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'Matrix Revolutions' é lançado em 65 países ao mesmo tempo


Patrícia Vilani
Do Diário do Grande ABC

18/10/2003 | 17:09


Em bem pouco tempo, um exército de 250 mil sentinelas cercará a única cidade onde ainda vivem os seres humanos, Zion, um lugar perto do centro da Terra. Será o início da batalha final entre homens e máquinas. O dia da ação é 5 de novembro, quando chega aos cinemas de todo o mundo o último filme da extraordinária franquia Matrix, intitulado Matrix Revolutions. O lançamento será simultâneo em 65 países, algo sem precedentes na história do cinema. No Brasil, a primeira sessão acontecerá às 11h (já contando com o horário de verão, em vigor desde à 0h de domingo). Los Angeles assistirá ao filme às 6h; Nova York, às 9h; Londres, às 14h; Moscou, às 17h; e Tóquio, às 23h.

A idéia de que as principais capitais do mundo vejam Revolutions ao mesmo tempo envolve não só uma ousada campanha de marketing, mas também o tema de integração da trilogia.

Quem garante isso é o produtor Joel Silver, que assumiu também a função de porta-voz de Larry e Andy Wachowski. Isso porque, como se sabe, os jovens irmãos cineastas são avessos a entrevistas e declarações públicas. Não falam nem mesmo nos extras do DVD de Reloaded (2003), o filme número dois, que chegou esta semana ao mercado depois de uma temporada digna de um arrasa-quarteirão nos cinemas. Foram 5,1 milhões de espectadores só no Brasil (a segunda maior bilheteria do ano, atrás apenas de Carandiru) e US$ 700 milhões de arrecadação no mundo.

Pouco se sabe de Revolutions. Mas o que se fala – e muito – é que o filme mostrará seqüências ainda mais impressionantes que o filme anterior. Os Wachowski não são bobos. Com o slogan "Tudo o que tem um começo tem um fim", uma referência aos 100 anos de luta dos rebeldes contra a hegemonia das máquinas, fica claro que eles deixaram muita coisa para ser revelada no capítulo derradeiro.

Neo (Keanu Reeves) terá o último confronto com Smith (Hugo Weaving) e, sendo assim, deverá ser ainda mais interessante do que a luta do Escolhido com as 100 réplicas do indestrutível agente em Reloaded.

Revolutions e Reloaded, no entanto, são o mesmo filme. As duas seqüências do original de 1999 tiveram um ritmo de gravação alucinante. Foram centenas de pessoas trabalhando incansavelmente durante três anos – um de pré-produção (que inclui, por exemplo, construção de cenários e ensaios das coreografias), um de filmagem e um terceiro de pós-produção (aí entram os extraordinários efeitos especiais). Tudo isso está documentado nos extras do DVD de Reloaded. Acredite: são tão interessantes quanto o próprio filme.

Reeves, no documentário Preloaded, diz que o segundo e o terceiro filmes exigiram três vezes mais treinamento do que o primeiro. Só para os ensaios com o mestre das artes marciais Wo Ping foram consumidos oito meses. Para uma cena de cinco minutos – a da luta com Smith –, o astro teve de decorar cerca de 500 movimentos. Intérprete de Niobe em Reloaded e Revolutions, a atriz Jada Pinkett Smith conta que um dia escutou Reeves pedindo uma banheira de gelo nos sets. "Eu entendi o porquê depois de fazer minha primeira cena de luta".

Quatro anos após Matrix, a franquia já tem uma extensa lista de ramificações, além das duas continuações, de suas respectivas trilhas sonoras, do videogame Enter the Matrix e da série de animações Animatrix. Vende desde óculos até aparelhos de TV com tela de cristal líquido. Tudo muito bem costurado pela filosofia fast-food dos Wackowski. Já Silver se encarrega de supervalorizar o produto. Afirma que a experiência de assistir a todos os adjacentes de Matrix é "gloriosa".



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'Matrix Revolutions' é lançado em 65 países ao mesmo tempo

Patrícia Vilani
Do Diário do Grande ABC

18/10/2003 | 17:09


Em bem pouco tempo, um exército de 250 mil sentinelas cercará a única cidade onde ainda vivem os seres humanos, Zion, um lugar perto do centro da Terra. Será o início da batalha final entre homens e máquinas. O dia da ação é 5 de novembro, quando chega aos cinemas de todo o mundo o último filme da extraordinária franquia Matrix, intitulado Matrix Revolutions. O lançamento será simultâneo em 65 países, algo sem precedentes na história do cinema. No Brasil, a primeira sessão acontecerá às 11h (já contando com o horário de verão, em vigor desde à 0h de domingo). Los Angeles assistirá ao filme às 6h; Nova York, às 9h; Londres, às 14h; Moscou, às 17h; e Tóquio, às 23h.

A idéia de que as principais capitais do mundo vejam Revolutions ao mesmo tempo envolve não só uma ousada campanha de marketing, mas também o tema de integração da trilogia.

Quem garante isso é o produtor Joel Silver, que assumiu também a função de porta-voz de Larry e Andy Wachowski. Isso porque, como se sabe, os jovens irmãos cineastas são avessos a entrevistas e declarações públicas. Não falam nem mesmo nos extras do DVD de Reloaded (2003), o filme número dois, que chegou esta semana ao mercado depois de uma temporada digna de um arrasa-quarteirão nos cinemas. Foram 5,1 milhões de espectadores só no Brasil (a segunda maior bilheteria do ano, atrás apenas de Carandiru) e US$ 700 milhões de arrecadação no mundo.

Pouco se sabe de Revolutions. Mas o que se fala – e muito – é que o filme mostrará seqüências ainda mais impressionantes que o filme anterior. Os Wachowski não são bobos. Com o slogan "Tudo o que tem um começo tem um fim", uma referência aos 100 anos de luta dos rebeldes contra a hegemonia das máquinas, fica claro que eles deixaram muita coisa para ser revelada no capítulo derradeiro.

Neo (Keanu Reeves) terá o último confronto com Smith (Hugo Weaving) e, sendo assim, deverá ser ainda mais interessante do que a luta do Escolhido com as 100 réplicas do indestrutível agente em Reloaded.

Revolutions e Reloaded, no entanto, são o mesmo filme. As duas seqüências do original de 1999 tiveram um ritmo de gravação alucinante. Foram centenas de pessoas trabalhando incansavelmente durante três anos – um de pré-produção (que inclui, por exemplo, construção de cenários e ensaios das coreografias), um de filmagem e um terceiro de pós-produção (aí entram os extraordinários efeitos especiais). Tudo isso está documentado nos extras do DVD de Reloaded. Acredite: são tão interessantes quanto o próprio filme.

Reeves, no documentário Preloaded, diz que o segundo e o terceiro filmes exigiram três vezes mais treinamento do que o primeiro. Só para os ensaios com o mestre das artes marciais Wo Ping foram consumidos oito meses. Para uma cena de cinco minutos – a da luta com Smith –, o astro teve de decorar cerca de 500 movimentos. Intérprete de Niobe em Reloaded e Revolutions, a atriz Jada Pinkett Smith conta que um dia escutou Reeves pedindo uma banheira de gelo nos sets. "Eu entendi o porquê depois de fazer minha primeira cena de luta".

Quatro anos após Matrix, a franquia já tem uma extensa lista de ramificações, além das duas continuações, de suas respectivas trilhas sonoras, do videogame Enter the Matrix e da série de animações Animatrix. Vende desde óculos até aparelhos de TV com tela de cristal líquido. Tudo muito bem costurado pela filosofia fast-food dos Wackowski. Já Silver se encarrega de supervalorizar o produto. Afirma que a experiência de assistir a todos os adjacentes de Matrix é "gloriosa".

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