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Idoso de 105 anos será tataravô

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Joaquim Albino de Vasconcelos aguarda a chegada
do filho da 1ª trineta, que integrará a sexta geração


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

12/04/2015 | 07:00


Família é a base de tudo. E quanta satisfação poder vê-la crescer por gerações. Aos 105 anos, seu Joaquim Albino de Vasconcelos, morador do Parque Oratório, em Santo André, terá a honra de conhecer a sexta linhagem muito em breve. A primeira trineta, Luana dos Reis, 24, está grávida de seis meses de um menino, que se chamará André. “Nem meu pai nem meu avô conseguiram ver um tataraneto”, gaba-se seu Joaquim.

Luana se orgulha de poder proporcionar mais esse momento ao trisavô e se emociona ao falar dele. “É a pessoa por quem tenho mais respeito, tanto pela admiração quanto pelo orgulho de tê-lo vivo. Para mim, ele é como se fosse um pai.”

Seu Joaquim nasceu no dia 10 de janeiro de 1910, na cidade de Bezerros, em Pernambuco. Foi lá que, aos 22 anos, casou-se com Ana Mercedes, sua prima de segundo grau. Da união nasceram seis filhos, que aumentaram ainda mais a família. “Tenho 22 netos, seis bisnetos e 17 tataranetos”, contabiliza.

Com um século de trajetória e muitas experiências vivenciadas, duas o marcaram profundamente. “Uma delas foi a morte da minha mãe”, conta, as lágrimas vindo aos olhos instantaneamente ao se lembrar. “Estava com 10 anos e um dos meus irmãos (eles eram em cinco, sendo que três já morreram) me acordou falando que ela tinha morrido (por problemas cardíacos). Ainda sinto bastante falta dela.”

A outra situação, também uma perda, foi a morte da mulher em 1976, aos 72 anos, também vítima do coração. “Ela era 100%. Quando eu estava aperreado, ela sempre me aconselhava e eu ficava quieto. Era muito boa comigo. Mas a vida é assim mesmo, a gente não tem o que fazer”, diz, com a voz cheia de saudade e ternura, enquanto olha o retrato do casal fixado na parede.

Também com nostalgia seu Joaquim lembra de como eram os relacionamentos amorosos de antigamente. “Se a namorada estava sentada e eu chegava perto, o pai dela já tossia e ela escapulia para a cozinha para ajudar a mãe. Hoje está muito moderno. Casar na igreja é luxo, se juntam. É um absurdo, não podia ser assim”, lamenta.

As marcas dos 105 anos limitam-se apenas “a ouvidos moucos e canseira nas pernas”. Com uma saúde de ferro, ele vai à feira, assiste à missa todos os domingos e joga bola no quintal de casa. Embora trajando camisa do Corinthians, frisa que não torce para nenhum clube. “Me deram de presente porque o time foi fundado no mesmo ano em que nasci.”

A fórmula de tanta disposição vem em forma de conselhos. “Não assistir à novela, rezar bastante, assistir à missa, não emprestar dinheiro, não falar mal dos vizinhos e respeitar todo mundo, grandes e pequenos.” Receita para ser seguida por muitas gerações.  



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Idoso de 105 anos será tataravô

Joaquim Albino de Vasconcelos aguarda a chegada
do filho da 1ª trineta, que integrará a sexta geração

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

12/04/2015 | 07:00


Família é a base de tudo. E quanta satisfação poder vê-la crescer por gerações. Aos 105 anos, seu Joaquim Albino de Vasconcelos, morador do Parque Oratório, em Santo André, terá a honra de conhecer a sexta linhagem muito em breve. A primeira trineta, Luana dos Reis, 24, está grávida de seis meses de um menino, que se chamará André. “Nem meu pai nem meu avô conseguiram ver um tataraneto”, gaba-se seu Joaquim.

Luana se orgulha de poder proporcionar mais esse momento ao trisavô e se emociona ao falar dele. “É a pessoa por quem tenho mais respeito, tanto pela admiração quanto pelo orgulho de tê-lo vivo. Para mim, ele é como se fosse um pai.”

Seu Joaquim nasceu no dia 10 de janeiro de 1910, na cidade de Bezerros, em Pernambuco. Foi lá que, aos 22 anos, casou-se com Ana Mercedes, sua prima de segundo grau. Da união nasceram seis filhos, que aumentaram ainda mais a família. “Tenho 22 netos, seis bisnetos e 17 tataranetos”, contabiliza.

Com um século de trajetória e muitas experiências vivenciadas, duas o marcaram profundamente. “Uma delas foi a morte da minha mãe”, conta, as lágrimas vindo aos olhos instantaneamente ao se lembrar. “Estava com 10 anos e um dos meus irmãos (eles eram em cinco, sendo que três já morreram) me acordou falando que ela tinha morrido (por problemas cardíacos). Ainda sinto bastante falta dela.”

A outra situação, também uma perda, foi a morte da mulher em 1976, aos 72 anos, também vítima do coração. “Ela era 100%. Quando eu estava aperreado, ela sempre me aconselhava e eu ficava quieto. Era muito boa comigo. Mas a vida é assim mesmo, a gente não tem o que fazer”, diz, com a voz cheia de saudade e ternura, enquanto olha o retrato do casal fixado na parede.

Também com nostalgia seu Joaquim lembra de como eram os relacionamentos amorosos de antigamente. “Se a namorada estava sentada e eu chegava perto, o pai dela já tossia e ela escapulia para a cozinha para ajudar a mãe. Hoje está muito moderno. Casar na igreja é luxo, se juntam. É um absurdo, não podia ser assim”, lamenta.

As marcas dos 105 anos limitam-se apenas “a ouvidos moucos e canseira nas pernas”. Com uma saúde de ferro, ele vai à feira, assiste à missa todos os domingos e joga bola no quintal de casa. Embora trajando camisa do Corinthians, frisa que não torce para nenhum clube. “Me deram de presente porque o time foi fundado no mesmo ano em que nasci.”

A fórmula de tanta disposição vem em forma de conselhos. “Não assistir à novela, rezar bastante, assistir à missa, não emprestar dinheiro, não falar mal dos vizinhos e respeitar todo mundo, grandes e pequenos.” Receita para ser seguida por muitas gerações.  

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