualquer maneira”, confirmou Sirqueira.

O caso não é inédito no futebol brasileiro. Em maio de 2013, a diretoria do Audax, que havia subido para a elite paulista, colocou o clube à venda. Assim, em setembro daquele ano, o Grêmio Osasco, à época na Série A-2, comprou a equipe e efetuou a fusão patrimonial, garantindo vaga no Paulistão. A partir da junção, a agremiação ficou conhecida como Grêmio Osasco Audax.

Porém, no caso do Netuno, é o inverso – o Mauaense teria de comprar o clube de Diadema e transferir a sede para Mauá para que o Estádio Pedro Benedetti fosse utilizado. Todos os laudos do local estão em dia e, segundo a FPF, a praça esportiva pode receber até 11.986 torcedores, sendo que o mínimo para o Paulistão é de 10 mil. No entanto, estruturas como cabines de imprensa e vestiários precisariam passar por ampliação para atender às exigências para a disputa da elite.

Além da Locomotiva, outros clubes do Grande ABC se sensibilizaram com a situação do Netuno, prestaram solidariedade e se colocaram à disposição, como o São Caetano, por meio do presidente Nairo Ferreira de Souza, e o São Bernardo, via Luiz Fernando Teixeira, mandatário do clube.

(colaborou Anderson Fattori)

Ato reúne 200 na Praça da Moça

No fim da tarde de ontem, foi realizado ato em prol do Água Santa na Praça da Moça, em Diadema, com cerca de 200 pessoas, segundo estimativa do Diário, já que não havia nenhum policiamento presente ao local para dar uma posição oficial. A expectativa da organização era de reunir entre 1.000 e 2.000 pessoas.

Marcado nas redes sociais, o evento contou com a presença de autoridades, como o secretário de Esporte e Lazer do município, Antonio Marcos Ferreira da Silva, o Marquinhos, os vereadores Zé Dourado (PSDB), Maninho (PT) e Doutor Albino (PV), integrantes das torcidas organizadas Aquáticos e Tubarão Azul, além de outros munícipes.

Durante a maior parte do ato, caminhão de som repetia à exaustão os dizeres “Somos periferia sim. Conquistamos o nosso espaço e merecemos ver o Água Santa na Primeira Divisão do Campeonato Paulista”, enquanto integrantes das organizadas agitavam bandeiras e tocavam os tradicionais instrumentos de bateria.

“O povo quer mostrar sua solidariedade ao clube e dizer que a população de Diadema está junto da equipe. É uma demonstração de carinho pelo time e pela cidade”, afirmou Marquinhos.

Ao menos um funcionário do clube também marcou presença na Praça da Moça. Mordomo da equipe, Adiel Mendes, 46 anos, conhecido como Índio, fez questão de ir ao local e demonstrar seu apoio pela equipe na qual trabalha desde 2012.

“Chegamos (na elite) e não vejo o porquê de perdermos no tapetão. É importante a população de Diadema se mobilizar em prol da entidade. Vamos brigar até o fim”, comentou. “Não tenho palavras e não sei dimensionar isso (indefinição). Perder espaço no tapetão é complicado”, desabafou ele, que no período de férias do profissional está atendendo a equipe sub-20 do Netuno.

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