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Toninho Cecílio explica sucesso da equipe

Treinador vê motivação do grupo como diferencial e relembra momento quando assumiu o clube no meio da Série A-2


Anderson Fattori

08/05/2016 | 07:00


Impossível não credenciar grande fatia do acesso e do título do Santo André na Série A-2 ao técnico Toninho Cecílio. Ele pegou a equipe desmotivada após a terceira derrota em casa (2 a 1), para o Penapolense, que brigava contra o rebaixamento, e conseguiu evolução impressionante, mesmo tendo pela frente adversários da parte de cima da tabela. Ontem, contra o Mirassol, ele usou a experiência para motivar a equipe.
“Queríamos esse título. O acesso era importante, claro, mas sonhávamos com esse troféu. Queria muito para minha carreira. Fiz os jogadores entenderem que eles tinham de jogar por eles, para ter um título, isso foi importante”, explicou. “Jogamos um pelo outro. Queria dar essa taça ao meu auxiliar técnico, o Branquinho queria dar para o Agenor. Enfim, viemos muito convictos. Isso não ganha jogo, mas ajuda extraordinariamente”, acrescentou.
Toninho acredita que fez diferença também a forma como o Santo André trabalhou durante a semana, controlando a euforia após ter confirmado o tão sonhado acesso para a elite na semifinal diante do Barretos.
“Nos preparamos como ninguém esperava. A semana quando você consegue o acesso é igual em todos os clubes. Mensagens, telefonemas de times querendo te contratar, para nós e para eles (Mirassol). Sabia que quem conseguisse lidar melhor com isso iria sair vencedor. Tinha de saber administrar o acesso tendo decisão para fazer. Soubemos trabalhar isso muito bem para não deixar escapar esse título”, ressaltou.
Apesar de experiente e de ter comandado bons trabalhos no Grêmio Prudente e no XV de Piracicaba, além de ter sido treinador e diretor do Palmeiras, Toninho Cecílio diz que o resultado do Santo André vai ocupar lugar especial no currículo. “São trabalhos assim que marcam nossa carreira. Da forma como aconteceram as coisas me indicam que os passos que demos foram acertados. Às vezes, mesmo experiente, você tem dúvidas nas decisões que toma. Tivemos mais acertos do que erros”, comentou.
Toninho iniciou o ano no comando do Mogi Mirim, na elite do Campeonato Paulista, mas os resultados ruins o derrubaram. Ele chegou ao Ramalhão na 12ª rodada, comandou o time em 12 jogos e conseguiu a proeza de passar oito dessas partidas sem sofrer gols.
“Quando o Carlito Arini (assessor da presidência) me ligou para acertarmos, pedi para ele antecipar a concentração e reunião com os atletas à noite mesmo. Aquele primeiro jogo que, coincidentemente foi contra o Mirassol (vitória por 2 a 0), tinha de começar bem. Ficamos até quatro da manhã no hotel para não errar. Coloquei o Dudu (Vieira) no time para dar mais liberdade para o Branquinho e encontramos um jeito de jogar”, lembrou o treinador. “Tivemos dois jogos marcantes. Contra o Velo, quando vencemos (1 a 0) e ultrapassamos o adversário e, com a passagem para o mata-mata, com a semana inteira de trabalho, fizemos uma grande partida contra o São Caetano (na ida das oitavas de final, com vitória por 2 a 1, no Bruno Daniel) e o time ganhou uma cara de chegada. Confiança e atitude. Soubemos jogar a divisão”, constatou.

 

 

Time é o 2º maior vencedor da A-2 e volta a torneio de nível nacional

 

DÉREK BITTENCOURT

Enviado a Mirassol

derekbittencourt@dgabc.com.br

 

O Santo André chegou ontem ao quarto troféu de campeão do Campeonato Paulista da Série A-2. Os outros três títulos levantados pelo Ramalhão foram em 1975, 1981 e 2008. Desta maneira, a equipe se consolida como segunda maior vencedora da competição, atrás apenas do XV de Piracicaba, que tem cinco conquistas.

“O professor (Toninho Cecílio) cobrou bastante a gente durante a semana para sabermos que, infelizmente, no Brasil ninguém lembra do vice. Então queríamos ser campeões para marcar nosso nome na história. E o Santo André está voltando para o lugar de onde não deveria ter saído”, destacou o zagueiro andreense Samuel Teram.

Não bastasse o título, o Santo André ainda retorna ao cenário nacional, afinal o campeão tem direito a vaga na Copa do Brasil de 2017. Depois de ficar ausente de competições nacionais nesta temporada, o Ramalhão volta à competição que fez história ao levantar em 2004, no Maracanã.



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Toninho Cecílio explica sucesso da equipe

Treinador vê motivação do grupo como diferencial e relembra momento quando assumiu o clube no meio da Série A-2

Anderson Fattori

08/05/2016 | 07:00


Impossível não credenciar grande fatia do acesso e do título do Santo André na Série A-2 ao técnico Toninho Cecílio. Ele pegou a equipe desmotivada após a terceira derrota em casa (2 a 1), para o Penapolense, que brigava contra o rebaixamento, e conseguiu evolução impressionante, mesmo tendo pela frente adversários da parte de cima da tabela. Ontem, contra o Mirassol, ele usou a experiência para motivar a equipe.
“Queríamos esse título. O acesso era importante, claro, mas sonhávamos com esse troféu. Queria muito para minha carreira. Fiz os jogadores entenderem que eles tinham de jogar por eles, para ter um título, isso foi importante”, explicou. “Jogamos um pelo outro. Queria dar essa taça ao meu auxiliar técnico, o Branquinho queria dar para o Agenor. Enfim, viemos muito convictos. Isso não ganha jogo, mas ajuda extraordinariamente”, acrescentou.
Toninho acredita que fez diferença também a forma como o Santo André trabalhou durante a semana, controlando a euforia após ter confirmado o tão sonhado acesso para a elite na semifinal diante do Barretos.
“Nos preparamos como ninguém esperava. A semana quando você consegue o acesso é igual em todos os clubes. Mensagens, telefonemas de times querendo te contratar, para nós e para eles (Mirassol). Sabia que quem conseguisse lidar melhor com isso iria sair vencedor. Tinha de saber administrar o acesso tendo decisão para fazer. Soubemos trabalhar isso muito bem para não deixar escapar esse título”, ressaltou.
Apesar de experiente e de ter comandado bons trabalhos no Grêmio Prudente e no XV de Piracicaba, além de ter sido treinador e diretor do Palmeiras, Toninho Cecílio diz que o resultado do Santo André vai ocupar lugar especial no currículo. “São trabalhos assim que marcam nossa carreira. Da forma como aconteceram as coisas me indicam que os passos que demos foram acertados. Às vezes, mesmo experiente, você tem dúvidas nas decisões que toma. Tivemos mais acertos do que erros”, comentou.
Toninho iniciou o ano no comando do Mogi Mirim, na elite do Campeonato Paulista, mas os resultados ruins o derrubaram. Ele chegou ao Ramalhão na 12ª rodada, comandou o time em 12 jogos e conseguiu a proeza de passar oito dessas partidas sem sofrer gols.
“Quando o Carlito Arini (assessor da presidência) me ligou para acertarmos, pedi para ele antecipar a concentração e reunião com os atletas à noite mesmo. Aquele primeiro jogo que, coincidentemente foi contra o Mirassol (vitória por 2 a 0), tinha de começar bem. Ficamos até quatro da manhã no hotel para não errar. Coloquei o Dudu (Vieira) no time para dar mais liberdade para o Branquinho e encontramos um jeito de jogar”, lembrou o treinador. “Tivemos dois jogos marcantes. Contra o Velo, quando vencemos (1 a 0) e ultrapassamos o adversário e, com a passagem para o mata-mata, com a semana inteira de trabalho, fizemos uma grande partida contra o São Caetano (na ida das oitavas de final, com vitória por 2 a 1, no Bruno Daniel) e o time ganhou uma cara de chegada. Confiança e atitude. Soubemos jogar a divisão”, constatou.

 

 

Time é o 2º maior vencedor da A-2 e volta a torneio de nível nacional

 

DÉREK BITTENCOURT

Enviado a Mirassol

derekbittencourt@dgabc.com.br

 

O Santo André chegou ontem ao quarto troféu de campeão do Campeonato Paulista da Série A-2. Os outros três títulos levantados pelo Ramalhão foram em 1975, 1981 e 2008. Desta maneira, a equipe se consolida como segunda maior vencedora da competição, atrás apenas do XV de Piracicaba, que tem cinco conquistas.

“O professor (Toninho Cecílio) cobrou bastante a gente durante a semana para sabermos que, infelizmente, no Brasil ninguém lembra do vice. Então queríamos ser campeões para marcar nosso nome na história. E o Santo André está voltando para o lugar de onde não deveria ter saído”, destacou o zagueiro andreense Samuel Teram.

Não bastasse o título, o Santo André ainda retorna ao cenário nacional, afinal o campeão tem direito a vaga na Copa do Brasil de 2017. Depois de ficar ausente de competições nacionais nesta temporada, o Ramalhão volta à competição que fez história ao levantar em 2004, no Maracanã.

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