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FBI investigou americano decapitado no Iraque


Da AFP

14/05/2004 | 15:43


O FBI (polícia federal americana) estava investigando a relação do americano Nicholas Berg, decapitado por rebeldes iraquianos, com terroristas envolvidos nos ataques de 11 de setembro de 2001. As circunstâncias da morte e o motivo de sua presença no Iraque continuam envoltas em mistério.

O pai de Berg, Michael, explicou na quinta-feira que seu filho encontrou por acaso pessoas ligadas ao único preso pelos atentados de 11 de setembro, o franco-marroquino Zacarias Moussaoui. O terrorista passou mensagens pela Internet para outros integrantes da Al Qaeda usando a senha do americano.

Michael explicou que seu filho conheceu algumas pessoas, quando estudada na Universidade de Oklahoma, e permitiu que elas usassem seu computador. Estes indivíduos, que Berg conheceu perto do local onde Moussaoui cursou aulas de pilotagem, foram identificados como suspeitos de terrorismo pelas autoridades americanas.

"Alguém lhe pediu para utilizar seu computador. Foi descoberto depois que esta pessoa era um terrorista, que usou a senha de acesso do meu filho, entre as de muitas outras pessoas", explicou Michael Berg à rede de televisão CNN.

No dia 25 de março de 2004, Berg foi preso no Iraque por estar sem documentos — ele teria viajado ao país em busca de emprego. O FBI se interessou pelo caso e o interrogou em três ocasiões, supostamente atrasando sua volta aos Estados Unidos.

Em uma mensagem enviada a um amigo no dia 7 de abril, dois dias antes de seu desaparecimento no Iraque, Berg afirmou que seu retorno aos Estados Unidos havia sido atrasado por "obstruções" dos militares.

O general Carter Ham, comandante da Task Force Olympia em Mossul, se defendeu das acusações de que o exército foi responsável por Berg cair nas mãos dos rebeldes. Ele disse que o FBI havia pedido para as autoridades mantê-lo "no Iraque até que fosse identificado".

Segundo Ham, o americano foi libertado no dia 8 de abril "a pedido do departamento de Estado representado pela Autoridade Provisória da Coalizão. Ele foi aconselhado a deixar o país e uma ajuda lhe foi oferecida".

A CIA destacou que existe "uma forte probabilidade" de que Abu Mussab al-Zarqaui, um jordaniano vinculado à rede terrorista Al-Qaeda, tenha decapitado pessoalmente Nicholas Berg.

O funeral de Berg acontece nesta sexta-feira em uma sinagoga de West Chester, nos arredores de Filadélfia.



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FBI investigou americano decapitado no Iraque

Da AFP

14/05/2004 | 15:43


O FBI (polícia federal americana) estava investigando a relação do americano Nicholas Berg, decapitado por rebeldes iraquianos, com terroristas envolvidos nos ataques de 11 de setembro de 2001. As circunstâncias da morte e o motivo de sua presença no Iraque continuam envoltas em mistério.

O pai de Berg, Michael, explicou na quinta-feira que seu filho encontrou por acaso pessoas ligadas ao único preso pelos atentados de 11 de setembro, o franco-marroquino Zacarias Moussaoui. O terrorista passou mensagens pela Internet para outros integrantes da Al Qaeda usando a senha do americano.

Michael explicou que seu filho conheceu algumas pessoas, quando estudada na Universidade de Oklahoma, e permitiu que elas usassem seu computador. Estes indivíduos, que Berg conheceu perto do local onde Moussaoui cursou aulas de pilotagem, foram identificados como suspeitos de terrorismo pelas autoridades americanas.

"Alguém lhe pediu para utilizar seu computador. Foi descoberto depois que esta pessoa era um terrorista, que usou a senha de acesso do meu filho, entre as de muitas outras pessoas", explicou Michael Berg à rede de televisão CNN.

No dia 25 de março de 2004, Berg foi preso no Iraque por estar sem documentos — ele teria viajado ao país em busca de emprego. O FBI se interessou pelo caso e o interrogou em três ocasiões, supostamente atrasando sua volta aos Estados Unidos.

Em uma mensagem enviada a um amigo no dia 7 de abril, dois dias antes de seu desaparecimento no Iraque, Berg afirmou que seu retorno aos Estados Unidos havia sido atrasado por "obstruções" dos militares.

O general Carter Ham, comandante da Task Force Olympia em Mossul, se defendeu das acusações de que o exército foi responsável por Berg cair nas mãos dos rebeldes. Ele disse que o FBI havia pedido para as autoridades mantê-lo "no Iraque até que fosse identificado".

Segundo Ham, o americano foi libertado no dia 8 de abril "a pedido do departamento de Estado representado pela Autoridade Provisória da Coalizão. Ele foi aconselhado a deixar o país e uma ajuda lhe foi oferecida".

A CIA destacou que existe "uma forte probabilidade" de que Abu Mussab al-Zarqaui, um jordaniano vinculado à rede terrorista Al-Qaeda, tenha decapitado pessoalmente Nicholas Berg.

O funeral de Berg acontece nesta sexta-feira em uma sinagoga de West Chester, nos arredores de Filadélfia.

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