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Obras no Alvarenga causam transtornos

Marina Brandão/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Assim como na Jurubatuba, comerciantes de vias interditadas reclamam de queda nas vendas


Nelson Donato
Especial para o Diário

06/11/2015 | 07:00


Problema registrado na Rua Jurubatuba, no Centro de São Bernardo, onde comerciantes estão sendo prejudicados pelas obras do Projeto Drenar, se repete também na região do Alvarenga. Ali as intervenções são para a construção de corredor de ônibus na Estrada dos Alvarenga, e tiveram início no mês passado. A realização dos trabalhos fez com que trechos da via fossem interditados e a falta de sinalização e acessos ilhou estabelecimentos, que chegam a registrar 95% de prejuízo.

As intervenções fazem parte de pacote da gestão Luiz Marinho (PT) que inclui, além do corredor, a construção do Terminal Alves Dias, com investimento de cerca de R$ 70 milhões do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

“Se as coisas continuarem deste jeito, serei obrigado a fechar as portas em breve”, lamenta Renato Silva, 38 anos, proprietário da venda de autopeças Samaritano Móveis. A previsão pessimista se dá por conta da queda de 95% nas vendas do estabelecimento. “Contatei a imobiliária e avisei sobre possível quebra de contrato. Se tiver que me mudar desse ponto, sei que ficarei ao menos seis meses parado.”

Por conta do bloqueio em trechos da via e da falta de sinalização, os clientes de Silva desconhecem o ponto de acesso à loja . “Não há nenhuma placa indicadora e os amarelinhos (agentes de trânsito) só pioram a situação. Hoje (ontem) quase não me deixaram passar e tive que explicar que sou dono do comércio, imagina com as pessoas que não vêm aqui constantemente.”

Na manhã de ontem, a equipe do Diário esteve na Estrada dos Alvarenga e constatou a falta de preparo dos agentes de trânsito que atuam no local. Em diversos momentos eles deixaram o cruzamento da estrada com a Rua Mario Pasin, único ponto pelo qual é possível chegar à autopeças. Além disso, em duas oportunidades, indagaram à equipe de reportagem qual era o propósito ali.

Outro estabelecimento que tem sofrido os efeitos do início das obras é o depósito de materiais de construção Kolen. De acordo com o proprietário do local, Denis Koiti Sato, 37, ele perdeu várias vendas nos últimos dois dias e registrou queda de 90% do movimento. “Se continuar desse jeito, a solução será demitir. O que mais me surpreende é que começaram os trabalhos no fim do ano, quando o mercado está aquecido. Já estamos em um período difícil e, por conta desses fatos, não sei o que pode acontecer.”

Outra reclamação de Sato é a falta de avisos sobre a obra. “Eles (funcionários da Prefeitura) simplesmente chegaram aqui e bloquearam a via. Já conversei com os responsáveis pela construção do corredor, mas ninguém dá prazo preciso, falam entre dois ou três meses de interdição no trecho. Se demorar esse tempo todo, meu prejuízo será enorme.”

Procurada para detalhar a previsão de conclusão das intervenções no local, a Prefeitura de São Bernardo não se manifestou até o fechamento desta edição.
 



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Obras no Alvarenga causam transtornos

Assim como na Jurubatuba, comerciantes de vias interditadas reclamam de queda nas vendas

Nelson Donato
Especial para o Diário

06/11/2015 | 07:00


Problema registrado na Rua Jurubatuba, no Centro de São Bernardo, onde comerciantes estão sendo prejudicados pelas obras do Projeto Drenar, se repete também na região do Alvarenga. Ali as intervenções são para a construção de corredor de ônibus na Estrada dos Alvarenga, e tiveram início no mês passado. A realização dos trabalhos fez com que trechos da via fossem interditados e a falta de sinalização e acessos ilhou estabelecimentos, que chegam a registrar 95% de prejuízo.

As intervenções fazem parte de pacote da gestão Luiz Marinho (PT) que inclui, além do corredor, a construção do Terminal Alves Dias, com investimento de cerca de R$ 70 milhões do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

“Se as coisas continuarem deste jeito, serei obrigado a fechar as portas em breve”, lamenta Renato Silva, 38 anos, proprietário da venda de autopeças Samaritano Móveis. A previsão pessimista se dá por conta da queda de 95% nas vendas do estabelecimento. “Contatei a imobiliária e avisei sobre possível quebra de contrato. Se tiver que me mudar desse ponto, sei que ficarei ao menos seis meses parado.”

Por conta do bloqueio em trechos da via e da falta de sinalização, os clientes de Silva desconhecem o ponto de acesso à loja . “Não há nenhuma placa indicadora e os amarelinhos (agentes de trânsito) só pioram a situação. Hoje (ontem) quase não me deixaram passar e tive que explicar que sou dono do comércio, imagina com as pessoas que não vêm aqui constantemente.”

Na manhã de ontem, a equipe do Diário esteve na Estrada dos Alvarenga e constatou a falta de preparo dos agentes de trânsito que atuam no local. Em diversos momentos eles deixaram o cruzamento da estrada com a Rua Mario Pasin, único ponto pelo qual é possível chegar à autopeças. Além disso, em duas oportunidades, indagaram à equipe de reportagem qual era o propósito ali.

Outro estabelecimento que tem sofrido os efeitos do início das obras é o depósito de materiais de construção Kolen. De acordo com o proprietário do local, Denis Koiti Sato, 37, ele perdeu várias vendas nos últimos dois dias e registrou queda de 90% do movimento. “Se continuar desse jeito, a solução será demitir. O que mais me surpreende é que começaram os trabalhos no fim do ano, quando o mercado está aquecido. Já estamos em um período difícil e, por conta desses fatos, não sei o que pode acontecer.”

Outra reclamação de Sato é a falta de avisos sobre a obra. “Eles (funcionários da Prefeitura) simplesmente chegaram aqui e bloquearam a via. Já conversei com os responsáveis pela construção do corredor, mas ninguém dá prazo preciso, falam entre dois ou três meses de interdição no trecho. Se demorar esse tempo todo, meu prejuízo será enorme.”

Procurada para detalhar a previsão de conclusão das intervenções no local, a Prefeitura de São Bernardo não se manifestou até o fechamento desta edição.
 

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