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PT se torna protagonista de primeiro debate do 2º turno entre Doria e França

Kelly Fuzaro/Band/Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tucano segue estratégia de atrelar ao rival pecha de petista, enquanto governador lembra fala de Alckmin


Raphael Rocha
Do dgabc.com.br

19/10/2018 | 07:00


Mesmo fora do segundo turno, o PT foi protagonista do primeiro debate entre João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), candidatos que estão na reta final da eleição ao governo do Estado. Em quase todas suas falas, o tucano buscou associar o petismo ao adversário, enquanto o atual governador paulista tentou atrelar a pecha de traidor ao ex-prefeito da Capital.

Organizado pela Band, o embate promoveu duelo cara a cara por diversas vezes. Logo no início, Doria pediu para que França detalhasse a história do PSB. “Não traio, não apunhalo meus aliados, não passo rasteira, não desprezo. Diferentemente de você. Você fez isso com Geraldo Alckmin e ele mesmo disse que você é traidor”, respondeu o governador. “O senhor não quer falar que faz parte do Partido Socialista Brasileiro. Que nomeou Aldo Rebelo, uma liderança por muito tempo do PCdoB, o Partido Comunista do Brasil, para Casa Civil. Você colocou esquerdistas, comunistas e petistas no governo”, retrucou.

O tom do debate foi acirrado em todos os cinco blocos. A plateia, por diversas vezes, se manifestou, gerando críticas da mediação. Doria e França trocaram farpas constantes.

França também tentou desassociar a imagem de Doria à do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro – o tucano declarou voto no capitão reformado assim que terminou a apuração do primeiro turno, no dia 7. “Você quer se encostar no Bolsonaro. Coitado dele, que tem de arrastar você. Você não é Bolsonaro, é ‘Bolsoseu’. Você xingou o Bolsonaro, disse que ele era extremo, desastre para o Brasil. Esse coitado fugiu de você no Rio de Janeiro”, disparou. “Não à toa que o Major Olímpio, senador eleito pelo partido do Bolsonaro, não apoia você. Ele me apoia”, emendou, citando, depois, a renúncia de Doria da prefeitura da Capital.

Doria aumentou a carga na estratégia de colar a figura de França ao PT – que sofre altos índices de rejeição no Estado. “Assuma seu lado esquerdista. Você esconde apoio do PT. Recebeu até mesmo apoio do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), que promove política criminosa. Chega de Lula, chega de PT. Eu sou a favor do Brasil.”

Em meio aos ataques, os candidatos também citaram denúncias de corrupção envolvendo ambos. Doria lembrou que o codinome de França esteve presente na famosa lista da Odebrecht, rol que a empresa apresentou à PF (Polícia Federal), no âmbito da delação premiada na Operação Lava Jato, de políticos que receberam doações da empreiteira. “Explique ao eleitor por que você era o Paris da lista da Odebrecht”. O socialista reagiu. “Você pegou dinheiro emprestado para comprar jatinho, pegou R$ 44 milhões do BNDES. Pegou R$ 6 milhões para seu grupo Lide. Anexou rua em Campos do Jordão à sua propriedade. Isso não é correto.”

As propostas foram entrar em pauta somente no terceiro bloco, quando jornalistas foram acionados. O tema Segurança Pública foi o mais citado pelos repórteres. 



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PT se torna protagonista de primeiro debate do 2º turno entre Doria e França

Tucano segue estratégia de atrelar ao rival pecha de petista, enquanto governador lembra fala de Alckmin

Raphael Rocha
Do dgabc.com.br

19/10/2018 | 07:00


Mesmo fora do segundo turno, o PT foi protagonista do primeiro debate entre João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), candidatos que estão na reta final da eleição ao governo do Estado. Em quase todas suas falas, o tucano buscou associar o petismo ao adversário, enquanto o atual governador paulista tentou atrelar a pecha de traidor ao ex-prefeito da Capital.

Organizado pela Band, o embate promoveu duelo cara a cara por diversas vezes. Logo no início, Doria pediu para que França detalhasse a história do PSB. “Não traio, não apunhalo meus aliados, não passo rasteira, não desprezo. Diferentemente de você. Você fez isso com Geraldo Alckmin e ele mesmo disse que você é traidor”, respondeu o governador. “O senhor não quer falar que faz parte do Partido Socialista Brasileiro. Que nomeou Aldo Rebelo, uma liderança por muito tempo do PCdoB, o Partido Comunista do Brasil, para Casa Civil. Você colocou esquerdistas, comunistas e petistas no governo”, retrucou.

O tom do debate foi acirrado em todos os cinco blocos. A plateia, por diversas vezes, se manifestou, gerando críticas da mediação. Doria e França trocaram farpas constantes.

França também tentou desassociar a imagem de Doria à do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro – o tucano declarou voto no capitão reformado assim que terminou a apuração do primeiro turno, no dia 7. “Você quer se encostar no Bolsonaro. Coitado dele, que tem de arrastar você. Você não é Bolsonaro, é ‘Bolsoseu’. Você xingou o Bolsonaro, disse que ele era extremo, desastre para o Brasil. Esse coitado fugiu de você no Rio de Janeiro”, disparou. “Não à toa que o Major Olímpio, senador eleito pelo partido do Bolsonaro, não apoia você. Ele me apoia”, emendou, citando, depois, a renúncia de Doria da prefeitura da Capital.

Doria aumentou a carga na estratégia de colar a figura de França ao PT – que sofre altos índices de rejeição no Estado. “Assuma seu lado esquerdista. Você esconde apoio do PT. Recebeu até mesmo apoio do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), que promove política criminosa. Chega de Lula, chega de PT. Eu sou a favor do Brasil.”

Em meio aos ataques, os candidatos também citaram denúncias de corrupção envolvendo ambos. Doria lembrou que o codinome de França esteve presente na famosa lista da Odebrecht, rol que a empresa apresentou à PF (Polícia Federal), no âmbito da delação premiada na Operação Lava Jato, de políticos que receberam doações da empreiteira. “Explique ao eleitor por que você era o Paris da lista da Odebrecht”. O socialista reagiu. “Você pegou dinheiro emprestado para comprar jatinho, pegou R$ 44 milhões do BNDES. Pegou R$ 6 milhões para seu grupo Lide. Anexou rua em Campos do Jordão à sua propriedade. Isso não é correto.”

As propostas foram entrar em pauta somente no terceiro bloco, quando jornalistas foram acionados. O tema Segurança Pública foi o mais citado pelos repórteres. 

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