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Ingrid Betancourt completa cinco anos nas mãos das Farc


Da AFP

21/02/2007 | 15:53


A franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada quando fazia campanha pela presidência da Colômbia, completa nesta sexta-feira cinco anos em poder das Farc, e seu destino, como o dos outros 56 reféns da guerrilha, permanece incerto.

As últimas medidas autorizadas pelo ex-ministro Alvaro Leyva, a fim de propiciar o intercâmbio dos reféns por cerca de 500 rebeldes presos, foram canceladas em 20 de outubro pelo presidente Alvaro Uribe, após a explosão de um carro-bomba em Bogotá, atribuído à guerrilha.

Um mês antes, o mandatário havia aceitado - por sugestão de Leyva - desmilitarizar dois povoados do sudoeste do país, como exigem os insurgentes.

Mas desde o atentado, o discurso oficial privilegia cada vez mais a opção do resgate militar, provocando temor nas famílias dos reféns, assim como críticas do governo da França e de organizações internacionais mobilizadas por sua liberdade.

Junto a Betancourt, 45 anos, a Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) retêm três americanos, assim como dezenas de políticos, militares e policiais colombianos.

"Até outubro passado, todos os familiares dos seqüestrados tinham a segurança de que as coisas se aproximavam para uma solução", disse à AFP Yolanda Pulecio, mãe de Betancourt.

"Nunca soubemos com clareza por que o presidente não tem vontade política para buscar a aproximação com a guerrilha", acrescentou.

O discurso para justificar a libertação pela força voltou à tona também porque, em 31 de dezembro, um dos reféns, o ex-ministro de Desenvolvimento, Fernando Araújo, escapou de um acampamento em meio aos combates das Farc e do Exército.

Nesta segunda-feira, Uribe nomeou Araújo como novo chanceler, ressaltando que sua indicação "é um símbolo de que Colômbia necessita superar esta tragédia" do seqüestro. Raúl Reyes, considerado o número dois entre os 17.000 combatentes da principal guerrilha colombiana, respondeu afirmando que enquanto a força for a prioridade do governo, não haverá possibilidade de uma saída negociada.

"Uribe privilegia o resgate pela força ao custo da vida dos prisioneiros e cancela indefinidamente a possibilidade do acordo humanitário", afirmou Reyes, por meio de um comunicado divulgado pelo programa de TV "Noticias Uno" em 11 de fevereiro.

Betancourt foi seqüestrada em 23 de janeiro de 2002, quando viajava com sua companheira de chapa, a então candidata a vice-presidente Clara Rojas, ao povoado de San Vicente del Caguán (sudoeste), cinco dias depois do rompimento dos diálogos entre a guerrilha e o governo do conservador Andrés Pastrana (1998-2002).

Neste tempo de permanência em cativeiro, só foram divulgados dois vídeos de Betancourt, o último deles em agosto de 2003.



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Ingrid Betancourt completa cinco anos nas mãos das Farc

Da AFP

21/02/2007 | 15:53


A franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada quando fazia campanha pela presidência da Colômbia, completa nesta sexta-feira cinco anos em poder das Farc, e seu destino, como o dos outros 56 reféns da guerrilha, permanece incerto.

As últimas medidas autorizadas pelo ex-ministro Alvaro Leyva, a fim de propiciar o intercâmbio dos reféns por cerca de 500 rebeldes presos, foram canceladas em 20 de outubro pelo presidente Alvaro Uribe, após a explosão de um carro-bomba em Bogotá, atribuído à guerrilha.

Um mês antes, o mandatário havia aceitado - por sugestão de Leyva - desmilitarizar dois povoados do sudoeste do país, como exigem os insurgentes.

Mas desde o atentado, o discurso oficial privilegia cada vez mais a opção do resgate militar, provocando temor nas famílias dos reféns, assim como críticas do governo da França e de organizações internacionais mobilizadas por sua liberdade.

Junto a Betancourt, 45 anos, a Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) retêm três americanos, assim como dezenas de políticos, militares e policiais colombianos.

"Até outubro passado, todos os familiares dos seqüestrados tinham a segurança de que as coisas se aproximavam para uma solução", disse à AFP Yolanda Pulecio, mãe de Betancourt.

"Nunca soubemos com clareza por que o presidente não tem vontade política para buscar a aproximação com a guerrilha", acrescentou.

O discurso para justificar a libertação pela força voltou à tona também porque, em 31 de dezembro, um dos reféns, o ex-ministro de Desenvolvimento, Fernando Araújo, escapou de um acampamento em meio aos combates das Farc e do Exército.

Nesta segunda-feira, Uribe nomeou Araújo como novo chanceler, ressaltando que sua indicação "é um símbolo de que Colômbia necessita superar esta tragédia" do seqüestro. Raúl Reyes, considerado o número dois entre os 17.000 combatentes da principal guerrilha colombiana, respondeu afirmando que enquanto a força for a prioridade do governo, não haverá possibilidade de uma saída negociada.

"Uribe privilegia o resgate pela força ao custo da vida dos prisioneiros e cancela indefinidamente a possibilidade do acordo humanitário", afirmou Reyes, por meio de um comunicado divulgado pelo programa de TV "Noticias Uno" em 11 de fevereiro.

Betancourt foi seqüestrada em 23 de janeiro de 2002, quando viajava com sua companheira de chapa, a então candidata a vice-presidente Clara Rojas, ao povoado de San Vicente del Caguán (sudoeste), cinco dias depois do rompimento dos diálogos entre a guerrilha e o governo do conservador Andrés Pastrana (1998-2002).

Neste tempo de permanência em cativeiro, só foram divulgados dois vídeos de Betancourt, o último deles em agosto de 2003.

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