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Vereadores boicotam filiação de Vicentinho em Diadema

Fernando Nonato/Arquivo DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bancada do PT ignora evento que confirmou transferência de título do deputado federal, que quer ser candidato a prefeito


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

02/10/2015 | 07:00


A bancada do PT de Diadema – composta por seis vereadores – boicotou ontem o ato de filiação do deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), que migrou seu domicílio eleitoral de São Bernardo para território diademense.

Os vereadores Josa Queiroz, Ronaldo Lacerda, Lílian Cabrera, Orlando Vitoriano, José Antônio da Silva e Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, seguiram com a postura contrária, reforçando rejeição à possível nomeação do parlamentar federal como o representante da legenda na corrida pelo Paço.

O ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT) é o nome defendido pelo petismo local. No entanto, sua manifestação negativa à candidatura deixa discussão interna aberta. Maninho e Zé Antônio se colocam como alternativas a Filippi.

Os dois conseguiram unificar apoio da bancada e passaram a resistir por projeto a ser liderado por Vicentinho, que teve o nome defendido por integrantes ligados ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O maior entusiasta é o ex-vice-prefeito Joel Fonseca (PT).

A filiação de Vicentinho foi marcada ontem por evento discreto. Cerca de 80 filiados compareceram ao diretório. O presidente do PT de São Bernardo, Brás Marinho, esteve no local e enfatizou que movimento não teve qualquer polêmica. “Foi um desejo dele (Vicentinho). Ele é um bom quadro para qualquer cidade. Entendo que o PT é uma família. Não há nenhum problema”, pontuou.

Sem a presença da bancada e de Filippi, a liderança mais expressiva era o presidente do PT local, o ex-prefeito Mário Reali (PT), que evitou analisar o boicote dos parlamentares. Polido, Reali buscou enfatizar o ato. “Eu falei com o Vicentinho que a filiação precisava dissociar da candidatura. A discussão pelo candidato vai passar por um trabalho interno e o nosso objetivo é ter consenso, sem prévia”, observou.

O dirigente voltou a reforçar que espera por definição até o fim do ano, além de focar que sua meta é deixar diretório unido. “É fundamental ter unidade no partido. O PT saiu vitorioso quando conseguiu ter esse ingrediente”, acrescentou.

Protagonista, Vicentinho destacou que tentará proximidade com os vereadores e que respeita contrariedade nos discursos. “Pedi encontro com eles, já na semana passada. Eu só me manifestei depois que o Filippi declarou que não queria concorrer. Respeito demais a indignação deles, a fala de que não precisa de candidato”. E considerou: “No fundo, estou voltando para meu partido. E faço isso sem pretensão. Pato novo não mergulha fundo. Quero apenas me dedicar ao PT neste momento difícil, em que muitos estão querendo sair”. 



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