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Ramalhão conquista tetra em Mirassol

Nario Barbosa/DGABC:  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com humildade e disciplina tática, time
segura pressão no Interior e leva título


Anderson Fattori

08/05/2016 | 07:00


De desacreditado a campeão da Série A-2. O Santo André deu ontem mais uma prova de quão imprevisível é o futebol. Aplicado taticamente, o time segurou o Mirassol, que era favorito, ainda mais atuando em seu estádio, e com gol despretensioso de Dudu Vieira venceu por 1 a 0. Com isso, além do acesso que já havia sido assegurado, o time conquistou o tetra da Segunda Divisão e garantiu o direito de disputar a Copa do Brasil em 2017.

O Santo André que se apresentou ontem foi retrato fiel do que se reergueu na reta final da Série A-2, sobretudo após a chegada do técnico Toninho Cecílio. Sem se importar por jogar feio, dar chutão ou levar dribles, a equipe se entregou em campo e não desistiu de uma única bola. A aplicação tática, aliás, foi o grande mérito deste time, que juntou jogadores experientes como Branquinho, Zé Carlos e Diogo Orlando, a jovens da base como Dudu Vieira e Guilherme Garré.

No começo da decisão, a impressão era de que o sistema de jogo do Ramalhão não seria suficiente para brecar o ímpeto do Mirassol, que entrou determinado a abrir vantagem rapidamente. Mas a segurança do sistema defensivo em bolas alçadas na área e a frieza dos jogadores ao afastar o perigo que rondava a área impressionavam. Aos poucos, com tranquilidade, o time soube controlar a partida.

A cada bola afastada pela impecável dupla de zagueiros, Samuel Teram e Diogo Borges, a aflição do Mirassol crescia. A torcida pedia pressa e os jogadores tentavam se aproximar da meta de Zé Carlos. A presença do volante Tiago Ulisses na vaga do suspenso Paulo deu mais solidez ao setor, porque anulou um dos pontos fortes da equipe do Interior, que eram os avanços do lateral-direito Cleiton.

Mesmo sem criar boas chances, o Santo André sabia que o contra-ataque poderia ser letal. E foi. Aos 45, Zé Carlos iniciou a jogada, Guilherme Garré deu passe em profundidade para Diogo Orlando que, como poucos, esperou se aproximar da área para cruzar rasteiro e encontrar Dudu Vieira, livre na segunda trave. Ele só teve o trabalho de empurrar para a rede e correr para os mais de 300 torcedores andreenses que encararam 474 quilômetros que separam o Grande ABC e Mirassol.

O Santo André voltou para o segundo tempo como se imaginava, com os onze jogadores atrás da linha da bola e congestionando o meio de campo. O time ainda contou com o desespero do Mirassol, que buscava a finalização de qualquer jeito.

O time do Interior teve grandes chances, é verdade. Na melhor delas, Murilo acertou belo chute, mas errou o gol por pouco. O Leão ainda reclamou de dois toques na mão de Diogo Borges dentro da área, mas a verdade é que não teve força para superar o Santo André.

Para medir o tamanho da vitória andreense, o Mirassol havia vencido todas as partidas do mata-mata e teve a melhor defesa da competição com apenas 17 gols sofridos, já somado o de ontem, em 24 partidas.
Venceu quem, mesmo com altos e baixos, soube reconhecer suas limitações e jogar de acordo com a necessidade de cada partida, característica comum ao time que durante sua história mostrou que não costuma falhar em momentos decisivos.



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Ramalhão conquista tetra em Mirassol

Com humildade e disciplina tática, time
segura pressão no Interior e leva título

Anderson Fattori

08/05/2016 | 07:00


De desacreditado a campeão da Série A-2. O Santo André deu ontem mais uma prova de quão imprevisível é o futebol. Aplicado taticamente, o time segurou o Mirassol, que era favorito, ainda mais atuando em seu estádio, e com gol despretensioso de Dudu Vieira venceu por 1 a 0. Com isso, além do acesso que já havia sido assegurado, o time conquistou o tetra da Segunda Divisão e garantiu o direito de disputar a Copa do Brasil em 2017.

O Santo André que se apresentou ontem foi retrato fiel do que se reergueu na reta final da Série A-2, sobretudo após a chegada do técnico Toninho Cecílio. Sem se importar por jogar feio, dar chutão ou levar dribles, a equipe se entregou em campo e não desistiu de uma única bola. A aplicação tática, aliás, foi o grande mérito deste time, que juntou jogadores experientes como Branquinho, Zé Carlos e Diogo Orlando, a jovens da base como Dudu Vieira e Guilherme Garré.

No começo da decisão, a impressão era de que o sistema de jogo do Ramalhão não seria suficiente para brecar o ímpeto do Mirassol, que entrou determinado a abrir vantagem rapidamente. Mas a segurança do sistema defensivo em bolas alçadas na área e a frieza dos jogadores ao afastar o perigo que rondava a área impressionavam. Aos poucos, com tranquilidade, o time soube controlar a partida.

A cada bola afastada pela impecável dupla de zagueiros, Samuel Teram e Diogo Borges, a aflição do Mirassol crescia. A torcida pedia pressa e os jogadores tentavam se aproximar da meta de Zé Carlos. A presença do volante Tiago Ulisses na vaga do suspenso Paulo deu mais solidez ao setor, porque anulou um dos pontos fortes da equipe do Interior, que eram os avanços do lateral-direito Cleiton.

Mesmo sem criar boas chances, o Santo André sabia que o contra-ataque poderia ser letal. E foi. Aos 45, Zé Carlos iniciou a jogada, Guilherme Garré deu passe em profundidade para Diogo Orlando que, como poucos, esperou se aproximar da área para cruzar rasteiro e encontrar Dudu Vieira, livre na segunda trave. Ele só teve o trabalho de empurrar para a rede e correr para os mais de 300 torcedores andreenses que encararam 474 quilômetros que separam o Grande ABC e Mirassol.

O Santo André voltou para o segundo tempo como se imaginava, com os onze jogadores atrás da linha da bola e congestionando o meio de campo. O time ainda contou com o desespero do Mirassol, que buscava a finalização de qualquer jeito.

O time do Interior teve grandes chances, é verdade. Na melhor delas, Murilo acertou belo chute, mas errou o gol por pouco. O Leão ainda reclamou de dois toques na mão de Diogo Borges dentro da área, mas a verdade é que não teve força para superar o Santo André.

Para medir o tamanho da vitória andreense, o Mirassol havia vencido todas as partidas do mata-mata e teve a melhor defesa da competição com apenas 17 gols sofridos, já somado o de ontem, em 24 partidas.
Venceu quem, mesmo com altos e baixos, soube reconhecer suas limitações e jogar de acordo com a necessidade de cada partida, característica comum ao time que durante sua história mostrou que não costuma falhar em momentos decisivos.

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