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Lula diz que governo inverteu lógica de crescer para distribuir renda


Do Diário OnLine
Com Agência Brasil

03/04/2006 | 09:14


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante a edição desta segunda-feira do programa semanal de rádio “Café com o Presidente”, que o seu governo inverteu a lógica de que antes de distribuir a renda, é preciso crescer. "Eu acho que, contrariando aqueles que diziam - e que dizem ainda - que é preciso crescer para distribuir, nós estamos provando que é possível distribuir para crescer. Nós invertemos. Ao invés de ficar esperando crescer para distribuir, nós estamos distribuindo para crescer", disse.

Lula citou o aumento do salário mínimo, concedido neste mês por meio de medida provisória, e o programa Bolsa Família, de distribuição de renda, como exemplos de mecanismos que, além de promover a justiça social, provocam dinamismo à economia. "É por isso que temos um forte programa na educação. É para garantir uma justa distribuição, porque isso vai fazer a economia crescer".

Pelos cálculos apresentados pelo presidente, o salário mínimo de R$ 350 vai injetar na economia brasileira aproximadamente R$ 15 bilhões. "Isso vai dinamizar ainda mais o poder de compra dos trabalhadores, ainda mais o comércio".

Lula contou que o processo de negociação com o movimento sindical – a primeira desde 1964 - não foi difícil porque havia a compreensão, por parte dos sindicalistas dos ganhos proporcionados por esse aumento. "O movimento sindical tem muito bom senso, está amadurecido e sabia que o aumento que nós estávamos propondo para os trabalhadores era o maior aumento real do salário mínimo dos últimos dez anos. Portanto, eles sabem que o aumento real de 13% e uma inflação de 4,5% é um aumento considerado muito bom”.

O presidente disse também que o aumento do salário mínimo dos atuais R$ 300 para R$ 350 permitirá mais comida na mesa do brasileiro. "Quando nós tomamos posse, o salário mínimo dava para comprar um pouco mais que uma cesta básica, por exemplo, 1,3 cesta básica. Hoje, o salário mínimo pode comprar duas cestas básicas. Um pouco mais até: 2,2 cestas básicas", afirmou. Isso significa, segundo ele, "que a pessoa está levando para casa mais comida, portanto, seus filhos vão ter mais sustança para sobreviver dignamente neste país".

Lula explicou que o governo teve que promover o aumento do mínimo por meio de medida provisória porque o Congresso não votou o projeto de lei prevendo o aumento, enviado pelo governo desde 1° de fevereiro. "Nós chegamos ao final de março e o projeto não tinha sido votado. Como o aumento do salário é a partir do dia 1° de abril, para que o trabalhador quando receber no começo de maio já receba com aumento, eu não podia correr nenhum risco de ver chegar o final de abril e não ter sido votado o projeto de lei", disse.

IR – Lula declarou ainda que a correção da tabela do Imposto de Renda em 8% representa um ganho a mais para o trabalhador. Ele afirmou que as duas correções, primeiro em 10% feita em 2005, e agora em 8%, traz benefícios sobretudo para o trabalhador de classe média baixa. "Pretendemos continuar fazendo as correções que forem necessárias para que possamos fazer com a política de Imposto de Renda justiça social. Ou seja, cobrar mais de quem ganha mais e favorecer aquelas pessoas que ganham menos".



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Lula diz que governo inverteu lógica de crescer para distribuir renda

Do Diário OnLine
Com Agência Brasil

03/04/2006 | 09:14


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante a edição desta segunda-feira do programa semanal de rádio “Café com o Presidente”, que o seu governo inverteu a lógica de que antes de distribuir a renda, é preciso crescer. "Eu acho que, contrariando aqueles que diziam - e que dizem ainda - que é preciso crescer para distribuir, nós estamos provando que é possível distribuir para crescer. Nós invertemos. Ao invés de ficar esperando crescer para distribuir, nós estamos distribuindo para crescer", disse.

Lula citou o aumento do salário mínimo, concedido neste mês por meio de medida provisória, e o programa Bolsa Família, de distribuição de renda, como exemplos de mecanismos que, além de promover a justiça social, provocam dinamismo à economia. "É por isso que temos um forte programa na educação. É para garantir uma justa distribuição, porque isso vai fazer a economia crescer".

Pelos cálculos apresentados pelo presidente, o salário mínimo de R$ 350 vai injetar na economia brasileira aproximadamente R$ 15 bilhões. "Isso vai dinamizar ainda mais o poder de compra dos trabalhadores, ainda mais o comércio".

Lula contou que o processo de negociação com o movimento sindical – a primeira desde 1964 - não foi difícil porque havia a compreensão, por parte dos sindicalistas dos ganhos proporcionados por esse aumento. "O movimento sindical tem muito bom senso, está amadurecido e sabia que o aumento que nós estávamos propondo para os trabalhadores era o maior aumento real do salário mínimo dos últimos dez anos. Portanto, eles sabem que o aumento real de 13% e uma inflação de 4,5% é um aumento considerado muito bom”.

O presidente disse também que o aumento do salário mínimo dos atuais R$ 300 para R$ 350 permitirá mais comida na mesa do brasileiro. "Quando nós tomamos posse, o salário mínimo dava para comprar um pouco mais que uma cesta básica, por exemplo, 1,3 cesta básica. Hoje, o salário mínimo pode comprar duas cestas básicas. Um pouco mais até: 2,2 cestas básicas", afirmou. Isso significa, segundo ele, "que a pessoa está levando para casa mais comida, portanto, seus filhos vão ter mais sustança para sobreviver dignamente neste país".

Lula explicou que o governo teve que promover o aumento do mínimo por meio de medida provisória porque o Congresso não votou o projeto de lei prevendo o aumento, enviado pelo governo desde 1° de fevereiro. "Nós chegamos ao final de março e o projeto não tinha sido votado. Como o aumento do salário é a partir do dia 1° de abril, para que o trabalhador quando receber no começo de maio já receba com aumento, eu não podia correr nenhum risco de ver chegar o final de abril e não ter sido votado o projeto de lei", disse.

IR – Lula declarou ainda que a correção da tabela do Imposto de Renda em 8% representa um ganho a mais para o trabalhador. Ele afirmou que as duas correções, primeiro em 10% feita em 2005, e agora em 8%, traz benefícios sobretudo para o trabalhador de classe média baixa. "Pretendemos continuar fazendo as correções que forem necessárias para que possamos fazer com a política de Imposto de Renda justiça social. Ou seja, cobrar mais de quem ganha mais e favorecer aquelas pessoas que ganham menos".

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