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Monotrilho será vistoriado por avanço na Linha 18

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Secretário nacional de Transportes alegou atraso no Metrô do Grande ABC a falhas na Linha 15, de Vila Prudente


Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

06/11/2015 | 07:03


Integrante da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal, o deputado Alex Manente vai solicitar vistoria na Linha 15-Prata do Metrô (Vila Prudente-Cidade Tiradentes) com o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni. A diligência, que deve ser aprovada pelo grupo de parlamentares no Congresso, visa observar os problemas apresentados no monotrilho, que atualmente funciona apenas em 2,9 quilômetros (Vila Prudente-Oratório) dos 26,6 quilômetros previstos.

A Linha 15 opera no mesmo modal da futura Linha 18-Bronze, que ligará o Grande ABC à Capital (Djalma Dutra-Tamanduateí) e ainda não teve as obras iniciadas. Segundo o secretário nacional de Transportes e de Mobilidade Urbana, Dario Rais Lopes, a infraestrutura e o veículo apresentam problemas, como trepidações, que estão sendo corrigidos aos poucos. Segundo ele, a experiência da Linha 15 vai ser levada tanto para a Linha 17-Ouro (ligará o aeroporto de Congonhas ao Estádio do Morumbi), com inauguração prevista para 2017, quanto para a Linha 18, inicialmente prevista para 2018.

Porém, os três trajetos não possuem padronização de infraestrutura e trens. Por isso, há necessidade de adaptação e cautela na implementação dos transportes. “Estamos em processo de aprendizado com a Linha 15, pois trata-se de uma nova tecnologia. Ela não opera em 100%. Aí teremos de começar com a Linha 17, que é outro modelo, pois não há padronização e não é o mesmo fornecedor (empresas contratadas são diferentes). Também haverá avaliações e adaptações no funcionamento. Como iremos começar a Linha 18 desse jeito? É melhor atrasar um pouco, mas fazer direito”, observou Dario, em audiência pública convocada por Alex Manente, na quarta-feira, em Brasília.

Até então, sabia-se que o atraso para o início das obras do Metrô do Grande ABC ocorria por questões financeiras. Mas o secretário nacional de Transportes trouxe nova informação à tona, ao afirmar que há impasse técnico e que o começo da Linha 18 depende de testes na Linha 17.

Diante dos dados expostos, o deputado salientou que saiu da discussão mais desanimado do que entrou. “Nem sempre as respostas que tínhamos dos nossos questionamentos eram iguais. O governo federal respondia que o problema era um, e o governo do Estado, outro. Resolvemos fazer esse encontro para solucionar esse impasse. Mas descobrimos outros problemas.”

O popular-socialista criticou a ausência de representante do Palácio dos Bandeirantes na audiência. Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni foi convidado, mas não compareceu, alegando imprevistos na agenda. “Vamos propor vistoria na Linha 15 com o secretário para conferir a informação de que está mal utilizada e verificar se, de fato, precisamos esperar a obra da Linha 17. Nossa intenção é solucionar o problema. Queremos dar prosseguimento a esse assunto. Será uma missão árdua”, discorreu Alex.

O requerimento de diligência deve ser aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal na semana que vem. Depois disso, a agenda com Pelissioni deve ser marcada.

Para Estado, impasse é financeiro

A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos rebateu as declarações de Dario Rais Lopes, secretário nacional de Transportes e de Mobilidade Urbana, e afirma que a pendência da Linha 18-Bronze (Djalma Dutra-Tamanduateí) é exclusivamente financeira. Por nota, a Pasta paulista declarou que “não há necessidade de concluir testes de operação da futura Linha 17-Ouro para iniciar as obras da Linha 18”. “Tratam-se de obras distintas e independentes, que em comum têm apenas o fato de serem monotrilho, transporte de média capacidade.”

O setor destacou ainda que o integrante do governo federal, ao afirmar que o impasse para a obra do Metrô do Grande ABC é uma questão técnica, “contradiz o Ministério do Planejamento, órgão que autorizou a destinação de recursos ao Estado de São Paulo”. “Em abril de 2012, o governo federal aprovou recursos para a construção da Linha 18-Bronze, por meio do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), nos valores de R$ 400 milhões (via Orçamento Geral da União a fundo perdido) e de R$ 1,2 bilhão (via financiamento do BNDES)”, frisa a secretaria estadual, que “aguarda autorização junto ao Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos), órgão ligado ao Ministério do Planejamento, para obter financiamento que será destinado às desapropriações”. Após a liberação dos recursos, o Estado terá condições para iniciar as obras da Linha 18-Bronze, diz a nota.

Em resposta a requerimento do deputado Alex Manente, em agosto, o Ministério do Planejamento afirmou que a aprovação do empréstimo do BNDES dependia da garantia da verba de R$ 407 milhões (para desapropriações), de responsabilidade do governo paulista. Se liberada a verba, começa a contar prazos para a conclusão da obra.

Em relação à declaração de que os trens do monotrilho da Linha 15 trepidam, o Metrô informa que “oscilações são normais em sistemas que trafegam com pneus sobre concreto, assim como um veículo de passeio automotor trafegando em uma rua ou avenida” e que isso “não afeta a segurança dos passageiros”.

No total, a obra da Linha-18 custará R$ 4,26 bilhões, sendo R$ 1,92 bilhão responsabilidade do poder público (repartido entre Estado e União), R$ 1,92 bilhão da iniciativa privada e R$ 407 milhões para as desapropriações, sob responsabilidade da gestão paulista.

OUTRA AUDIÊNCIA
Para o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), a declaração de Dario Rais Lopes, de que problemas técnicos atrasam o início da obra da Linha 18, é “cortina de fumaça para esconder a crise financeira pela qual passa o governo federal”, que, consequentemente, não teria condições de arcar com repasses à intervenção.

“Não há justificativa técnica. É uma profunda mentira. Contesto veementemente o secretário nacional de Transportes. Vamos exigir transparência na condução desse impasse”, observou o tucano, presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, que fará requerimento para realização de audiência pública com presença de Dario, do presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, e do secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni. A solicitação deve ser apreciada na terça-feira e, o encontro, realizado na quinta-feira, segundo o parlamentar. 



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Monotrilho será vistoriado por avanço na Linha 18

Secretário nacional de Transportes alegou atraso no Metrô do Grande ABC a falhas na Linha 15, de Vila Prudente

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

06/11/2015 | 07:03


Integrante da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal, o deputado Alex Manente vai solicitar vistoria na Linha 15-Prata do Metrô (Vila Prudente-Cidade Tiradentes) com o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni. A diligência, que deve ser aprovada pelo grupo de parlamentares no Congresso, visa observar os problemas apresentados no monotrilho, que atualmente funciona apenas em 2,9 quilômetros (Vila Prudente-Oratório) dos 26,6 quilômetros previstos.

A Linha 15 opera no mesmo modal da futura Linha 18-Bronze, que ligará o Grande ABC à Capital (Djalma Dutra-Tamanduateí) e ainda não teve as obras iniciadas. Segundo o secretário nacional de Transportes e de Mobilidade Urbana, Dario Rais Lopes, a infraestrutura e o veículo apresentam problemas, como trepidações, que estão sendo corrigidos aos poucos. Segundo ele, a experiência da Linha 15 vai ser levada tanto para a Linha 17-Ouro (ligará o aeroporto de Congonhas ao Estádio do Morumbi), com inauguração prevista para 2017, quanto para a Linha 18, inicialmente prevista para 2018.

Porém, os três trajetos não possuem padronização de infraestrutura e trens. Por isso, há necessidade de adaptação e cautela na implementação dos transportes. “Estamos em processo de aprendizado com a Linha 15, pois trata-se de uma nova tecnologia. Ela não opera em 100%. Aí teremos de começar com a Linha 17, que é outro modelo, pois não há padronização e não é o mesmo fornecedor (empresas contratadas são diferentes). Também haverá avaliações e adaptações no funcionamento. Como iremos começar a Linha 18 desse jeito? É melhor atrasar um pouco, mas fazer direito”, observou Dario, em audiência pública convocada por Alex Manente, na quarta-feira, em Brasília.

Até então, sabia-se que o atraso para o início das obras do Metrô do Grande ABC ocorria por questões financeiras. Mas o secretário nacional de Transportes trouxe nova informação à tona, ao afirmar que há impasse técnico e que o começo da Linha 18 depende de testes na Linha 17.

Diante dos dados expostos, o deputado salientou que saiu da discussão mais desanimado do que entrou. “Nem sempre as respostas que tínhamos dos nossos questionamentos eram iguais. O governo federal respondia que o problema era um, e o governo do Estado, outro. Resolvemos fazer esse encontro para solucionar esse impasse. Mas descobrimos outros problemas.”

O popular-socialista criticou a ausência de representante do Palácio dos Bandeirantes na audiência. Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni foi convidado, mas não compareceu, alegando imprevistos na agenda. “Vamos propor vistoria na Linha 15 com o secretário para conferir a informação de que está mal utilizada e verificar se, de fato, precisamos esperar a obra da Linha 17. Nossa intenção é solucionar o problema. Queremos dar prosseguimento a esse assunto. Será uma missão árdua”, discorreu Alex.

O requerimento de diligência deve ser aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal na semana que vem. Depois disso, a agenda com Pelissioni deve ser marcada.

Para Estado, impasse é financeiro

A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos rebateu as declarações de Dario Rais Lopes, secretário nacional de Transportes e de Mobilidade Urbana, e afirma que a pendência da Linha 18-Bronze (Djalma Dutra-Tamanduateí) é exclusivamente financeira. Por nota, a Pasta paulista declarou que “não há necessidade de concluir testes de operação da futura Linha 17-Ouro para iniciar as obras da Linha 18”. “Tratam-se de obras distintas e independentes, que em comum têm apenas o fato de serem monotrilho, transporte de média capacidade.”

O setor destacou ainda que o integrante do governo federal, ao afirmar que o impasse para a obra do Metrô do Grande ABC é uma questão técnica, “contradiz o Ministério do Planejamento, órgão que autorizou a destinação de recursos ao Estado de São Paulo”. “Em abril de 2012, o governo federal aprovou recursos para a construção da Linha 18-Bronze, por meio do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), nos valores de R$ 400 milhões (via Orçamento Geral da União a fundo perdido) e de R$ 1,2 bilhão (via financiamento do BNDES)”, frisa a secretaria estadual, que “aguarda autorização junto ao Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos), órgão ligado ao Ministério do Planejamento, para obter financiamento que será destinado às desapropriações”. Após a liberação dos recursos, o Estado terá condições para iniciar as obras da Linha 18-Bronze, diz a nota.

Em resposta a requerimento do deputado Alex Manente, em agosto, o Ministério do Planejamento afirmou que a aprovação do empréstimo do BNDES dependia da garantia da verba de R$ 407 milhões (para desapropriações), de responsabilidade do governo paulista. Se liberada a verba, começa a contar prazos para a conclusão da obra.

Em relação à declaração de que os trens do monotrilho da Linha 15 trepidam, o Metrô informa que “oscilações são normais em sistemas que trafegam com pneus sobre concreto, assim como um veículo de passeio automotor trafegando em uma rua ou avenida” e que isso “não afeta a segurança dos passageiros”.

No total, a obra da Linha-18 custará R$ 4,26 bilhões, sendo R$ 1,92 bilhão responsabilidade do poder público (repartido entre Estado e União), R$ 1,92 bilhão da iniciativa privada e R$ 407 milhões para as desapropriações, sob responsabilidade da gestão paulista.

OUTRA AUDIÊNCIA
Para o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), a declaração de Dario Rais Lopes, de que problemas técnicos atrasam o início da obra da Linha 18, é “cortina de fumaça para esconder a crise financeira pela qual passa o governo federal”, que, consequentemente, não teria condições de arcar com repasses à intervenção.

“Não há justificativa técnica. É uma profunda mentira. Contesto veementemente o secretário nacional de Transportes. Vamos exigir transparência na condução desse impasse”, observou o tucano, presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, que fará requerimento para realização de audiência pública com presença de Dario, do presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, e do secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni. A solicitação deve ser apreciada na terça-feira e, o encontro, realizado na quinta-feira, segundo o parlamentar. 

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