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Defesa Civil interdita 24 casas no Zaíra 4

Aline Melo/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Moradores tiveram de sair de suas residências em Mauá; famílias estão sendo cadastradas e atendidas


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

26/02/2019 | 13:13


Atualizado às 15h31

A Defesa Civil interditou preventivamente 24 casas no Jardim Zaira 4, em Mauá, após deslizamento de terra na Rua Guilherme Polidoro. Por volta das 6h40 da manhã, o forte barulho da lama descendo acordou e assustou os moradores. Ninguém ficou ferido.

Dois barracos foram os mais atingidosa. As outras 22 casas foram interditadas para que haja avaliação das estruturas. A Defesa Civil aguarda a chegada de uma equipe do Instituto Geológico, de São Paulo, que vai avaliar o estado do terreno.

Aline Melo/DGABC

As famílias afetadas estão sendo cadastradas e atendidas, provisoriamente, na Paróquia São Judas Tadeu. O desempregado Antonio José de Souza Filho, 54 anos, morava em um dos barracos mais atingidos. No local há cinco anos, o morador pagou R$ 500 por um pedaço de terreno no morro. Dos quatro cômodos construídos, dois foram cedidos para os filhos. "Não tenho para onde ir", lamentou.

O ajudante Geneci Manoel da Silva, 52, vive pela terceira vez a angustia de poder ter que deixar a casa. "Fui removido do Jardim Itapark, há oito anos. Prometeram casa, mas não aconteceu nada. Depois, derrubaram a casa que eu construí no Jardim Ypê. Agora, tiraram a gente porque não sabem se tem risco. É muito difícil", afirmou. O morador mora na casa com a esposa e seis filhos, entre 21 e 11 anos.

Nilza Nascimento, 50 anos, também deixou a casa e deve passar a noite com parentes. "Todo ano é a mesma coisa. Tiram os barracos, outras pessoas vem e ocupam", reclamou. Integrante do Nudec (Núcleo Comunitário de Defesa Civil), Erika de Souza Menezes, resume a situação. "Aqui é tudo invasão. Mas quem invadiu primeiro, vendeu para quem veio depois. Desde 2009 a prefeitura interdita barraco, tira as pessoas, outras voltam e nada muda", afirmou.

Integrantes da Defesa Civil presentes ao local afirmam que faltam profissionais para impedir novas ocupações e estrutura para fiscalizar os locais de risco.

No último dia 16, quatro crianças morreram soterradas após deslizamento no mesmo bairro. Leia aqui.

Confira vídeos do local:



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Defesa Civil interdita 24 casas no Zaíra 4

Moradores tiveram de sair de suas residências em Mauá; famílias estão sendo cadastradas e atendidas

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

26/02/2019 | 13:13


Atualizado às 15h31

A Defesa Civil interditou preventivamente 24 casas no Jardim Zaira 4, em Mauá, após deslizamento de terra na Rua Guilherme Polidoro. Por volta das 6h40 da manhã, o forte barulho da lama descendo acordou e assustou os moradores. Ninguém ficou ferido.

Dois barracos foram os mais atingidosa. As outras 22 casas foram interditadas para que haja avaliação das estruturas. A Defesa Civil aguarda a chegada de uma equipe do Instituto Geológico, de São Paulo, que vai avaliar o estado do terreno.

Aline Melo/DGABC

As famílias afetadas estão sendo cadastradas e atendidas, provisoriamente, na Paróquia São Judas Tadeu. O desempregado Antonio José de Souza Filho, 54 anos, morava em um dos barracos mais atingidos. No local há cinco anos, o morador pagou R$ 500 por um pedaço de terreno no morro. Dos quatro cômodos construídos, dois foram cedidos para os filhos. "Não tenho para onde ir", lamentou.

O ajudante Geneci Manoel da Silva, 52, vive pela terceira vez a angustia de poder ter que deixar a casa. "Fui removido do Jardim Itapark, há oito anos. Prometeram casa, mas não aconteceu nada. Depois, derrubaram a casa que eu construí no Jardim Ypê. Agora, tiraram a gente porque não sabem se tem risco. É muito difícil", afirmou. O morador mora na casa com a esposa e seis filhos, entre 21 e 11 anos.

Nilza Nascimento, 50 anos, também deixou a casa e deve passar a noite com parentes. "Todo ano é a mesma coisa. Tiram os barracos, outras pessoas vem e ocupam", reclamou. Integrante do Nudec (Núcleo Comunitário de Defesa Civil), Erika de Souza Menezes, resume a situação. "Aqui é tudo invasão. Mas quem invadiu primeiro, vendeu para quem veio depois. Desde 2009 a prefeitura interdita barraco, tira as pessoas, outras voltam e nada muda", afirmou.

Integrantes da Defesa Civil presentes ao local afirmam que faltam profissionais para impedir novas ocupações e estrutura para fiscalizar os locais de risco.

No último dia 16, quatro crianças morreram soterradas após deslizamento no mesmo bairro. Leia aqui.

Confira vídeos do local:

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