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Iraque considera declaração de guerra nova resolução dos EUA


Da AFP

23/10/2002 | 10:47


O projeto americano de resolução sobre o desarmamento do Iraque, discutido na Organização das Nações Unidas (ONU), é "uma declaração de guerra", disse nesta quarta-feira, em Amã, o ministro iraquiano da Cultura, Hamed Yussef Hammadi.

"Esse projeto de resolução é pura agressão e uma declaração de guerra ao Iraque", declarou à imprensa Hammadi, em Amã. Ele é a primeira autoridade iraquiana a reagir aos detalhes do texto americano revelados nesta terça-feira.

"O presidente (George W.) Bush quer usar as Nações Unidas como instrumento para atacar o Iraque (...) e pressiona a França, Rússia e China para aprovarem seu projeto", explicou.

Segundo Hammadi, que deu estas declarações paralelamente à conferência da ministros árabes da Cultura, "os Estados Unidos contam com invadir o Iraque, com ou sem resolução do Conselho de Segurança" da ONU.

O projeto apresentado pelos Estados Unidos impõe condições e datas muito rígidas para as inspeções de desarmamento do Iraque e desde segunda-feira está sendo discutido pelos membros permanentes do Conselho de Segurança.

Até agora, as autoridades iraquianas vinham repetindo, depois de terem aceito o retorno incondicional dos inspetores, que não havia necessidade de uma nova resolução, abstendo-se porém de um ataque direto às Nações Unidas.

O Iraque teria sete dias para aceitar oficialmente a resolução uma vez aprovada, e disporia em seguida de 30 dias para entregar uma lista dos seus programas de armamentos. A Comissão de Controle, Inspeção e Verificação da ONU (Cocovinu) e a Agência Internacional de Energia Atômica (Aeia) teriam então 45 dias para começar as inspeções.

Imprensa - Após a TV estatal, o jornal As-Tsaura, do partido Baath (no poder), acusou formalmente o Conselho de Segurança de "violar" seus compromissos com o Iraque, atrasando o retorno dos inspetores da ONU "na data prevista, 19 de outubro". Para o As-Tsaura, "o fato de o Conselho de Segurança ceder sob pressão americana significa que não respeita seus compromissos".

Em um comentário feito na noite desta terça-feira, a TV expressou que "uma nova resolução seria uma violação dos acordos entre Iraque, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e o chefe dos inspetores, Hans Blix".



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Iraque considera declaração de guerra nova resolução dos EUA

Da AFP

23/10/2002 | 10:47


O projeto americano de resolução sobre o desarmamento do Iraque, discutido na Organização das Nações Unidas (ONU), é "uma declaração de guerra", disse nesta quarta-feira, em Amã, o ministro iraquiano da Cultura, Hamed Yussef Hammadi.

"Esse projeto de resolução é pura agressão e uma declaração de guerra ao Iraque", declarou à imprensa Hammadi, em Amã. Ele é a primeira autoridade iraquiana a reagir aos detalhes do texto americano revelados nesta terça-feira.

"O presidente (George W.) Bush quer usar as Nações Unidas como instrumento para atacar o Iraque (...) e pressiona a França, Rússia e China para aprovarem seu projeto", explicou.

Segundo Hammadi, que deu estas declarações paralelamente à conferência da ministros árabes da Cultura, "os Estados Unidos contam com invadir o Iraque, com ou sem resolução do Conselho de Segurança" da ONU.

O projeto apresentado pelos Estados Unidos impõe condições e datas muito rígidas para as inspeções de desarmamento do Iraque e desde segunda-feira está sendo discutido pelos membros permanentes do Conselho de Segurança.

Até agora, as autoridades iraquianas vinham repetindo, depois de terem aceito o retorno incondicional dos inspetores, que não havia necessidade de uma nova resolução, abstendo-se porém de um ataque direto às Nações Unidas.

O Iraque teria sete dias para aceitar oficialmente a resolução uma vez aprovada, e disporia em seguida de 30 dias para entregar uma lista dos seus programas de armamentos. A Comissão de Controle, Inspeção e Verificação da ONU (Cocovinu) e a Agência Internacional de Energia Atômica (Aeia) teriam então 45 dias para começar as inspeções.

Imprensa - Após a TV estatal, o jornal As-Tsaura, do partido Baath (no poder), acusou formalmente o Conselho de Segurança de "violar" seus compromissos com o Iraque, atrasando o retorno dos inspetores da ONU "na data prevista, 19 de outubro". Para o As-Tsaura, "o fato de o Conselho de Segurança ceder sob pressão americana significa que não respeita seus compromissos".

Em um comentário feito na noite desta terça-feira, a TV expressou que "uma nova resolução seria uma violação dos acordos entre Iraque, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e o chefe dos inspetores, Hans Blix".

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