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Sem exigir desistências, Marinho confirma que será candidato a federal

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-prefeito de São Bernardo e presidente paulista do PT diz que legenda precisa ter candidaturas competitivas para fortalecer bancada em Brasília


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

20/02/2021 | 23:49


Ex-prefeito de São Bernardo e presidente estadual do PT, Luiz Marinho admitiu publicamente, pela primeira vez, que trabalha para ser candidato a deputado federal na eleição do ano que vem, mas avisou que não quer ver seu projeto eleitoral canibalizar desejos de quem, dentro do partido, busque assento na Câmara dos Deputados. “Como presidente do partido tenho tarefa de construir a chapa federal e estadual. Em sendo candidato a federal, não pedirei que deixem de ser candidatos. Pelo contrário. Precisamos de chapa competitiva.”

No começo do mês, o Diário revelou que Marinho havia comunicado internamente que buscaria uma cadeira em Brasília, em sua primeira eleição parlamentar – em todas as vezes que participou do pleito concorreu a uma vaga no Executivo. O chefe do Executivo declarou que, “como soldado do partido”, sempre aceitou missões para as quais foi designado.

“Em 2018, fui candidato a governador e, em sã consciência, não vislumbrávamos que iríamos vencer, nada dizia que tínhamos condições disso. Naquela época muita gente defendia que eu fosse candidato a deputado. Me coloquei à disposição do partido, que pediu para liderar o projeto no Estado. Cumpri esse papel”, relembrou. “Em 2020, conversando em casa, com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com o Sindicato dos Químicos, com demais companheiros sindicais, há muita ponderação para que eu seja candidato a deputado. Perfil de colaborar, de crescer bancada.”

Dentro do PT, a candidatura a deputado federal de Marinho é considerada como projeto regional, inclusive com suporte das duas administrações petistas no Grande ABC, a de Diadema, com José de Filippi Júnior como prefeito, e de Mauá, onde o chefe do Executivo é Marcelo Oliveira. A região tem um deputado federal petista: Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho. O outro parlamentar federal é Alex Manente (Cidadania).

Sobre a campanha de 2024, na sucessão de Orlando Morando (PSDB) em São Bernardo, Marinho adotou tom enigmático. Inicialmente declarou que o pleito de 2024 começa a ser construído em 2023, mas deixou pistas sobre sua atuação e a respeito do desejo de outras figuras do petismo são-bernardense em representar a sigla nas urnas daqui a três anos.

“É preciso observar o andar dos quatro anos. Eu diria que eu não preciso ser candidato a prefeito. Não significa dizer que o (deputado estadual) Luiz Fernando (Teixeira, PT) é o nome mais adequado (do PT em São Bernardo). Não digo que sou nem que não sou (candidato a prefeito). Digo que não preciso. O que estamos construindo agora são as candidaturas a deputado porque nem é bom firmar com tamanha antecedência posição que tal liderança vai ser o candidato a prefeito. Pode prejudicar a eleição de deputado. Precisamos preservar os mandatos do Luiz (Fernando), do (Teonilio) Barba (PT, estadual), do Vicentinho. E fortalecer a chapa.” 

''''Vereadores abriram mão da autonomia’

Prefeito de São Bernardo entre 2009 e 2016, Luiz Marinho (PT) chamou de “inaceitável” a postura dos vereadores, em especial os governistas, diante da administração de seu sucessor, Orlando Morando (PSDB). Na visão do petista, o Legislativo assiste passivamente às imposições do tucano dentro do Parlamento.

“É inaceitável, e essa crítica tem de valer para a situação, é votar em um projeto sem saber o que ele diz. A oposição, se não tiver conhecimento do teor, não pode votar. Toda semana tem projeto urgente, que tem de descer (do Paço para a Câmara) e ser aprovado, dando parecer (das comissões) em plenário (durante as sessões, sem análise prévia). Isso não existe. Não é democracia, é autoritarismo”, disparou. “É absurdo o jeito que a Câmara se sujeita aos caprichos deste prefeito. Até para aprovar homenagem precisa pedir para o prefeito se pode ou não? Que coisa é essa? É abrir mão da autonomia. Um pilar democrático se foi.”

As declarações surgiram quando Marinho foi questionado sobre a postura da bancada petista na Câmara. No primeiro mandato de Morando, a baixa produtividade de oposição foi alvo de críticas dentro do petismo. Dos cinco vereadores, o bloco se reduziu a quatro figuras, sendo que somente dois da legislatura anterior se reelegeram.



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Sem exigir desistências, Marinho confirma que será candidato a federal

Ex-prefeito de São Bernardo e presidente paulista do PT diz que legenda precisa ter candidaturas competitivas para fortalecer bancada em Brasília

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

20/02/2021 | 23:49


Ex-prefeito de São Bernardo e presidente estadual do PT, Luiz Marinho admitiu publicamente, pela primeira vez, que trabalha para ser candidato a deputado federal na eleição do ano que vem, mas avisou que não quer ver seu projeto eleitoral canibalizar desejos de quem, dentro do partido, busque assento na Câmara dos Deputados. “Como presidente do partido tenho tarefa de construir a chapa federal e estadual. Em sendo candidato a federal, não pedirei que deixem de ser candidatos. Pelo contrário. Precisamos de chapa competitiva.”

No começo do mês, o Diário revelou que Marinho havia comunicado internamente que buscaria uma cadeira em Brasília, em sua primeira eleição parlamentar – em todas as vezes que participou do pleito concorreu a uma vaga no Executivo. O chefe do Executivo declarou que, “como soldado do partido”, sempre aceitou missões para as quais foi designado.

“Em 2018, fui candidato a governador e, em sã consciência, não vislumbrávamos que iríamos vencer, nada dizia que tínhamos condições disso. Naquela época muita gente defendia que eu fosse candidato a deputado. Me coloquei à disposição do partido, que pediu para liderar o projeto no Estado. Cumpri esse papel”, relembrou. “Em 2020, conversando em casa, com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com o Sindicato dos Químicos, com demais companheiros sindicais, há muita ponderação para que eu seja candidato a deputado. Perfil de colaborar, de crescer bancada.”

Dentro do PT, a candidatura a deputado federal de Marinho é considerada como projeto regional, inclusive com suporte das duas administrações petistas no Grande ABC, a de Diadema, com José de Filippi Júnior como prefeito, e de Mauá, onde o chefe do Executivo é Marcelo Oliveira. A região tem um deputado federal petista: Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho. O outro parlamentar federal é Alex Manente (Cidadania).

Sobre a campanha de 2024, na sucessão de Orlando Morando (PSDB) em São Bernardo, Marinho adotou tom enigmático. Inicialmente declarou que o pleito de 2024 começa a ser construído em 2023, mas deixou pistas sobre sua atuação e a respeito do desejo de outras figuras do petismo são-bernardense em representar a sigla nas urnas daqui a três anos.

“É preciso observar o andar dos quatro anos. Eu diria que eu não preciso ser candidato a prefeito. Não significa dizer que o (deputado estadual) Luiz Fernando (Teixeira, PT) é o nome mais adequado (do PT em São Bernardo). Não digo que sou nem que não sou (candidato a prefeito). Digo que não preciso. O que estamos construindo agora são as candidaturas a deputado porque nem é bom firmar com tamanha antecedência posição que tal liderança vai ser o candidato a prefeito. Pode prejudicar a eleição de deputado. Precisamos preservar os mandatos do Luiz (Fernando), do (Teonilio) Barba (PT, estadual), do Vicentinho. E fortalecer a chapa.” 

''''Vereadores abriram mão da autonomia’

Prefeito de São Bernardo entre 2009 e 2016, Luiz Marinho (PT) chamou de “inaceitável” a postura dos vereadores, em especial os governistas, diante da administração de seu sucessor, Orlando Morando (PSDB). Na visão do petista, o Legislativo assiste passivamente às imposições do tucano dentro do Parlamento.

“É inaceitável, e essa crítica tem de valer para a situação, é votar em um projeto sem saber o que ele diz. A oposição, se não tiver conhecimento do teor, não pode votar. Toda semana tem projeto urgente, que tem de descer (do Paço para a Câmara) e ser aprovado, dando parecer (das comissões) em plenário (durante as sessões, sem análise prévia). Isso não existe. Não é democracia, é autoritarismo”, disparou. “É absurdo o jeito que a Câmara se sujeita aos caprichos deste prefeito. Até para aprovar homenagem precisa pedir para o prefeito se pode ou não? Que coisa é essa? É abrir mão da autonomia. Um pilar democrático se foi.”

As declarações surgiram quando Marinho foi questionado sobre a postura da bancada petista na Câmara. No primeiro mandato de Morando, a baixa produtividade de oposição foi alvo de críticas dentro do petismo. Dos cinco vereadores, o bloco se reduziu a quatro figuras, sendo que somente dois da legislatura anterior se reelegeram.

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