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Faculdade amplia atendimento de urticárias


Fabiana Chiachiri
Do Diário do Grande ABC

02/09/2005 | 08:02


A partir deste mês, o Ambulatório de Urticária e Alergia a Drogas da Faculdade de Medicina do ABC ampliará o atendimento. Das 20 pessoas que são atendidas por mês, o local passará a receber 40 pacientes. De acordo com a coordenadora do setor, a alergista Roberta Jardim Criado, a urticária é uma doença muito comum e que não tem cura. "É como a hipertensão. O paciente tem de controlar", afirma.

Inaugurado em fevereiro deste ano, o ambulatório atende pessoas de todas as cidades da região. "A procura foi muito grande pelo serviço. Percebemos que deveríamos aumentar o atendimento para conseguir suprir a demanda. Mesmo dobrando a capacidade, ainda é insuficiente, já que o tratamento é longo", diz Roberta.

A urticária é uma doença de pele que forma vergões ou pápulas (como uma mordida de inseto) pelo corpo. Esses sintomas podem aparecer em conjunto com inchaço nos olhos, lábios e, em alguns casos, na região da garganta. Os principais sintomas são coceira pelo corpo e lesões avermelhadas que desaparecem, geralmente, em 24 horas. "A urticária aguda não ultrapassa seis semanas. No entanto, quando crônica, aparece e desaparece com freqüência. Algumas pessoas convivem com o problema por anos. Temos pacientes que sofrem de urticária há 20 anos", afirma a alergista.

Dentre as principais causas da urticária está a alergia a medicamentos, a alimentos e a alterações físicas (frio, calor ou atividade física). "Existem mais de 50 causas para uma pessoa ter urticária. O difícil é encontrar o tratamento e não a causa", afirma Roberta.

A promotora de vendas Andréa Luiza Castilho, 33 anos, de São Caetano, sabe bem como é conviver com urticária. Há um ano e meio ela manifestou a doença. "Trabalhava em uma padaria e usava um produto químico para limpar panelas. Mesmo com luvas, tive a pele da mão toda corroída. Perdi até as digitais. Agora, começou a aparecer vergões pelo meu corpo", conta.

Depois de passar por seis médicos, Andréa foi encaminhada para o ambulatório de urticária da Faculdade de Medicina do ABC. "Tenho esperança que vou melhorar. O que mais me dá medo é quando fico com falta de ar. A coceira e o calor que sinto pelo corpo até dá para controlar", diz.

O tratamento da urticária é feito a longo prazo. "Muitas pessoas começam a tomar medicamento e, ao perceberem que melhorou a coceira, param de usar o remédio. O importante é controlar a doença", afirma Roberta. Inicialmente é feita uma avaliação clínica, seguida de exames complementares e, se necessário, teste de alergia. Com o diagnóstico, o tratamento é à base de antialérgicos e outros medicamentos, de acordo com a necessidade de cada paciente. Os medicamentos variam de R$ 36 a R$ 250 por mês.

As pessoas interessadas em se consultar no ambulatório devem agendar uma triagem no local, de segunda à sexta-feira, das 7h às 14h. O atendimento é feito somente às quintas-feiras, das 13h às 15h. O ambulatório fica no Instituto de Pele da Faculdade de Medicina ABC (avenida Príncipe de Gales, 821, Santo André).

Saiba mais

A doença
A urticária é uma doença de pele que forma vergões ou pápulas (como mordidas de inseto) pelo corpo.

  

Sintomas
Os principais sintomas são coceira pelo corpo todo e lesões avermelhadas que aparecem e desaparecem repentinamente.

  

Causas
As causas mais comuns são alergia a medicamentos, alterações físicas (frio, calor e exercícios físicos) e alimentos.

  

Tratamento
Depois de diagnosticar a doença, o tratamento é feito por meio de antialérgicos e outros medicamentos, de acordo com a necessidade do paciente.



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