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Alunos são defensores da Saúde

Projeto de escola no Jd.Marek conscientiza sobre a importância da prevenção à dengue


Nelson Donato
Especial para o Diário

24/05/2016 | 07:00


A definição de defensor é aquele que luta por uma causa, quem protege. É com esse princípio que alunos da Emeief Arquiteto Estevão de Faria Ribeiro, situada na Rua Luiz Gomes Pain, no Jardim Marek, em Santo André, criaram o grupo Defensores da Saúde, iniciativa que faz parte do projeto Santo André & Os Agentes Contra o Aedes, idealizado pelas secretarias de Educação e Saúde, em parceria com o Diário.

Durante o primeiro trimestre do ano, quando o clima se torna ideal para a procriação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus, os estudantes da unidade desenvolveram diversas atividades sobre o tema.

Uma das turmas mais engajadas é a dos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental da professora Cláudia Maria Pinho Valderramas. Lá, quando uma pergunta sobre a dengue é feita, várias mãos ansiosas se erguem e as respostas estão na ponta da língua. Isso é motivo de orgulho para a docente. “É muito bom ver todos os alunos tão envolvidos. Eles são um fator multiplicador muito importante.”

Para levar o conhecimento à população do entorno da escola, as crianças organizaram passeata que teve como principal diretriz a conscientização da vizinhança. Para se preparar melhor para o ato, os pequenos confeccionaram panfletos, distintivos de Defensores da Saúde e uma faixa.

Para chamar a atenção, a molecada até usou instrumentos musicais para fazer barulho e mostrar a importância da caminhada. “Foi um dos momentos mais divertidos. Todos saíam de suas casas para ver o que estava acontecendo. Era então que os estudantes faziam a panfletagem. Foi muito gratificante ver todo esse trabalho na prática”, lembra a professora.

Outra iniciativa que atua na luta contra a dengue é o Projeto Mais Educação. Na unidade, os pequenos aprendem a importância da reciclagem para evitar a proliferação do mosquito. Ali, o jardim é embelezado com enfeites feitos a partir de galões de água. Para fazer os canteiros da hortas cultivadas pelos pequenos, foram utilizados pneus.

Apesar da timidez, a aluna Flávia Alves Cezimbra, 8 anos, lista algumas medidas eficazes para evitar a dengue. “Não se pode deixar água parada, tem sempre que usar blusa de frio para se proteger das picadas. Nossa professora nos mostrou que ao cortar os pneus, eles não acumulam água.”

Crianças aprendem respeito por meio de horta

O contato com a natureza é de extrema importância para ensinar aos pequenos o cuidado que se deve ter com o meio ambiente. É com essa ideia que a equipe de professores da Emeief Arquiteto Estevão de Faria Ribeiro, por meio do Projeto Mais Educação, decidiu criar horta com grande variedade de vegetais, desde verduras até plantas frutíferas.

Na unidade escolar, mais de 100 crianças, divididas em quatro turmas, participam do projeto. Além da plantação, há atividades musicais, esportivas e artísticas.

A coordenadora da ação na instituição, a professora Viviane Gonçalves, ressalta a importância da iniciativa para os pequenos. “Aqui atendemos crianças em algum tipo de situação de vulnerabilidade, que precisam de mais atenção nas aulas ou até mesmo aqueles que manifestam o desejo de participar. A principal regra é ter respeito pelo meio ambiente, pelos professores, colegas e por todas as pessoas.”
Um dos alunos mais empolgados com as aulas é Luan Gabriel Garcia Macai, 7 anos. Ao andar pela horta, ele aponta com propriedade cada espécie cultivada. “Muitos acham que o repolho nasce uma bolinha, mas na verdade ele começa com uma folha. Já plantamos amora aqui também, mas comemos tudo.”

Os gêmeos Victor e Vinícius Gouveia Vieira, 9, mostram-se muito participativos e brincalhões. Porém, quando o assunto é preservar o meio ambiente e a escola em que estudam, eles ficam sérios. “Não se deve jogar lixo na rua, pois pode acumular água. De fim de semana a escola fica aberta e já vi algumas pessoas quebrarem a cerca e pichar a parede, por isso fico de olho e sempre que vejo algo errado, chamo a atenção”, conta Victor. 



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Alunos são defensores da Saúde

Projeto de escola no Jd.Marek conscientiza sobre a importância da prevenção à dengue

Nelson Donato
Especial para o Diário

24/05/2016 | 07:00


A definição de defensor é aquele que luta por uma causa, quem protege. É com esse princípio que alunos da Emeief Arquiteto Estevão de Faria Ribeiro, situada na Rua Luiz Gomes Pain, no Jardim Marek, em Santo André, criaram o grupo Defensores da Saúde, iniciativa que faz parte do projeto Santo André & Os Agentes Contra o Aedes, idealizado pelas secretarias de Educação e Saúde, em parceria com o Diário.

Durante o primeiro trimestre do ano, quando o clima se torna ideal para a procriação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus, os estudantes da unidade desenvolveram diversas atividades sobre o tema.

Uma das turmas mais engajadas é a dos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental da professora Cláudia Maria Pinho Valderramas. Lá, quando uma pergunta sobre a dengue é feita, várias mãos ansiosas se erguem e as respostas estão na ponta da língua. Isso é motivo de orgulho para a docente. “É muito bom ver todos os alunos tão envolvidos. Eles são um fator multiplicador muito importante.”

Para levar o conhecimento à população do entorno da escola, as crianças organizaram passeata que teve como principal diretriz a conscientização da vizinhança. Para se preparar melhor para o ato, os pequenos confeccionaram panfletos, distintivos de Defensores da Saúde e uma faixa.

Para chamar a atenção, a molecada até usou instrumentos musicais para fazer barulho e mostrar a importância da caminhada. “Foi um dos momentos mais divertidos. Todos saíam de suas casas para ver o que estava acontecendo. Era então que os estudantes faziam a panfletagem. Foi muito gratificante ver todo esse trabalho na prática”, lembra a professora.

Outra iniciativa que atua na luta contra a dengue é o Projeto Mais Educação. Na unidade, os pequenos aprendem a importância da reciclagem para evitar a proliferação do mosquito. Ali, o jardim é embelezado com enfeites feitos a partir de galões de água. Para fazer os canteiros da hortas cultivadas pelos pequenos, foram utilizados pneus.

Apesar da timidez, a aluna Flávia Alves Cezimbra, 8 anos, lista algumas medidas eficazes para evitar a dengue. “Não se pode deixar água parada, tem sempre que usar blusa de frio para se proteger das picadas. Nossa professora nos mostrou que ao cortar os pneus, eles não acumulam água.”

Crianças aprendem respeito por meio de horta

O contato com a natureza é de extrema importância para ensinar aos pequenos o cuidado que se deve ter com o meio ambiente. É com essa ideia que a equipe de professores da Emeief Arquiteto Estevão de Faria Ribeiro, por meio do Projeto Mais Educação, decidiu criar horta com grande variedade de vegetais, desde verduras até plantas frutíferas.

Na unidade escolar, mais de 100 crianças, divididas em quatro turmas, participam do projeto. Além da plantação, há atividades musicais, esportivas e artísticas.

A coordenadora da ação na instituição, a professora Viviane Gonçalves, ressalta a importância da iniciativa para os pequenos. “Aqui atendemos crianças em algum tipo de situação de vulnerabilidade, que precisam de mais atenção nas aulas ou até mesmo aqueles que manifestam o desejo de participar. A principal regra é ter respeito pelo meio ambiente, pelos professores, colegas e por todas as pessoas.”
Um dos alunos mais empolgados com as aulas é Luan Gabriel Garcia Macai, 7 anos. Ao andar pela horta, ele aponta com propriedade cada espécie cultivada. “Muitos acham que o repolho nasce uma bolinha, mas na verdade ele começa com uma folha. Já plantamos amora aqui também, mas comemos tudo.”

Os gêmeos Victor e Vinícius Gouveia Vieira, 9, mostram-se muito participativos e brincalhões. Porém, quando o assunto é preservar o meio ambiente e a escola em que estudam, eles ficam sérios. “Não se deve jogar lixo na rua, pois pode acumular água. De fim de semana a escola fica aberta e já vi algumas pessoas quebrarem a cerca e pichar a parede, por isso fico de olho e sempre que vejo algo errado, chamo a atenção”, conta Victor. 

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