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Saiba mais sobre Fernandinho Beira-Mar


Maria Teresa Orlandi
Do Diario OnLine

27/02/2003 | 13:48


Considerado um dos maiores traficantes de drogas e armas da América Latina, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, 35 anos, foi preso em 21 de abril do ano passado na Colômbia e extraditado ao Brasil no ano passado. No tempo em que permaneceu foragido, após escapar de um presídio de Belo Horizonte, em 1996, recebeu a proteção das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a maior e mais antiga organização rebelde do país, com cerca de 16,5 mil militantes.

Beira-Mar nasceu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e não conheceu o pai. Sua mãe, dona Zelina, que trabalhava como faxineira para sustentar a família, morreu atropelada em 1992. Luiz Fernando Costa entrou para o Exército, mas optou pelo crime para ganhar dinheiro. Foi acusado de furtar armas do Exército e vendê-las para traficantes do Rio.

Aos 18 anos, realizou seus primeiros assaltos a lojas e bancos e, aos 20, foi preso pela primeira vez. Cumpriu pena de dois anos de reclusão e, logo depois, ao retornar à favela Beira-Mar, tornou-se um dos líderes do tráfico local. Ganhou o respeito até de rivais ajudando os moradores da favela a comprar roupas, comida, remédios, etc.

O traficante expandiu os pontos de distribuição de drogas entre 1990 e 1995, abastecendo, por meio de Kombis, morros como o Borel, Rocinha, Chapéu Mangueira e a favela do Vidigal. As drogas e armas chegavam ao Rio de Janeiro pelo mar. As ações contavam com a conivência de policiais corruptos.

Em 1996, Beira-Mar voltou à prisão, na capital mineira. Mas não chegou a ficar um ano detido. A fuga do criminoso, ainda envolta em mistério, teria contado com a cobertura de agentes penitenciários, já que foi pela porta da frente do presídio.

Em fuga, teria morado em países como Paraguai, Bolívia, Uruguai e Colômbia, o que o levou a se tornar um traficante internacional e explorar mais um nicho no mundo do crime: o comércio ilegal de armas pesadas, principalmente de fabricação russa. Dessa forma, ele expandiu seus contatos entre lideranças das Farc e passou a fornecer armamentos à organização.

Em setembro do ano passado, Fernandinho Beira-Mar foi transferido de Bangu para o Batalhão de Choque da Polícia Militar com um grupo de presos após uma rebelião que resultou na morte de quatro rivais da facção Comando Vermelho (CV) e na destruição de parte do presídio. A unidade prisional passou por reformas e, um mês depois, recebeu os presos de volta.



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Saiba mais sobre Fernandinho Beira-Mar

Maria Teresa Orlandi
Do Diario OnLine

27/02/2003 | 13:48


Considerado um dos maiores traficantes de drogas e armas da América Latina, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, 35 anos, foi preso em 21 de abril do ano passado na Colômbia e extraditado ao Brasil no ano passado. No tempo em que permaneceu foragido, após escapar de um presídio de Belo Horizonte, em 1996, recebeu a proteção das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a maior e mais antiga organização rebelde do país, com cerca de 16,5 mil militantes.

Beira-Mar nasceu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e não conheceu o pai. Sua mãe, dona Zelina, que trabalhava como faxineira para sustentar a família, morreu atropelada em 1992. Luiz Fernando Costa entrou para o Exército, mas optou pelo crime para ganhar dinheiro. Foi acusado de furtar armas do Exército e vendê-las para traficantes do Rio.

Aos 18 anos, realizou seus primeiros assaltos a lojas e bancos e, aos 20, foi preso pela primeira vez. Cumpriu pena de dois anos de reclusão e, logo depois, ao retornar à favela Beira-Mar, tornou-se um dos líderes do tráfico local. Ganhou o respeito até de rivais ajudando os moradores da favela a comprar roupas, comida, remédios, etc.

O traficante expandiu os pontos de distribuição de drogas entre 1990 e 1995, abastecendo, por meio de Kombis, morros como o Borel, Rocinha, Chapéu Mangueira e a favela do Vidigal. As drogas e armas chegavam ao Rio de Janeiro pelo mar. As ações contavam com a conivência de policiais corruptos.

Em 1996, Beira-Mar voltou à prisão, na capital mineira. Mas não chegou a ficar um ano detido. A fuga do criminoso, ainda envolta em mistério, teria contado com a cobertura de agentes penitenciários, já que foi pela porta da frente do presídio.

Em fuga, teria morado em países como Paraguai, Bolívia, Uruguai e Colômbia, o que o levou a se tornar um traficante internacional e explorar mais um nicho no mundo do crime: o comércio ilegal de armas pesadas, principalmente de fabricação russa. Dessa forma, ele expandiu seus contatos entre lideranças das Farc e passou a fornecer armamentos à organização.

Em setembro do ano passado, Fernandinho Beira-Mar foi transferido de Bangu para o Batalhão de Choque da Polícia Militar com um grupo de presos após uma rebelião que resultou na morte de quatro rivais da facção Comando Vermelho (CV) e na destruição de parte do presídio. A unidade prisional passou por reformas e, um mês depois, recebeu os presos de volta.

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