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Câmara de Sto.André é campeã de licença médica


Arthur Lopez
Do Diário do Grande ABC

18/09/2005 | 08:06


A maior concentração de médicos entre as Câmaras Municipais da região não garante uma saúde melhor para os parlamentares. É o caso de Santo André que tem quatro profissionais de saúde, mas mantém o recorde de licenças médicas neste ano. Foram três vereadores afastados por acidente ou doença, enquanto nas outras Casas no Grande ABC houve apenas um caso em São Caetano nessa legislatura.

Ao contrário das licenças por motivação pessoal, quando o suplente assume o lugar e o salário do vereador titular, no caso do afastamento por motivação de saúde, os dois recebem o pagamento durante a licença. Em Santo André, neste ano, a Câmara gastou R$ 10.352,84 a mais para cobrir 43 dias que parlamentares se licenciaram sem abrir mão do salário.

O primeiro a se licenciar foi Carlos Ferreira (PDT), por 15 dias em março, quando assumiu seu suplente, o pedetista José Braz Silva, o Fofão. O titular da cadeira está novamente afastado do legislativo, desta vez por 30 dias, mas sem receber pagamento.

O atual líder do PT e do governo, Antonio Leite, foi o segundo a se licenciar, por 13 dias, em junho, assumindo no lugar Antonio Padre. O petista estava prestes a acompanhar a visita do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, quando caiu numa escada. “Estava com um sapato novo, com solado de couro e escorreguei. Bati as costas e tive muitas dores na coluna”, lembra Leite, que durante o tratamento teve de repousar.

A mudança de rotina, com o acúmulo de funções de vereador em primeiro mandato mais a de médico oftalmologista, levou José Ricardo (PSB) a um quadro de estresse e a 15 dias de licença. No seu lugar, Claudinei Beltrami enfrentou uma rebelião da executiva socialista da cidade, que fez o partido virar oposição ao governo de João Avamileno (PT), e a pressão na votação mais polêmica do ano (terreno para a UFABC).

“Eu tive um descompasso de hipertensão. Resolvi parar e procurar tratamento”, conta o médico socialista. José Ferreira garante que nem sabe se o suplente tem direito a salário. “Não vi essas questões burocráticas. Acendeu a luz vermelha e eu pedi licença”, afirma.

Só em São Caetano, que tem dois vereadores médicos, foi registrada outra baixa. Sidnei Bezerra da Silva (PSDC) ficou afastado durante um mês para tratamento de coluna. São Bernardo tem dois médicos parlamentares e Diadema apenas um. Nessas cidades e em Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, não houve casos de doenças ou acidentes em que se precisou dar posse ao suplente.

Segundo o presidente da Câmara de Santo André, Luiz Zacarias (PL), para pedir uma licença médica por mais de 15 dias, quando o suplente tem de assumir, basta o vereador solicitar e apresentar um atestado médico. Caso algum outro parlamentar denuncie possível fraude, é aberta sindicância, onde o caso é investigado. “Somente nessa situação, a Casa vai ouvir profissionais de saúde para comprovar a necessidade da licença.



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