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O espinhoso caminho escolhido pelo PT


Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

07/05/2016 | 07:00


Esta coluna destacou ontem a oportunidade que Dilma Rousseff (PT) deixou passar, em evento no Norte e Nordeste, ao evitar admitir erros de seu governo e ao não se desculpar pelas mentiras que contou na eleição de 2014. Também ontem, o jornal Valor Econômico publicou entrevista com o prefeito da Capital, Fernando Haddad (PT), na qual afirma que os equívocos do PT na eleição presidencial comprometeram o mandato dela. Sem meias palavras, observou que “houve uma ruptura ali entre o que se pensou em fazer e o que se disse”. Ou seja, era hora de expor ao povo que o momento era difícil e que seria preciso ajuste fiscal. “Estou pedindo um ano de sacrifício depois de 12 anos de bonança. Seria legítimo”, sugeriu Haddad, ao indicar o caminho do discurso ideal. Mas optou-se por enganar a sociedade. O prefeito paulistano parece um oásis perdido no meio do deserto petista. Neste turbilhão de escândalos, polêmicas e gestão desastrosa de Dilma, talvez seja o aliado mais consciente. O que deve ser acrescentado à análise de Haddad é que o enrosco em que se envolveu o PT no panorama nacional pode custar a reeleição. E não só dele, mas dos demais companheiros de partido. No Grande ABC, a mancha negativa que envolve a legenda respingará nas candidaturas de Carlos Grana (PT-Santo André) e Donisete Braga (PT-Mauá), que também tentará o segundo mandato, além da candidatura de Tarcisio Secoli (PT), que tentará manter o petismo no comando do Paço de São Bernardo. Estampar a estrela do PT virou um fardo a ser carregado. E esse caminho espinhosos foi o próprio PT que escolheu. 

Do zero
Segunda-feira, o PT de Mauá se reúne para rediscutir a abertura da vice para um partido aliado. Tradicionalmente, a chapa majoritária é pura. Mas o prefeito Donisete Braga (PT) é a favor de colocar o vereador Alberto Betão Pereira Justino (PTB) na vice em seu projeto de reeleição. Ocorre que o petebista indicou recentemente ao Diário ser favorável ao impeachment de Dilma Rousseff (PT). O que parecia estar superado pode voltar à estaca zero.

Substituição

Oficialmente, a reunião petista é para debater a substituição da Severina Ramalho, que morreu há duas semanas. A tendência é a comandante interina Cida Maia assumir de fato a legenda. Vale lembrar, porém, que Cida era vice-presidente da sigla quando Sônia Rodrigues faleceu, mas não foi alçada à liderança do diretório.

Pesquisa
A mais recente pesquisa sobre o cenário eleitoral de São Bernardo coloca o deputado federal Alex Manente (PPS) em primeiro lugar, com 31,3% das intenções de voto. Na segunda posição aparece o parlamentar estadual Orlando Morando (PSDB), com 25,8%. O ex-prefeito Mauricio Soares (PHS) está na terceira colocação, com 8,6%, à frente do candidato do PT, Tarcisio Secoli, que tem 6,3%. Em quarto vem Aldo Santos (Psol), com 4,8%. Marcelo Lima (SD) é o quinto, com 3,4%. Na sétima e última posição da sondagem estimulada está Evandro de Lima (PTdoB), com 0,85%. O levantamento é do Instituto Paraná e foi divulgado pela Rádio Jovem Pan. Foram ouvidos 640 eleitores.
 



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O espinhoso caminho escolhido pelo PT

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

07/05/2016 | 07:00


Esta coluna destacou ontem a oportunidade que Dilma Rousseff (PT) deixou passar, em evento no Norte e Nordeste, ao evitar admitir erros de seu governo e ao não se desculpar pelas mentiras que contou na eleição de 2014. Também ontem, o jornal Valor Econômico publicou entrevista com o prefeito da Capital, Fernando Haddad (PT), na qual afirma que os equívocos do PT na eleição presidencial comprometeram o mandato dela. Sem meias palavras, observou que “houve uma ruptura ali entre o que se pensou em fazer e o que se disse”. Ou seja, era hora de expor ao povo que o momento era difícil e que seria preciso ajuste fiscal. “Estou pedindo um ano de sacrifício depois de 12 anos de bonança. Seria legítimo”, sugeriu Haddad, ao indicar o caminho do discurso ideal. Mas optou-se por enganar a sociedade. O prefeito paulistano parece um oásis perdido no meio do deserto petista. Neste turbilhão de escândalos, polêmicas e gestão desastrosa de Dilma, talvez seja o aliado mais consciente. O que deve ser acrescentado à análise de Haddad é que o enrosco em que se envolveu o PT no panorama nacional pode custar a reeleição. E não só dele, mas dos demais companheiros de partido. No Grande ABC, a mancha negativa que envolve a legenda respingará nas candidaturas de Carlos Grana (PT-Santo André) e Donisete Braga (PT-Mauá), que também tentará o segundo mandato, além da candidatura de Tarcisio Secoli (PT), que tentará manter o petismo no comando do Paço de São Bernardo. Estampar a estrela do PT virou um fardo a ser carregado. E esse caminho espinhosos foi o próprio PT que escolheu. 

Do zero
Segunda-feira, o PT de Mauá se reúne para rediscutir a abertura da vice para um partido aliado. Tradicionalmente, a chapa majoritária é pura. Mas o prefeito Donisete Braga (PT) é a favor de colocar o vereador Alberto Betão Pereira Justino (PTB) na vice em seu projeto de reeleição. Ocorre que o petebista indicou recentemente ao Diário ser favorável ao impeachment de Dilma Rousseff (PT). O que parecia estar superado pode voltar à estaca zero.

Substituição

Oficialmente, a reunião petista é para debater a substituição da Severina Ramalho, que morreu há duas semanas. A tendência é a comandante interina Cida Maia assumir de fato a legenda. Vale lembrar, porém, que Cida era vice-presidente da sigla quando Sônia Rodrigues faleceu, mas não foi alçada à liderança do diretório.

Pesquisa
A mais recente pesquisa sobre o cenário eleitoral de São Bernardo coloca o deputado federal Alex Manente (PPS) em primeiro lugar, com 31,3% das intenções de voto. Na segunda posição aparece o parlamentar estadual Orlando Morando (PSDB), com 25,8%. O ex-prefeito Mauricio Soares (PHS) está na terceira colocação, com 8,6%, à frente do candidato do PT, Tarcisio Secoli, que tem 6,3%. Em quarto vem Aldo Santos (Psol), com 4,8%. Marcelo Lima (SD) é o quinto, com 3,4%. Na sétima e última posição da sondagem estimulada está Evandro de Lima (PTdoB), com 0,85%. O levantamento é do Instituto Paraná e foi divulgado pela Rádio Jovem Pan. Foram ouvidos 640 eleitores.
 

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