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Nelson Freire imperdível


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

19/10/2006 | 21:01


Será uma apresentação única, no dia 9 de novembro, às 20h30. Sozinho diante do piano e com um repertório que apenas será conhecido no momento, Nelson Freire fará um recital no Auditório Ibirapuera que promete ser inesquecível. Os ingressos, a R$ 160, começaram a ser vendidos no dia 10 e, milagrosamente, até quinta-feira havia bilhetes disponíveis. Algo em torno de um quarto da capacidade da sala, que tem 800 lugares. O lote de ingressos a R$ 30 está esgotado.

Freire não é apenas um respeitado pianista, mas um artista que assombra platéias do mundo todo com seu talento único. Nascido em Boa Esperança, Minas Gerais, teve uma infância difícil, “Nasci quase morto. Alérgico à vida, não suportava nenhum alimento. Vivia sob constante proteção e todos os jogos me foram proibidos”, contou certa vez o pianista ao jornal francês Le Monde. O piano era seu único consolo.

Histórias sobre o menino-prodígio não faltam. Educador, escritor, psicanalista e professor emérito da Unicamp, Rubem Alves conta no site Aprendiz casos curiosos sobre o pianista. Sua mãe fora professora de piano da irmã de Freire, Nelma. E Alves revela que, certo dia, a menina estudava em casa e errava sempre em uma passagem difícil do exercício. A mãe deles estava na cozinha quando, de repente, ouviu a partitura ser executada perfeitamente. Quando voltou à sala, teve uma surpresa: ao piano, estava o pequeno Nelson, com três anos.

Aos quatro anos, o menino deu seu primeiro concerto, interpretando a Sonata em Lá Maior, de Mozart. Foi nessa época que começou a estudar piano em Boa Esperança, mas seis meses de aula foram suficientes para o mestre decretar não haver mais nada a ensinar ao garoto.

Então, a família mudou-se para o Rio de Janeiro, onde a carreira de Freire deslanchou. “Tinha cinco anos e umas 50 obras no meu repertório, entre elas a célebre Rapsodia número 2, de Liszt”, contou o pianista ao jornal francês.

Aos doze anos, venceu o Concurso Internacional de Piano, no Rio de Janeiro. Três anos depois, embarcou para Viena com uma bolsa de estudos e lá conheceu sua grande amiga Martha Argerich.

Freire gravou seu primeiro disco aos 19 e já tocou com Filarmônica de Berlim, a Sinfônica de Londres e a Sinfônica de Viena, entre outras. Foi o único brasileiro a integrar uma coletânea da Phillips com os cem melhores pianistas do século. Seus últimos discos trazem peças de Schumann, Chopin e Brahms. Atualmente, reside na França.

Nelson Freire – Recital. Dia 9 de novembro (quinta-feira), às 20h30. No Auditório Ibirapuera – av. Pedro Álvares Cabral, s/nº (portão 2), São Paulo. Ingr.: R$ 160 e R$ 80 (meia entrada). Site: www.auditorioibirapuera.com.br



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Nelson Freire imperdível

Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

19/10/2006 | 21:01


Será uma apresentação única, no dia 9 de novembro, às 20h30. Sozinho diante do piano e com um repertório que apenas será conhecido no momento, Nelson Freire fará um recital no Auditório Ibirapuera que promete ser inesquecível. Os ingressos, a R$ 160, começaram a ser vendidos no dia 10 e, milagrosamente, até quinta-feira havia bilhetes disponíveis. Algo em torno de um quarto da capacidade da sala, que tem 800 lugares. O lote de ingressos a R$ 30 está esgotado.

Freire não é apenas um respeitado pianista, mas um artista que assombra platéias do mundo todo com seu talento único. Nascido em Boa Esperança, Minas Gerais, teve uma infância difícil, “Nasci quase morto. Alérgico à vida, não suportava nenhum alimento. Vivia sob constante proteção e todos os jogos me foram proibidos”, contou certa vez o pianista ao jornal francês Le Monde. O piano era seu único consolo.

Histórias sobre o menino-prodígio não faltam. Educador, escritor, psicanalista e professor emérito da Unicamp, Rubem Alves conta no site Aprendiz casos curiosos sobre o pianista. Sua mãe fora professora de piano da irmã de Freire, Nelma. E Alves revela que, certo dia, a menina estudava em casa e errava sempre em uma passagem difícil do exercício. A mãe deles estava na cozinha quando, de repente, ouviu a partitura ser executada perfeitamente. Quando voltou à sala, teve uma surpresa: ao piano, estava o pequeno Nelson, com três anos.

Aos quatro anos, o menino deu seu primeiro concerto, interpretando a Sonata em Lá Maior, de Mozart. Foi nessa época que começou a estudar piano em Boa Esperança, mas seis meses de aula foram suficientes para o mestre decretar não haver mais nada a ensinar ao garoto.

Então, a família mudou-se para o Rio de Janeiro, onde a carreira de Freire deslanchou. “Tinha cinco anos e umas 50 obras no meu repertório, entre elas a célebre Rapsodia número 2, de Liszt”, contou o pianista ao jornal francês.

Aos doze anos, venceu o Concurso Internacional de Piano, no Rio de Janeiro. Três anos depois, embarcou para Viena com uma bolsa de estudos e lá conheceu sua grande amiga Martha Argerich.

Freire gravou seu primeiro disco aos 19 e já tocou com Filarmônica de Berlim, a Sinfônica de Londres e a Sinfônica de Viena, entre outras. Foi o único brasileiro a integrar uma coletânea da Phillips com os cem melhores pianistas do século. Seus últimos discos trazem peças de Schumann, Chopin e Brahms. Atualmente, reside na França.

Nelson Freire – Recital. Dia 9 de novembro (quinta-feira), às 20h30. No Auditório Ibirapuera – av. Pedro Álvares Cabral, s/nº (portão 2), São Paulo. Ingr.: R$ 160 e R$ 80 (meia entrada). Site: www.auditorioibirapuera.com.br

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