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Alckmin confia na virada


Nicolas Tamasauskas e Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

21/10/2006 | 19:47


Geraldo Alckmin (PSDB) entra na última semana da disputa eleitoral com uma tarefa inglória. A missão é reverter uma diferença de mais de 20 pontos, segundo institutos de pesquisas. Ele confia que vai virar o jogo.

Se na maior parte da campanha do primeiro turno o ex-governador de São Paulo manteve uma postura comedida – de forma exagerada até, segundo aliados –, no segundo turno passou a atacar o presidente Lula com mais pulso: “De onde veio o dinheiro?” (sobre R$ 1,75 milhão apreendido com petistas que tentaram negociar um dossiê contra os tucanos) e “Lula deixa de roubar” foram dois motes de Alckmin para tentar reverter a vantagem do presidente.

Vice de Mário Covas e governador em um período que somou 12 anos à frente do Estado mais poderoso do Brasil, vereador e prefeito de Pindamonhangaba no início de sua carreira política, Geraldo Alckmin adotou postura agressiva já no início deste ano, quando surpreendeu pela firmeza com que disputou com José Serra a indicação do PSDB para ser o candidato do partido à eleição presidencial.

Na época, especulou-se que os tucanos, sob a batuta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, resolveram ‘sacrificar’ o picolé de chuchu (uma analogia a Cristiano Machado, lançado estrategicamente pelo PSD à Presidência em 1950 para perder a eleição para Getúlio Vargas).

Mas o médico-anestesista Alckmin superou as dificuldades e conseguiu, ao longo de toda campanha, agregar aliados, sendo também beneficiado na reta final do primeiro turno pelo episódio do ‘dossiêgate’, obtendo 41,64% dos votos e forçando o segundo turno.

A corrida eleitoral, após 1º de outubro, parecia, então, virar a seu favor, mas o anúncio de aliança com Anthony Garotinho (PMDB-RJ) voltou a provocar novo racha, com críticas, principalmente, dos aliados Cesar Maia (prefeito do Rio) e Denise Frossard (candidata ao governo carioca).

PV e PDT, que estariam propensos a apoiar o tucano na reta final, recuaram e optaram pela neutralidade. O ex-governador tentou também atrair a senadora Heloísa Helena e seu Psol, mas ela não só disse “não” como também proibiu os militantes do partido de se manifestarem a favor do tucano ou do petista.

Geraldo Alckmin entra na reta final apostando todas as suas fichas na indignação “do povo brasileiro quanto à roubalheira do governo federal” e, quem sabe, numa nova trapalhada do PT.



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Alckmin confia na virada

Nicolas Tamasauskas e Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

21/10/2006 | 19:47


Geraldo Alckmin (PSDB) entra na última semana da disputa eleitoral com uma tarefa inglória. A missão é reverter uma diferença de mais de 20 pontos, segundo institutos de pesquisas. Ele confia que vai virar o jogo.

Se na maior parte da campanha do primeiro turno o ex-governador de São Paulo manteve uma postura comedida – de forma exagerada até, segundo aliados –, no segundo turno passou a atacar o presidente Lula com mais pulso: “De onde veio o dinheiro?” (sobre R$ 1,75 milhão apreendido com petistas que tentaram negociar um dossiê contra os tucanos) e “Lula deixa de roubar” foram dois motes de Alckmin para tentar reverter a vantagem do presidente.

Vice de Mário Covas e governador em um período que somou 12 anos à frente do Estado mais poderoso do Brasil, vereador e prefeito de Pindamonhangaba no início de sua carreira política, Geraldo Alckmin adotou postura agressiva já no início deste ano, quando surpreendeu pela firmeza com que disputou com José Serra a indicação do PSDB para ser o candidato do partido à eleição presidencial.

Na época, especulou-se que os tucanos, sob a batuta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, resolveram ‘sacrificar’ o picolé de chuchu (uma analogia a Cristiano Machado, lançado estrategicamente pelo PSD à Presidência em 1950 para perder a eleição para Getúlio Vargas).

Mas o médico-anestesista Alckmin superou as dificuldades e conseguiu, ao longo de toda campanha, agregar aliados, sendo também beneficiado na reta final do primeiro turno pelo episódio do ‘dossiêgate’, obtendo 41,64% dos votos e forçando o segundo turno.

A corrida eleitoral, após 1º de outubro, parecia, então, virar a seu favor, mas o anúncio de aliança com Anthony Garotinho (PMDB-RJ) voltou a provocar novo racha, com críticas, principalmente, dos aliados Cesar Maia (prefeito do Rio) e Denise Frossard (candidata ao governo carioca).

PV e PDT, que estariam propensos a apoiar o tucano na reta final, recuaram e optaram pela neutralidade. O ex-governador tentou também atrair a senadora Heloísa Helena e seu Psol, mas ela não só disse “não” como também proibiu os militantes do partido de se manifestarem a favor do tucano ou do petista.

Geraldo Alckmin entra na reta final apostando todas as suas fichas na indignação “do povo brasileiro quanto à roubalheira do governo federal” e, quem sabe, numa nova trapalhada do PT.

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