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Setor de borracha fatura menos


Fabiana Cotrim
Da Redaçao

03/10/2000 | 00:08


As indústrias de artefatos de borracha apresentaram retraçao de 12% na produçao e faturamento no mês de setembro, na comparaçao com o mês anterior. O motivo apontado pelo Sindicato da Indústria de Artefatos de Borracha do Estado de Sao Paulo (Sindibor) foi o aumento das importaçoes por parte das montadoras que, apenas em setembro, atingiu a marca de US$ 26 milhoes. Segundo o presidente do sindicato, Edgar Solano Marreiros, com esse valor, seria possível consumir de cinco indústrias nacionais.

Quarta-feira, representantes do Sindibor e empresários do setor reúnem-se com o presidente da Federaçao das Indústrias do Estado de Sao Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, para pedir apoio e negociar junto ao governo medidas que elevem o custo dos artigos importados e permitam uma maior concorrência. "A indústria nacional tem condiçoes de produzir com qualidade igual à dos artigos importados. As plantas já foram modernizadas, queremos condiçoes iguais de venda dos produtos e facilidades para as exportaçoes. Com a Fiesp ao nosso lado, fica mais fácil negociar", disse Marreiros. Uma das alternativas seria a elevaçao da alíquota do imposto de importaçao dos artefatos de borracha.

Além da concorrência considerada desleal, já que, segundo o presidente do sindicato, os artefatos importados sao vendidos pelo mesmo valor dos nacionais, o setor de borracha também foi atingido pela retraçao na produçao de veículos em setembro. "As novas montadoras estao trazendo seus fornecedores de fora, deixando de consumir das indústrias nacionais, que podem ter até de fechar as portas. As multinacionais, além de aumentar a concorrência, estao abrindo unidades próximas às plantas das montadoras", destacou Marreiros, que é proprietário da Produflex, indústria de Diadema. A fábrica, segundo ele, teve queda de 12% em um mês tanto na produçao como no faturamento e o lucro é uma palavra que nao existe mais. "Há mais de um ano nao conseguimos repassar os aumentos da matéria-prima - negro-de-fumo, que é à base de petróleo -, apenas as elevaçoes com os custos industriais."

Na Iteb, empresa de Sao Bernardo, a produçao e o faturamento estao se mantendo constantes neste ano. Segundo a assistente de vendas, Denise Aparecida Batistini, a indústria produz para todos os segmentos que empregam artefatos de borracha. "Se fôssemos trabalhar apenas com as montadoras, a produçao estaria em queda", ressaltou.

Na Adan Indústria e Comércio, indústria de tapetes para automóveis de Diadema, a situaçao é de retraçao nas vendas, com 20% apenas neste ano. A sócia Anita Rondina destacou que a concorrência é grande e o repasse para o mercado de reposiçao só é possível após aumentos muito altos nas matérias-primas. "As montadoras nao aceitam o repasse, com isso, há meses que temos lucro e outros, nao."

A situaçao de diminuiçao na produçao, segundo Anita, começou ainda em 1998. "Houve uma queda que ainda nao foi revertida. A expectativa para este ano é de que o setor continue do mesmo jeito, mas esperamos que a Adan consiga se recuperar e termine 2000 com faturamento igual ao do ano passado."



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Setor de borracha fatura menos

Fabiana Cotrim
Da Redaçao

03/10/2000 | 00:08


As indústrias de artefatos de borracha apresentaram retraçao de 12% na produçao e faturamento no mês de setembro, na comparaçao com o mês anterior. O motivo apontado pelo Sindicato da Indústria de Artefatos de Borracha do Estado de Sao Paulo (Sindibor) foi o aumento das importaçoes por parte das montadoras que, apenas em setembro, atingiu a marca de US$ 26 milhoes. Segundo o presidente do sindicato, Edgar Solano Marreiros, com esse valor, seria possível consumir de cinco indústrias nacionais.

Quarta-feira, representantes do Sindibor e empresários do setor reúnem-se com o presidente da Federaçao das Indústrias do Estado de Sao Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, para pedir apoio e negociar junto ao governo medidas que elevem o custo dos artigos importados e permitam uma maior concorrência. "A indústria nacional tem condiçoes de produzir com qualidade igual à dos artigos importados. As plantas já foram modernizadas, queremos condiçoes iguais de venda dos produtos e facilidades para as exportaçoes. Com a Fiesp ao nosso lado, fica mais fácil negociar", disse Marreiros. Uma das alternativas seria a elevaçao da alíquota do imposto de importaçao dos artefatos de borracha.

Além da concorrência considerada desleal, já que, segundo o presidente do sindicato, os artefatos importados sao vendidos pelo mesmo valor dos nacionais, o setor de borracha também foi atingido pela retraçao na produçao de veículos em setembro. "As novas montadoras estao trazendo seus fornecedores de fora, deixando de consumir das indústrias nacionais, que podem ter até de fechar as portas. As multinacionais, além de aumentar a concorrência, estao abrindo unidades próximas às plantas das montadoras", destacou Marreiros, que é proprietário da Produflex, indústria de Diadema. A fábrica, segundo ele, teve queda de 12% em um mês tanto na produçao como no faturamento e o lucro é uma palavra que nao existe mais. "Há mais de um ano nao conseguimos repassar os aumentos da matéria-prima - negro-de-fumo, que é à base de petróleo -, apenas as elevaçoes com os custos industriais."

Na Iteb, empresa de Sao Bernardo, a produçao e o faturamento estao se mantendo constantes neste ano. Segundo a assistente de vendas, Denise Aparecida Batistini, a indústria produz para todos os segmentos que empregam artefatos de borracha. "Se fôssemos trabalhar apenas com as montadoras, a produçao estaria em queda", ressaltou.

Na Adan Indústria e Comércio, indústria de tapetes para automóveis de Diadema, a situaçao é de retraçao nas vendas, com 20% apenas neste ano. A sócia Anita Rondina destacou que a concorrência é grande e o repasse para o mercado de reposiçao só é possível após aumentos muito altos nas matérias-primas. "As montadoras nao aceitam o repasse, com isso, há meses que temos lucro e outros, nao."

A situaçao de diminuiçao na produçao, segundo Anita, começou ainda em 1998. "Houve uma queda que ainda nao foi revertida. A expectativa para este ano é de que o setor continue do mesmo jeito, mas esperamos que a Adan consiga se recuperar e termine 2000 com faturamento igual ao do ano passado."

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