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Oposição a Auricchio
está sem discurso crítico


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

23/04/2011 | 07:03


A menos de um ano e meio do início do processo eleitoral, o grupo contrário à indicação do prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB), está visivelmente enfraquecido. Não só pela saída do vereador Gilberto Costa (PP) da base oposicionista, oficializada nesta semana, mas principalmente devido à falta de discurso crítico à administração petebista, assim como ausência de projeto político para a cidade.

Diante deste cenário, o caminho parece aberto para Auricchio conseguir emplacar o sucessor na eleição municipal de 2012, independentemente de nomes. A única decisão promulgada pelo chefe do Executivo é que sua escolha sairá das fileiras petebistas - o PTB está no poder do Palácio da Cerâmica desde 1982.

Principal legenda de oposição na cidade, o PT encontra problemas para fincar suas raízes, uma vez que São Caetano é o único município do Grande ABC no qual não conquistou o comando da Prefeitura. O vereador e presidente do diretório municipal petista, Edgar Nóbrega, sustentou que a sigla vem promovendo encontros em núcleos de base no intuito de elaborar projeto político, mas sem elencar bandeiras ou apresentar pontos fracos específicos do governo.

"A questão principal é procurar em consenso com as lideranças construir uma cidade melhor. Saímos na frente com a certeza de candidato a prefeito. Estamos desenvolvendo o projeto, sem nos importarmos neste primeiro momento com o nome ou sobrenome (do pleiteante), e sim com projeto", disse Edgar, referindo-se à campanha fracassada de 2008, quando Jayme Tortorello alcançou apenas 9% dos votos.

Com a transição de Gilberto Costa, a Câmara de São Caetano fica sem representante oficial de oposição. O placar desenhado se dará em 11 situacionistas e um independente.

Na análise do petista, que refuta em posicionar-se como oposição, o retorno de Gilberto à base, a qual ele classifica como non sense, não muda nada, pois o progressista não representava programa.

 "Rótulo de oposição é vago. Meu movimento não é apenas de discurso. O que modificou na gestão Auricchio, que ele tanto ofendeu? Muito se falou em traição, ação canalha e ninguém pediu desculpa, jogando o rótulo no lixo."

Outro pretendente a disputar o Paço pela oposição é o ex-chefe de Gabinete na administração Luiz Tortorello, Antônio de Pádua Tortorello (PTB). Apesar de garantir candidatura, não apresentou projeto, fazendo críticas pessoais a Auricchio, a quem ele lançou em 2004 para concorrer à sucessão de seu irmão. Pádua tenta ainda mudar de partido, já que não encontra espaço no PTB. "No começo de maio fecharei com outra sigla." Entre as hipóteses, PDT e PSDC.

Prova da falta de projeto pode ser vista com a possibilidade de candidatura de outro integrante da família Tortorello, Luiz Capovilla Tortorello, o Luizinho (PPS). Apesar de posições diferentes, ambos são da mesma base eleitoral e usam da mesma alegação: volta da família ao governo.

 

Ingresso de Gilberto Costa no governo enfraquece adversários

O acordo entre o vereador de São Caetano Gilberto Costa (PP) e o prefeito José Auricchio Júnior (PTB) deixou, a princípio, as candidaturas oposicionistas sem poder de fogo. Anteriormente à aliança, o progressista articulava composição com lideranças que compunham a base de sustentação para formar projeto de agregar dissidente governista.

Por conta disso, o panorama de possibilidade de racha no grupo praticamente evaporou para a eleição municipal de 2012. Crítico ferrenho à gestão petebista, Gilberto costumava apontar falhas administrativas em que tentava transformar em bandeira para sua eventual campanha ao Paço. O vereador garante que tem a pretensão de ser o indicado do chefe do Executivo à sucessão, tendo em vista que o nome que encabeçará a chapa governista, segundo Auricchio, virá por meio de pesquisa de intenção de voto. A hipótese levantada, nos bastidores, é que o ex-oposicionista pode compor como vice.

O novo posicionamento de Gilberto diminuiu o número de candidaturas, caindo a chance de pulverizar votos. "Para a minha candidatura, beneficiaria mais quadros, porém me preocupo neste momento em apenas fortalecer grupo político, já que não abro mão de lançar meu nome, independente de qualquer circunstância", sustentou o ex-chefe de Gabinete do ex-prefeito Luiz Tortorello, Antônio de Pádua Tortorello.



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Oposição a Auricchio
está sem discurso crítico

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

23/04/2011 | 07:03


A menos de um ano e meio do início do processo eleitoral, o grupo contrário à indicação do prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB), está visivelmente enfraquecido. Não só pela saída do vereador Gilberto Costa (PP) da base oposicionista, oficializada nesta semana, mas principalmente devido à falta de discurso crítico à administração petebista, assim como ausência de projeto político para a cidade.

Diante deste cenário, o caminho parece aberto para Auricchio conseguir emplacar o sucessor na eleição municipal de 2012, independentemente de nomes. A única decisão promulgada pelo chefe do Executivo é que sua escolha sairá das fileiras petebistas - o PTB está no poder do Palácio da Cerâmica desde 1982.

Principal legenda de oposição na cidade, o PT encontra problemas para fincar suas raízes, uma vez que São Caetano é o único município do Grande ABC no qual não conquistou o comando da Prefeitura. O vereador e presidente do diretório municipal petista, Edgar Nóbrega, sustentou que a sigla vem promovendo encontros em núcleos de base no intuito de elaborar projeto político, mas sem elencar bandeiras ou apresentar pontos fracos específicos do governo.

"A questão principal é procurar em consenso com as lideranças construir uma cidade melhor. Saímos na frente com a certeza de candidato a prefeito. Estamos desenvolvendo o projeto, sem nos importarmos neste primeiro momento com o nome ou sobrenome (do pleiteante), e sim com projeto", disse Edgar, referindo-se à campanha fracassada de 2008, quando Jayme Tortorello alcançou apenas 9% dos votos.

Com a transição de Gilberto Costa, a Câmara de São Caetano fica sem representante oficial de oposição. O placar desenhado se dará em 11 situacionistas e um independente.

Na análise do petista, que refuta em posicionar-se como oposição, o retorno de Gilberto à base, a qual ele classifica como non sense, não muda nada, pois o progressista não representava programa.

 "Rótulo de oposição é vago. Meu movimento não é apenas de discurso. O que modificou na gestão Auricchio, que ele tanto ofendeu? Muito se falou em traição, ação canalha e ninguém pediu desculpa, jogando o rótulo no lixo."

Outro pretendente a disputar o Paço pela oposição é o ex-chefe de Gabinete na administração Luiz Tortorello, Antônio de Pádua Tortorello (PTB). Apesar de garantir candidatura, não apresentou projeto, fazendo críticas pessoais a Auricchio, a quem ele lançou em 2004 para concorrer à sucessão de seu irmão. Pádua tenta ainda mudar de partido, já que não encontra espaço no PTB. "No começo de maio fecharei com outra sigla." Entre as hipóteses, PDT e PSDC.

Prova da falta de projeto pode ser vista com a possibilidade de candidatura de outro integrante da família Tortorello, Luiz Capovilla Tortorello, o Luizinho (PPS). Apesar de posições diferentes, ambos são da mesma base eleitoral e usam da mesma alegação: volta da família ao governo.

 

Ingresso de Gilberto Costa no governo enfraquece adversários

O acordo entre o vereador de São Caetano Gilberto Costa (PP) e o prefeito José Auricchio Júnior (PTB) deixou, a princípio, as candidaturas oposicionistas sem poder de fogo. Anteriormente à aliança, o progressista articulava composição com lideranças que compunham a base de sustentação para formar projeto de agregar dissidente governista.

Por conta disso, o panorama de possibilidade de racha no grupo praticamente evaporou para a eleição municipal de 2012. Crítico ferrenho à gestão petebista, Gilberto costumava apontar falhas administrativas em que tentava transformar em bandeira para sua eventual campanha ao Paço. O vereador garante que tem a pretensão de ser o indicado do chefe do Executivo à sucessão, tendo em vista que o nome que encabeçará a chapa governista, segundo Auricchio, virá por meio de pesquisa de intenção de voto. A hipótese levantada, nos bastidores, é que o ex-oposicionista pode compor como vice.

O novo posicionamento de Gilberto diminuiu o número de candidaturas, caindo a chance de pulverizar votos. "Para a minha candidatura, beneficiaria mais quadros, porém me preocupo neste momento em apenas fortalecer grupo político, já que não abro mão de lançar meu nome, independente de qualquer circunstância", sustentou o ex-chefe de Gabinete do ex-prefeito Luiz Tortorello, Antônio de Pádua Tortorello.

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